<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223</id><updated>2012-02-16T09:09:46.114-02:00</updated><category term='loucura'/><category term='sexo'/><category term='reino'/><category term='humildade'/><category term='religião'/><category term='fuck'/><category term='bela'/><category term='porcentagens'/><category term='velha'/><category term='enquete'/><category term='relacionamento'/><category term='época'/><category term='segredos'/><category term='ódio'/><category term='Grand K'/><category term='os 12 macacos'/><category term='certo'/><category term='marimoon'/><category term='agonia'/><category term='memento'/><category 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Toda a regurgitação intelectual de uma mente aberta.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5874927638689688140</id><published>2010-11-14T21:41:00.003-02:00</published><updated>2010-11-14T23:02:25.156-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Arte Verde - I</title><content type='html'>- Mas os operadores do barracão 4 não estão cumprindo as metas já há três meses. Repito: Três meses! - Para Fernando era engraçado ouvir a palavra "operadores" vindo daquelas pessoas, aqueles líderes desrespeitosos com eles mesmos, seus subordinados e todo o resto do mundo; provindos das mais insufladores de egos das escolas, porém que em tais reuniões se corrijiam do rude - cuspido, alguns diriam - termo "peão", ou "lacaio" (sendo o último caso para os mais cultos dos arrogantes), limitando-se ao comportado "operador".&lt;br /&gt;- Essa regalia não pode continuar. - Dizia outro.&lt;br /&gt;- O recursos humanos já se pronunciou, - recomeçou o homem do "operadores" - três semanas é o tempo hábil de que precisam e podemos suprir com nova mão-de-obra nossas necessidades.&lt;br /&gt;Ouvia a tudo, Fernando, daquela conversa tão normal. Normal era tratar dos subordinados como peças. Normal era a recontratação em massa - curioso que não a tratam por "demissão em massa". E ele possuía um papel importante naquilo tudo, o cumpriria bem, tentaria dar um parecer para ambos os lados - os líderes que não obtinham produção e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;peões&lt;/span&gt; revoltados. Porém havia algo de diferente, alguma memória dentro de Fernando estava prestes a emergir do denso mar do seu passado. Ainda não a via, porém algo de desconcertante estava a surgir em seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Isso contando que mantemos os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;líderes-dois&lt;/span&gt; ou os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;líderes-um&lt;/span&gt;? - Falou um dos homens à mesa.&lt;br /&gt;"Ípsilons... Algo com ípsilons." Pensava Fernando, já um tanto alheio à conversa.&lt;br /&gt;- O pessoal da qualidade já fez o levantamento dos que vão ficar, mas em teoria 100% dos líderes-dois e algo como 30% dos líderes-um. - Respondeu outro.&lt;br /&gt;E veio a ele a lembrança em seu estado bruto. Escreveu prontamente as palavras que o acomenteram com sua lapiseira em uma folha a sua frente e leu o que havia escrito para seus colegas:&lt;br /&gt;- "Até os ípsilons são necessários." - Sem obter significativa resposta, ou mesmo constatação de seu comentário, fato justificado que por essa primeira vez a frase ter saído em um tom de voz um tanto baixo, repetiu a falar, agora a pleno pulmão e olhando a seus companheiros, de forma pausada:&lt;br /&gt;- Até os ípsilons. São necessários.&lt;br /&gt;Nada. Nada além de olhares confusos obteve Fernando como resposta. Na verdade, falar em voz alta tal emblema o fez se lembrar de onde e quando havia enterrado tal peça em sua memória, de onde e quando havia pela primeira vez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lido&lt;/span&gt; tal artefato, muitos e muitos anos atrás. Pediu licença para seus colegas - que encontravam-se um tanto confusos -, levantou-se de sua cadeira da mesa elíptica e dirigiu-se até o banheiro.&lt;br /&gt;"Um olhar para si próprio revela mais do que cem padres e psicólogos", lembrou-se da expressão que sua mãe tanto falava, ao entrar pela porta e encarar o grande espelho, com este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;encarando-o&lt;/span&gt; em retorno.&lt;br /&gt;Quem o mirava era um ser de olhos cansados e afundados em densas olheiras, deixando a mostra uma vida de pouco descanso. Além dos olhos viam-se lábios rompidos em diversos pontos, presente de si próprio por motivos de nervosismo, mania que tinha desde criança. Acima da boca, olhos, óculos, e bochechas brancas, a testa via-se extensa, mais do que o quanto se lembrara, com os cabelos bagunçados e o pescoço já escondido, por motivo de que o homem tinha a ruim mania de projetar a cabeça a frente para ler, alimentar-se ou concentrar-se.&lt;br /&gt;Era uma pessoa curiosa, certamente, mas mais do que isso, era alguém &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estranho&lt;/span&gt;. Estranho a si próprio, via a notar. E aquelas palavras - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;até os ípsilons são necessários&lt;/span&gt; - sabia mesmo de onde vinham? Estremeceu-se.&lt;br /&gt;E como uma onda surda de verão, do observador distante e concentrado na imagem a qual se observa, surgiu de dentro de Fernando um fenômeno surrealmente quieto, só o sentia, como que do fundo de sua mente. Surgia a lembrança.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verão de 2011&lt;/span&gt; - lembrou-se, e tudo veio a tona.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arte verde&lt;/span&gt; que teve em suas mãos e que a tudo mudou. Entidade de tamanha força, que na época fez com que Fernando questionasse suas próprias escolhas, sua vida, sua sociedade. Seu rumo, lembrava-se bem, seria traçado a partir da compreensão daquelas impactantes palavras, que para ele tanto significaram.&lt;br /&gt;Verão de 2011. Mesmo verão em que Fernando havia deixado cair de suas mãos seu óculos (desastrado que era), em direção ao chão duro, espatifando suas lentes em dezenas de peças cortantes.&lt;br /&gt;A verdade - e no fundo de seu eu, com certeza, ele já a sabia - encontrou-o: Como sua lente espatifada era sua mente e sua alma. Como seu óculos ele pôde partí-la em diversos pedacinhos de si. Em algum momento de seu passado todo o que viera da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arte verde&lt;/span&gt; havia sido colocada em um só daqueles pedacinhos de Fernando, e assim este conseguiu remediar sua maioria conservadora das idéias revolucionárias que um dia teve, de como sua vida poderia ter mais significado, como o mundo poderia ser visto com novos olhos. E esta mísera parte de si mesmo havia sido guardado tão fundo adentro de Fernando, que somente poucas lembranças a trariam de volta a superfície, para novamente haver de emergir para o esquecido.&lt;br /&gt;E assim o fez, como havia de ser. Pois não há mestre de empresas, homem de família, onde também há o estudante infinito, o apreciador da arte a ser buscada, o viajante eterno, o suicida e o depressivo, todas essas facetas unidas em uma única palavra: o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;novo&lt;/span&gt;. Pois o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;novo&lt;/span&gt; não serve para a sociedade, para o bem comum, sabia bem. E com esta frase de tamanha covardia Fernando tornou a vestir sua face de seriedade, a evitar de encarar o seu eu estranho preso a um espelho da verdade intolerável, e retornou a seus deveres. Haviam pessoas a serem demitidas, novas peças a serem anexadas e novos produtos a serem produzidos.&lt;br /&gt;E novamente aquele rebelde dentro de si teve de ocultar-se perante a normalidade das coisas, e a falta de coragem do homem que já quis tudo por uma leitura revolucionária, por um novo olhar de seu mundo que de tão devassador nada mais poderia requisitar de seu visionário além do fim de sua normalidade e de sua ordem supostamente natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5874927638689688140?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5874927638689688140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5874927638689688140' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5874927638689688140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5874927638689688140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2010/11/arte-verde-i.html' title='Arte Verde - I'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7990882136347960367</id><published>2010-01-26T22:45:00.005-02:00</published><updated>2010-01-27T00:05:58.557-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Tulipas - Primeira Parte.</title><content type='html'>E de repente, não mais que de repente, ao vislumbrar mais uma vez o azul pálido das gélidas paredes de seu quarto de dormir, no canto em que, além de dividirem aresta entre duas de suas representantes, encontravam-se com os degrais brancos do detalhamento em gesso do revestimento do teto; ao som de nada mais que o raro silêncio presenteado por ainda mais raros momentos em que a mente está tão maravilhada por acasos de um vislumbre de algo tão belo que se fazem calar as vitrolas do pensamento; ao sentir do acolhedor toque de seu colchão de descanso do alto de sua nuca até seus calcanhares em movimentos curtos, sentiu-se mais do que si mesmo. Sentiu-se mais do que se deve sentir em quedas livres de aviões rompidos, ao respirar ar fresco após décadas de aprisionamento ou em observar terra firme após longo tempo em náufrago. Sentiu mais do que se deve sentir em uma vida de emoções. Sentiu todo o seu mundo, tudo o que conhecia por real ou abstrato mergulhar verticalmente em seu âmago. Sentiu-se frágil como cristal e potente como um touro enraivecido; aberto para sentimentos a descobrir, e segregado aos que predecera aquele momento tal coleira em pescoço de carne viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espaço de tempo do bater de asas de um beija-flor, tudo o que o havia inundado retornou agilmente a seu antigo local de equilíbrio. Porém tudo era novo a seu próprio modo, assumindo novo significado e vigor.&lt;br /&gt;- Tome-me. – Disse o garoto de aparência exausta, após breve hesitação, movendo seus grandes olhos vagos em direção à sua co-protagonista. – Tome tudo o que tenho e que já tive. Tome meu coração e o meu peito; meu esqueleto esguio, carne e órgãos. Tome tudo o que já emanou meu nome para si. É seu, tudo é seu e de ninguém mais, pois sem você este todo não passaria de carcaça putrefada e gélida, movendo-se por inércia e códigos de conduta.&lt;br /&gt;“Nada peço em troca”. Continuou o garoto. “Nada que haveria de ser debitado de minha rainha e dona poderia vir a trazer-me crédito.”&lt;br /&gt;Os olhos do garoto então deslocaram-se daquela figura já deformada pelo tempo em sentido às suas próprias mãos. “Ela amava estas fracas mãos” pensou.&lt;br /&gt;A inescrupulosidade da realidade ataca como cobra peçonhenta aos que fogem de sua ordem, e, ao sentir o veneno áspero da impotência, o garoto agora desperto, já em olhos fadigados e mãos demasiadamente surradas, correu seu braço à procura do quente que não mais fervia; do volume não mais ocupante do espaço a seu lado, da luz que não mais brilhava por entre suas cobertas agora desertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as lágrimas que invariavelmente correm pelos rostos dos que sofrem de amor, garoto-homem tomou então sua decisão: Não havia mais nada a perder, e ninguém mais por quem perder. Moveu olhar e mãos trêmulas à caixa que a semanas estava à espera da fria aceitação da morte certa ou da mais devastadora das desilusões. Ao conteúdo que poderia valer-se de anos de pesquisas lunáticas em busca do que – se a lógica fizesse valer – revelaria-se grande decepção.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pandora&lt;/span&gt; era o nome curiosamente engravado em dourado na madeira avermelhada que a revestia, e tal montante de surpresas revelariam-se em somente um amontoado de escritos que finalizariam por revelar o destino do pobre homem que os possuíra, e que em si consistem no âmago desta história, e de todos os infelizes que a rodeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirou fundo. Já sentado, com luzes e mente acesas, encontrou com as pontas dos dedos o fecho de seu destino, sem antes roçar com as amadas mãos de sua musa o exterior daquele que viria a revelar-se o caos de um homem, a perdição de gerações ou desperdício desfortuno.&lt;br /&gt;“Que Deus nos ajude”, proferiu por fim antes de abrir seu tesouro.&lt;br /&gt;Continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7990882136347960367?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7990882136347960367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7990882136347960367' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7990882136347960367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7990882136347960367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2010/01/tulipas-primeira-parte.html' title='Tulipas - Primeira Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5674158738848300529</id><published>2009-12-20T23:55:00.009-02:00</published><updated>2009-12-22T01:14:42.520-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O despertar de Maurício - Segunda Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/11/o-despertar-de-maurcio.html"&gt;O despertar de Maurício - Primeira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral, Sonia comprovara ser uma boa - talvez "funcional" seja o adjetivo mais apropriado - companhia para Maurício através de todas aquelas singulares noites em que convivera com seu companheiro.&lt;br /&gt;Já há tempos decifrara o terror nas feições dela quando esta o abraçara com unhas penetrantes em seu lombo; o padrão de seu leve corpo em dobrar-se agilmente de forma a jogar seu rosto ruivo acima dos ombros dele, para que este não visse as lágrimas que desciam de seus olhos; a graciosidade com que após deixá-lo para deitar-se (desta vez para o sono e não para o carnal), sempre sola, jamais com seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mau&lt;/span&gt; em seus braços, soltava suspiros de gratidão e prazer.&lt;br /&gt;Ele via, na forma particular dela prendê-lo a si mesma, o desespero de alguém que, como ele, soltou-se de sua órbita natural para cair em um mundo de realidades tão frias e cruéis (como só a realidade consegue ser) que fazem com que a não-realidade seja agradável de tão leviana.&lt;br /&gt;Olhou-a brevemente. A silhueta esbelta de seu corpo de fina cintura sob a parcial escuridão era solene. Sob seus cabelos - longos e lisos, finas linhas de vermelho bronze -, escondia-se o rosto rubro de sardas, o único que Maurício vira até então o qual combinara graciosamente com o fogo emanante das retinas dela, de si mesmo e de seus companheiros. Era bela. Jamais a amaria. Jamais. Porém, era bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia do ultimato romântico da libertação, da heróica soberba escapada - embelezada por todos os efeitos pirotécnicos e acrobáticos dignos das maiores empreitadas cinematográficas -, daquele dia de verão em que Maurício se perdera de sua colméia para adentrar em um rebanho; o dia dos dias. O dia: Se perdera em sua memória.&lt;br /&gt;Não nos cabe compreender a memória, antes devemos tentar compreender o funcionamento do intelecto. Das analogias diversas que a mente desperta de Maurício incubara para tentar explicar sua própria incubação, a ele era preferida a dos halteres harmônicos. Em seus pensamentos - agora tão inconvenientes, incontroláveis, caóticos, belos, maravilhosos, traiçoeiros, cruéis - sua mente era como um daqueles garfos metálicos usados para ensinar física da ressonância: algo ordinário, que causa pouco mais do que leve fascínio juvenil por repetir o som de um de seus semelhantes quando o outro está a ressoar em sua frequência. Algo repetidor. Frequências repetidas eram sua mente pré-despertar. Após o mesmo, era como se seu haltere fosse então provido de personalidade própria, frequências próprias, caos particular próprio.&lt;br /&gt;Metáforas de halteres talvez explicariam o porquê de, após pouco mais de um ano, a lembrança de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu&lt;/span&gt; "dia dos dias" seja em suma um emaranhado de descobertas meramente compreensíveis, de medos alucinantes e de uma breve miragem de um automóvel conversível rumo ao horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Louise era o único cuja presença acalmava Maurício. Possuía pele de um negro opaco e intenso, físico mediano, era alto - algo como dois metros de altura -, e possuía um sorriso que o fazia camuflar-se em garoto: ao mesmo tempo o diminuía e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;engrandecia&lt;/span&gt;. Maurício o admirava como se admira um objeto tão raro cuja toda e qualquer característica deveria ser estudada, cujo todo e qualquer aspecto deveria causar fascínio. Louise era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;raro&lt;/span&gt; porque era alegre. Era calmo e era tranquilo, como ninguém a seu redor era. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mau&lt;/span&gt; tinha a crença secreta de que Louise, em seus momentos de alegria, fazia fugir brevemente pouco do vermelho, característico daquele povo, dos seus próprios olhos, liberando parte do que costumava ser suas janelas da alma, antes de seu próprio e particular despertar. Castanho esverdeado era a cor que Maurício pensara vislumbrar em tais raros momentos, mas jamais perguntara a seu colega quais eram as cores de seus olhos. Às vezes o mistério é mais agradável do que a verdade e sua possível desanimadora realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grande Maurício! - Saudou seu colega. Pelo seu tom de voz ja era de se perceber que algo não era normal.&lt;br /&gt;- Louise... Por que você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tá&lt;/span&gt; aqui tão cedo?&lt;br /&gt;- Vim informar-te um pedido do alto escalão...&lt;br /&gt;Instantaneamente o rosto de Maurício esbranquiçou-se. Seu coração encheu-se do maior dos pesares; seus olhos amearaçam lágrimas.&lt;br /&gt;- Não, cara. Não, não, por favor... Mais um não, por favor não... Por que eu de novo?&lt;br /&gt;Louise perdeu seu doce sorriso. Doía-lhe estar naquela posição, ser ele a informar a seu amigo.&lt;br /&gt;- Você é o cara para esse serviço, sabe disso... Precisam de você nessa... Escute: É um garoto desta vez, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piá&lt;/span&gt; pequeno...&lt;br /&gt;Ao som destas últimas palavras, Maurício aterrorizou-se ainda mais, porém nada disse. Não havia por que descontar sua ira em seu companheiro - e desta vez mero mensageiro. Com um olhar que dispensava palavras, Maurício fechou a porta de sua residência para voltar-se a seu leito.&lt;br /&gt;O terror de Maurício é facilmente explicado: Desde sua chegada ao "vilarejo dos despertados", seus governantes acharam nele um particularmente habilidoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;professor&lt;/span&gt;. Professores são os nomes dados aos infelizes que, incumbidos do igualmente inafortunado dever de servir à comunidade, passam horas defronte aos seus novos cohabitantes, em um processo de limpeza. Basicamente, quando os halteres estão perdidos entre o caos de novas e incontroláveis frequências, o professor tenta proporcionar algum sentido para seu colega. Tenta fazer o recente despertado reconhecer o que está ocorrendo ao seu redor. Maurício sabia pelo protocolo que tal horrível tarefa de combater desordem mental com palavras ocorreria já no dia seguinte, e acima de tudo seria uma criança: as mais imprevisíveis dentre os insanos recém-chegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5674158738848300529?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5674158738848300529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5674158738848300529' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5674158738848300529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5674158738848300529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/12/o-despertar-de-mauricio-segunda-parte.html' title='O despertar de Maurício - Segunda Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-66289809729297703</id><published>2009-11-01T14:22:00.027-02:00</published><updated>2009-11-12T20:35:58.189-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Sentir - Segunda Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2009/10/sentir.html"&gt;Sentir - Primeira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixara de ser berro bélico, era agora obra sinfônica.&lt;br /&gt;Às manhãs, "Laila" era motivo de sorrisos, de fazer roçar a cabeça contra travesseiros e cobertas como felino preguiçoso. Às refeições e aos momentos de concentração era refúgio singelo. Quando dito no ócio, despertava alegrias crescentes, incendiava nele como brasa, fazendo-o sentir-se novamente em seus braços, em seus insaciáveis lábios e dentes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Envolvera-se&lt;/span&gt; nela, em tudo o que ela lhe proporcionava. Brincava em sua matemática platônica: fazia-se "função de Laila", pois nos sorrisos dela, em sua fala e em sua forma de ver o mundo, ele moldava seus próprios sentimentos. Aliás, não os moldava, estes faziam-se perante tais fatores qual girassóis seguem sua estrela, qual folhas soltas percorrem o vento: em harmonia metódica, um ritual já a ele inevitável.&lt;br /&gt;Igualmente brincava consigo sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bobeira&lt;/span&gt; da qual era agora assíduo. Tolos e infantos eram seus atos, às vezes. Fazia-se um novo homem, com aquele sorriso bobo estampando sua face. Estava perdidamente encantado por sua agora - e talvez não tarde - companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclos faziam-se: seus beijos incitavam-o a desejar aquele profundo olhar dela. Seu majestoso olhar fazia querer beijá-la. Nesta dança repetitiva perdia-se a mente, e a sobriedade de seus pensamentos; como umidade em densa nuvem, condensavam-se suas idéias - antes lineares - e desciam por sua mente em gotas dispersas, deixando-o desnorteado.&lt;br /&gt;No encanto dela, fluía nele tal chuva de aleatoriedades. Ocorria-lhe suas atitudes passadas, ocorria-lhe seus desejos, todo seu pensar. Transpassava-o suas obras preferidas, escritos, músicas, tal quais canções fluiam em tamanho caos em que se perdia a ordem e a destreza em administrar seu próprio consciente.&lt;br /&gt;Divagava neste caos, naquele dia, em seus desenhos, seus tão adorados desenhos. Divagava sobre a vida que predescera Laila, sobre as mulheres que igualmente a predesceram. "Nunca tiveram chance alguma", afirmava para si. Sem saber o porquê, divagava em uma canção particular, que na sua adolescência era objeto de grande fascínio, sobre chuvas e buracos em telhados. Divagava sobre o que viesse a si, já não tinha controle sobre sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de sua adocicada boca, perdia a noção daquele elemento que antes em sua vida fôra concreto, que por vezes havia sido motivo para sua irritação ou desconcentração, mas cuja constância constara ser definitivamente fiel, e de repente não mais o era: o tempo. No castanho celeste de seus olhos se perdiam as cordas que o atavam à linearidade cronológica. Dias aparentavam semanas; igualmente horas bem aproveitadas o transpassavam com a agilidade inclemente de um forte vento gélido de inverno.&lt;br /&gt;Não sabia ao certo o quanto descorrera entre sua declaração a ela e o presente. Afinal, seria este o que estava por viver? Ou seria um sonho, um maravilhoso sonho de primavera, do qual não se deseja acordar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às noites, "Laila" era calmaria; era êxtase e era encantamento.&lt;br /&gt;Naquela madrugada, ele pensava nos belos momentos de seu dia, os quais passara com sua musa. Divagava sobre sua canção da chuva, sobre seus pensamentos em condensação escorrendo-o.&lt;br /&gt;Antes de apagar as luzes de seu quarto de dormir, vislumbrou uma última vez o mundo a cores. Riu para si mesmo, com a ingenuidade de quem conhece uma piada graciosa, e que se contada em voz alta não reproduziria nem de longe todos os seus encantos.&lt;br /&gt;Deitou-se em seu leito com sua mente a cantarolar os versos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Estou a arrumar um buraco por onde a chuva entra, e impede minha mente de perguntar-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para onde ela iria?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-66289809729297703?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/66289809729297703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=66289809729297703' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/66289809729297703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/66289809729297703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/11/sentir-segunda-parte.html' title='Sentir - Segunda Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-8801531355641616591</id><published>2009-10-14T01:28:00.008-02:00</published><updated>2009-10-18T00:43:38.979-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Projeto Ricky Fitts: Adjetivando a beleza. I</title><content type='html'>O Projeto Ricky Fitts consiste de uma série de atestamentos que descrevem – ou tentam descrever – a beleza do mundo. Tais atestamentos, curtos, darão ênfase à descrição de cenas soltas, por vezes desconexas, de eventos e acasos que por ventura ocorrerem no dia de sua escrita ou que forem despertados pela memória.&lt;br /&gt;O nome é homenagem ao personagem Ricky do brilhante Beleza Americana (American Beauty – 1999), e o projeto em si é inspirado em, dentre outras maravilhosas belezas, “Noites” - http://discutindocommeusmonologos.blogspot.com/2009/08/noites-parte-i.html .&lt;br /&gt;Ricky Fitts, em sua cena histórica, sob atuação de Wes Bentley, descreveu a beleza do mundo ao mostrar uma sacola plástica, que estava “tipo dançando” com ele, por quinze minutos ao vento.&lt;br /&gt;Todas os fragmentos – nomeados “Coplas” – serão respostas à questão: “A beleza é?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Copla.&lt;br /&gt;É uma piadinha feita à beira de estrada. Um relance de uma fantástica dança.  Uma foto de sorrisos, uma mesa de boas conversas e bons humores, uma música de fundo e uma cerveja gelada. É o que se depara quando se acorda após a fadiga e o sono, após a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chegada&lt;/span&gt;. A maravilha de uma conversa num carro de madrugada. É uma frustração tola e cômica comparada ao dia incrível que se passou. O som da quebra de um chocolate &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meio amargo&lt;/span&gt;, e um filme sobre as mais humanas das emoções e dos anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Copla.&lt;br /&gt;É uma costela em fogo de chão. É a fumaça da madeira queimando, através das cinzas e da visão difusa pelo calor. O arder nos olhos do quente. É baixar a pressão e ver o mundo com olhos de calmaria, não ver o tempo passar e não sentir o sorriso subir. Um sanduíche com nacos espessos de cebola. É a conversa que se tem com um recém-descoberto sábio, e os olhares de conforto e desconforto que ele o passa. A menina que interrompe conversas e a encarada que seu amigo recebe, o humor que isso produz. A mais inquietante vontade – e nostalgia – de simplesmente estar com uma pessoa especial. É tatear o bolso à procura de ouvir àquela música que está na sua cabeça. É sol, gramado e cansaço. É uma imagem que diz magistralmente o que infinitos escritos não comporiam. O sorriso por um apreço recebido, são os escritos em um computador silenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira Copla.&lt;br /&gt;É o medo gostoso que cresce pela espinha ao tomar-se em mãos um automóvel em alta velocidade, a sensação de poder e de merecimento ao saber que vidas humanas estão a seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;controle&lt;/span&gt;. É o pairar do cosmos sob o olhar daqueles que mal o conhecem por motivos de luzes artificiais; a doce sensação de parecermos tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pequenos&lt;/span&gt;, ao depararmos com um céu lindamente estrelado. A forma com que azeite sob carne de onça toma uma cor de amarelo desbotado ao receber gotas de sumo de limão, e como o sal que despenca sobre este lembra neve caindo em um lago de ferrugem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta Copla.&lt;br /&gt;É uma viagem para um lugar ensolarado. A sensação da pedra dura e fria de arenito ao pousarmos as costas sob a parte seca de uma cachoeira, e a forma com que o sol nos cega e nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ilumina&lt;/span&gt;, em diversos sentidos. É um pássaro azul, uma coleção de borboletas amarelas que insiste em sobrevoar a beira de um rio aparentemente infinito. Um passear de barco em que, como no Louvre, se perdêssemos o tempo sensato a ver cada um dos pontos verdes, marrons, amarelos ou azulados, de suas peças de arte, amontoadas sobre morros imponentes e plantas aquáticas graciosas, perderíamos uma vida toda e por fim nada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;perderíamos&lt;/span&gt;. É o correr de um lagarto, uma brasa e um copo d’água de poço. É música, sorrisos, e uma noite perfeita por entre uma brisa leve de primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-8801531355641616591?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/8801531355641616591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=8801531355641616591' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8801531355641616591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8801531355641616591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/10/projeto-ricky-fitts-adjetivando-beleza.html' title='Projeto Ricky Fitts: Adjetivando a beleza. I'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3928763854482886569</id><published>2009-10-05T13:46:00.010-02:00</published><updated>2009-11-01T15:41:07.869-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Sentir - Primeira Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2009/11/sentir-segunda-parte.html"&gt;Sentir - Segunda Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De todos eles, você se identificou com a vampira, por quê?&lt;br /&gt;Ele esperava esta pergunta, realmente não era uma revelação comum sua afinidade com a personagem feminina. Ao invés de responder de imediato, olhou-a brevemente e levou seu copo à boca, pensando em o que diria.&lt;br /&gt;Ele poderia, sim, falar sobre como se identificava com tal ser fictício pela forma com que, sob perigo quase físico, a personagem requisitava o pedido para sua entrada em uma residência humana antes de fazê-la. Se identificava por que, desde sempre, sentia a necessidade de ser chamado a entrar, não em casa de outrém, mas sim em seus íntimos, em falar seus sentimentos, em gozar da solone experiência de receber ou não a reciprocidade de seus desejos perante uma mulher.&lt;br /&gt;Poderia discorrer sobre como sentia-se inseguro em relação a ela, especialmente. Sua oratória privilegiada o daria palavras para descrever sua forma própria de admirá-la.&lt;br /&gt;Conseguia ver-se falando sobre como, de uns tempos para então, passou a ter seus cadernos de desenho monopolizados por círculos do azul amarronzado que eram os olhos dela. Como igualmente sua mente encontrava-se monopolizada por também seus sorrisos e suas formas, olhares e feições. Via-se dissertando sobre como seus dias já não eram mais presenciados no real, e sim em um local imaginário de sua mente em que ela estava sempre presente, e quando fechava os olhos para descansar-se era ela quem o visitava em seu sono.&lt;br /&gt;Imaginava como explicaria a forma com que, tola e invariavelmente, ria ou ao menos sorria ansiosamente a qualquer palavra vindo da boca dela; de como os sorrisos dela eram os mais belos presentes que poderia receber em uma vida de condecorações e apreços. Como a mera visão de seus traços fazia com que o mundo de repente tornasse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cores&lt;/span&gt;; Como que, quando ela o olhava apreensiva, ele se sentia o mais importante dos homens.&lt;br /&gt;Falaria sobre como, às vezes, tais olhares criavam pequenas – e breves – raízes de esperança em seu coração. Sobre como, nestes momentos, divagava sobre como seria beijar as costas das mãos dela até o alto de seus ombros, como seria dar pequenas mordidas nas laterais de sua maxilar; em como seria o toque de seu busto sobre as costas frias dele, e a sensação do toque dos lábios dela em seu torso e em seu pescoço. Falaria sobre como tais curtos momentos daquela crença estavam tornando-se mais comuns a cada dia, a ponto de darem a ele um gosto de viver nunca antes presenciado, causando-o desejos de dar “bom dia” a cachorros quando saía de casa; falaria sobre como levantava sorrisos pelos cantos de sua boca ao ver casais de mãos dadas, ou ao ver pequenos fragmentos quaisquer em sua rotina que o lembrassem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dela&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Em verdade, ele poderia discorrer horas sobre a beleza que ela representava. Sobre como as letras que compunham “Laila” já não eram mais símbolos literários, e sim peças sublimes de um grito de guerra emanado com suavidade, que afastava com sucesso qualquer mal que o pudesse atingir. Sobre como aquela palavra representava a ele um universo de elementos de beleza e misticidade maravilhosos, que nele faziam despertar as mais íntimas alegrias humanas, indescritíveis de tão majestosas.&lt;br /&gt;Poderia discorrer sobre tudo isso e muito mais, pois tais sentimentos já o eram verdade inquestionável, e naturais a ele como o pulsar de seu coração ou o alargar de seu peito ao respirar.&lt;br /&gt;Seu copo já estava à mesa e a água que este continha já estava inerte. Ele não havia falado palavras quaisquer, só a olhava diretamente em seu rosto, com seu olhar passando além dela e além do cenário em que se encontravam, pousando um lugar em que ele teria, sim, a ousadia de proferir todas aquelas expressões que enfim, mal dariam noção de quanto era o seu fascínio por Laila.&lt;br /&gt;Por fim respondeu outra resposta falsa qualquer, sobre desejos vampirescos ou coisa que o valha. Sentiu ódio por si mesmo, mas ódio não era um sentimento que encaixava em qualquer cenário em que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ela&lt;/span&gt; estivesse presente, e logo sua ira tornou-se apenas arrependimento por não ter a audácia da qual desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laila veio a ouvir de sua boca aquelas palavras – ou o que restara delas – eventualmente, mas não sem antes o decorrer de intermináveis meses, tempo em que ele presenciou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua&lt;/span&gt; Laila em braços de outro, e em que ele mesmo dividiu seus lábios e seu corpo com outras que, a seu ver, mal passavam de transeuntes em sua vida até aquela que o fizesse sentir-se em um mundo a cores novamente. Por vezes chegou a acreditar que esta não precisasse ser Laila, por vezes acreditou em suas mentiras de que era indiferente em relação a ela. Por vezes apaixonou-se.&lt;br /&gt;Além de tudo o que havia dispersado em sua mente para lhe falar, discursou também sobre a inspiração que ela o presenteava, para toda e qualquer obra e atitude que ele realizava, mesmo quando sob a custódia de outras moças. Bebia de sua fonte de inspiração como se bebe do leito da cachoeira que possui a melhor e mais pura das águas, com a naturalidade e a ansiosidade quase feroz de uma criatura de sede incontrolável, e profundo apreço pelo que lhe desce a garganta.&lt;br /&gt;Veio-se a lembrar do dia em que finalmente abriu seu coração a ela por toda a sua vida. Os meses em que carregou o fascínio por aquela mulher foram penosamente passados com um véu de máscaras em seu rosto, fala e olhar, por vezes denso, por vezes em farrapos, quando já exaurida a força de impedir que o resto do mundo soubesse a intensidade de seus sentimentos e de seus anseios. Naquele dia que enfim chegou, como um viajante fadigado, deixou-se soltar aquele fardo que sob suas costas tanto pesava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico este texto a Khaled Hosseini, com sua personagem Laila de A Cidade do Sol.&lt;br /&gt;E também a todos os escritores, que como Hosseini faz com extrema qualidade, criam através de sua arte ricas descrições das emoções humanas.&lt;br /&gt;E naturalmente a todas as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lailas&lt;/span&gt;, nossas quedas d’água de infinita inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3928763854482886569?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3928763854482886569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3928763854482886569' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3928763854482886569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3928763854482886569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/10/sentir.html' title='Sentir - Primeira Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3866890548906827098</id><published>2009-09-19T02:29:00.003-02:00</published><updated>2009-09-24T23:37:30.223-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>duas notas de dois e uma de um.doc</title><content type='html'>Farei-me curto e objetivo. O que menos quero é acordar minha amada ou alguns de meus agora já não tão pequenos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pequenos&lt;/span&gt;. Algo em minhas memórias despertou-me de meu início de sono, e terei de carregar um par de olheiras e fadiga amanhã para ter a certeza de que farei aqui meu memento bem escrito. Trata-se de um momento em minha juventude, um acontecimento que pode ser considerado comum, porém quiçá o presságio de uma vida mais justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era algum momento de 2008. Havia inscrito-me para um vestibular o qual não poderia aproveitar sua vaga por motivos de idade, e aquele era o dia de sua prova, em algum bairro afastado de minha residência da época em Curitiba. Após a prova, dirigi-me a um terminal de ônibus, não me lembro qual, me lembro apenas de seu caos naquele dia.&lt;br /&gt;A fila para a entrada no terminal por pouco não o circumpletara por completo, de gente jovem de aspecto violento. Pus-me nesta fila, e tentei fazer-me acostumado ao cenário. Lembro-me de que atrás de mim garotas, as quais não aparentavam mais de quatorze ou quinze anos, conversavam demonstrando tal efeito de drogas alucinógenas que só o escutar daquela conversa débil já era estonteante. Uma delas havia perdido o celular. Pouco importara.&lt;br /&gt;Lembro-me de que em certo momento, um ônibus teve de buzinar e dar ímpetos de atropelamento para cima do povo, em busca de uma oportunidade de acoplar suas rampas e portas em um tubo do terminal. Com as portas abertas, recordo-me de que em poucos minutos cerca de quarenta, cinquenta ou cem garotos e garotas pularam por tais para evitar pagarem a passagem.&lt;br /&gt;Quando finalmente cheguei à entrada, podia ver medo e tensão estampados nos rostos dos cobradores da passagem, que nada podiam fazer caso um grupo de criminosos os assaltasse. Lembrara-me de ter duas notas de dez reais na carteira, tirei uma nota e entreguei sem nem vê-la, e ao receber o troco correspondente ao valor de cinco reais, levantei objeção ao funcionário em minha frente.&lt;br /&gt;Serei sincero: Não me lembro das palavras, se é que houveram palavras. Mas me lembro daquele rosto. Suas feições espalhavam-se por toda sua face estampando em letras garrafais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ladrão”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“oportunista”&lt;/span&gt;. Seus olhos metralhavam-me como a personificação da espada da justiça. Recebi cinco reais de suas mãos - duas notas de dois e uma de um - amassadas e entregues tal qual veneno a filho de sangue, com um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;asco&lt;/span&gt;, por parte do cobrador, indescritível.&lt;br /&gt;Não pude andar mais que vinte metros. Perguntara-me se eu possuíra anteriormente realmente duas notas de dez reais. Havia as visto na fila com tamanha rapidez que facilmente poderia ter cometido um engano. Além disso, por mais que eu não tivesse dito a verdade, na situação do cobrador seria natural que ele desse o dinheiro, mesmo que relutante.&lt;br /&gt;Retornei ao homem dos olhos de julgamento e perguntei-o se realmente o havia entregado uma nota de cinco. Ao receber a temida resposta negativa, entreguei em olhos de humildade as notas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;roubadas&lt;/span&gt; de dois e de um.&lt;br /&gt;Ah, sim. A palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ladrão&lt;/span&gt; já constava anteriormente no meu dicionário como a de um desmerecedor, de um ser sem escrúpulos, da ralé da sociedade, mas foi somente naquele momento que a senti em realidade.&lt;br /&gt;Talvez seja tal simples equívoco de cifras, que tenho em meu histórico oportunidades corruptas relevadas e opções políticas questionáveis deixadas de lado. Talvez somente um olhar acusador foi o necessário a levar-me hoje a ser a pessoa honesta que sou. Não sou presidente da república, não sou grande personalidade política no quesito influência. Mas sou limpo, e o sou com o orgulho do homem que já viu o reflexo de uma corrupção de moral – uma corrupção por engano, mas ainda corrupção - em sua consciência.&lt;br /&gt;Amanhã terei de ir à câmara e depois fazer outros compromissos de cunho persona publica até bastante tarde. Espero que Fernanda não se deprima por eu chegar a sua formatura tão tarde. Afinal, não posso deixar os olhos daquele cobrador fitarem-me. Não novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota publicada por: Fer. Matos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Encontrei este arquivo entre as pastas de papai. Salve-o contigo, creio que gostará de ler. Não é justificativa para suas atitudes, mas, sinto-me tocada por suas palavras. Papai sempre foi uma pessoa complicada de se entender. Pergunto-me se ele iria se “deprimir” se eu também faltasse a seu enterro. E se estou sendo muito dura com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3866890548906827098?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3866890548906827098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3866890548906827098' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3866890548906827098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3866890548906827098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/09/duas-notas-de-dois-e-duas-de-umdoc.html' title='duas notas de dois e uma de um.doc'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-1418262151625634064</id><published>2009-09-15T01:24:00.004-02:00</published><updated>2009-09-18T03:10:54.059-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Momento de alegrias e compreensões.</title><content type='html'>Lembro-me de como era o lanche em minha mão. Em plástico fino, aquele sanduíche natural não era o almoço de que eu precisava, era um marco, um marco das escolhas de saúde que eu havia tomado naquela época. Era ótimo, horrível no paladar, de uma carne de frango sem gosto, mas ótimo de se tatear e de se ver, de se notar e de sentir, a opção de uma vida mais leve.&lt;br /&gt;O cenário era fabuloso. O sol estava na altura exata a iluminar aquele corredor do terceiro andar, através das longas janelas e do piso refleto tal qual lago em calor de verão.&lt;br /&gt;Tenho esta imagem de estar sentado, o tal sanduíche em minha mão direita e água engarrafada – garrafa minha, antiga, não recém-comprada – em minha mão esquerda. De ver os estudantes cruzando o corredor como uma passarela do saber, exibiam em suas faces a maravilha do conhecimento, a aura da sabedoria.&lt;br /&gt;E foi então que contemplei tal momento de luz: A compreensão dos meus caminhos. Pude ver por meus jovens olhos toda a minha vida, e todas as minhas escolhas até então, e todas as minhas sinas. Pude observar as diversas pessoas com quem tive conversas especialmente memoráveis, eventos os quais me fizeram sorrir ou chorar. Meu coração estava como nunca em meu peito, e eu podia sentir seus cortes passados, alguns já em cicatriz, outros procurando ainda cura.&lt;br /&gt;Mas eu estava lá, naquela hora, naquele lugar, e pude sentir todo o fluxo do tempo como se fizesse todo o sentido. Não era porque eu tinha aula de desenho naquele andar, ou porque naquele dia eu precisasse almoçar e um alimento se destacasse especialmente entre outros a mostra. Era porque eu havia condicionado minha vida até ali.&lt;br /&gt;Como foi belo a compreensão! Pude ver todos os traços de memórias levando-me àquela instituição, àqueles meus amigos que tão longe fisicamente estavam mas tão perto em meu coração estavam presentes! Eu pequeno, eu jovem, eu adulto, era somente um eu. Traçado através de tanto tempo a estar naquele momento, observando o sol e comendo um sanduíche natural e bebendo água engarrafada!&lt;br /&gt;E então todas as minhas escolhas receberam a dádiva do perdão, pois eram elas que me levaram até ali, eram elas que me faziam ser eu, mais do que qualquer outra coisa. E naquele lapso da minha rotina – que então pareceu a mais bela das ordens e dos períodos – pude sentir o futuro convidando-me a seu festivo encontro. Mais que isso, pude sentir os traços de carne viva em meu íntimo das dores que eu havia causado e sentido através dos anos, aliviarem-se pela conclusão de que eu era naquele momento, à minha própria forma, completo. Amado, acima de tudo, por mim, que desenhara através de linhas tão sinuosas e embaralhadas, que talvez nem eu mesmo compreendesse seus resultados finais, a vida mais bela. A minha vida. E tudo fez sentido, e tudo fez-se luz.&lt;br /&gt;Raios poderiam partir-me em dois ou três. Naquele momento, meu sorriso não seria quebrado nem pelo mais forte impacto; meu coração, bateria forte e vívido até se tivesse somente a terminal condição de parar sua bateção repentinamente. Eu era completo e perfeito, a meu próprio modo, e nada poderia tirar isso de minha posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-1418262151625634064?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/1418262151625634064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=1418262151625634064' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1418262151625634064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1418262151625634064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/09/momento-de-alegrias-e-compreensoes.html' title='Momento de alegrias e compreensões.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3943703343641323836</id><published>2009-08-21T03:56:00.004-02:00</published><updated>2009-09-15T01:36:36.853-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memento'/><title type='text'>Sobre túneis e navalhas.</title><content type='html'>Falho em controlar minha memória,&lt;br /&gt;expulsar dela as sete páginas de frustrada tortura.&lt;br /&gt;Meu bem mais precioso e inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve espaço em meu pequeno coração,&lt;br /&gt;esfaqueado,&lt;br /&gt;para guardar em ironia tal lâmina?&lt;br /&gt;Como pude, de tantas jóias e preciosidades, guardar-me justo disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sete páginas”, penso.&lt;br /&gt;Deveria ter presumido então ser o bastante para derrubar-me agora.&lt;br /&gt;Mas não,&lt;br /&gt;certamente não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferrugem e desgaste a corroera.&lt;br /&gt;Ferrugem do tempo e da invulnerabilidade,&lt;br /&gt;que hoje me assombra.&lt;br /&gt;Impedindo-me de ter o desejo sofrido de sofrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha relíquia não pertence ao passado, não.&lt;br /&gt;Passado é pai do presente, mas parece tão desconexo, tão pobre e longe.&lt;br /&gt;Mas é passado o que há em meu coração e em sua pequena navalha.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passado&lt;/span&gt; e nunca mais passará, nunca mais arderá, e nunca mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maravilhará&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais queimará no íntimo de meu ser,&lt;br /&gt;as mais miseráveis escolhas e caminhos,&lt;br /&gt;que me levaram àquele túnel negro de tristezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sempre houve uma saída ao breu,&lt;br /&gt;a qual neguei inutilmente por tanto tempo seus poderes de cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, que minha lâmina agora, sem corte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;refresque&lt;/span&gt; meu coração,&lt;br /&gt;pois,&lt;br /&gt;há de bater novamente em excitação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de haver paz na luz após a penumbra.&lt;br /&gt;Onde a navalha servirá, sim,&lt;br /&gt;a um propósito justo à sua existência:&lt;br /&gt;Será meu bem mais precioso não em dor, e não em torpor.&lt;br /&gt;Mas em lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que nesta paz, novamente há de ferver em meu ser&lt;br /&gt;os demônios que fizeram-me guardar minha tortura.&lt;br /&gt;Há de haver uma segunda chance à melancolia.&lt;br /&gt;Pois seria um túnel demasiado curto,&lt;br /&gt;caso não houvesse volta à sua atraente escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3943703343641323836?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3943703343641323836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3943703343641323836' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3943703343641323836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3943703343641323836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/08/sobre-tuneis-e-navalhas.html' title='Sobre túneis e navalhas.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5932461632282415164</id><published>2009-08-17T03:42:00.017-02:00</published><updated>2009-09-15T01:45:53.438-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metáfora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Metáfora de homens e seus unicórnios (crônica em primeira pessoa).</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atenção&lt;/span&gt;: Este texto não foi passado por nenhum instrumento de censura e pode constar na lista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Index Librorum Prohibitorum&lt;/span&gt;*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que um dia eu afirme ter visto unicórnios. É irrelevante se eu vi ou não, eu convenço pessoas de que vi.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Afirmo então acreditar na existência – impossível de se provar – dos unicórnios. É irrelevante se eu acredito ou não, eu convenço pessoas a acreditarem também.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Logo, eu clemo que os unicórnios são superiores a nós humanos, são seres míticos, e que devemos idolatrá-los. Acreditando ou não eu nisto, faço com que outros acreditem.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Passo a fundar locais de adoração aos unicórnios, funcionando em conjunto com a sociedade em volta dos mesmos. Trazendo cada vez mais pessoas ao culto.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Afirmo que para o mantimento de tais estabelecimentos é necessária a contribuição monetária dos indivíduos os quais participam de seu culto.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Não há prestação de contas, o capital pode vir a tornar-se excessivo.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Em tais estabelecimentos, pessoas – que podem ou não acreditar em o que estão a fazer – são nomeadas por mim portadores da voz dos unicórnios, e tal classe social diferencia-se do cidadão comum e mesmo do participador do culto.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Além de nomear os portadores de voz, também me sinto no direito de afirmar escritos de minha escolha como sagrados dos unicórnios. Acreditando ou não nesta identidade sagrada.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Regras são criadas através da palavra – oral ou escrita – que digo serem dos unicórnios. Tais regras configuram a contribuição financeira ao culto como regra e percentagem da renda do membro; e regularizam o seguir de dogmas, verdades absolutas que não devem ser questionadas.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Os dogmas servem como julgamento das atitudes dos humanos.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;As pessoas as quais nomeei serem portadores da palavra dos unicórnios são, por decisão minha, obrigados a manter uma vida sem uniões conjugais públicas. Sendo tal decisão para manter a herança destes como capital para meu culto ou não.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Tais pessoas passam então, por não poderem satisfazer-se sexualmente com cônjugues legítimos, a abusar sexualmente de jovens de diferente ou mesmo sexo.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Protejo tais pessoas do código judicial da sociedade de fora do culto aos unicórnios.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Por apreciação a esta proteção, a recrio com o nome de Liberdade Religiosa, protegendo a privacidade de legalidades ou ilegalidades que ocorrem na adoração aos unicórnios.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;O culto se passa para a maioria da população. A palavra “unicórnios” passa a ser gravada com letra inicial maiúscula. Torna-se natural de um membro da sociedade ser adorador dos Unicórnios.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;O costume da crença passa a replicar-se hereditariamente. Crianças sem poder de decidir judicialmente sobre si mesmas são criadas na esfera do culto aos Unicórnios.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Além das crianças, também convertemos povos indígenas para o culto.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Questões científicas da sociedade, trazidas a tona por não-membros ou membros do culto entram em conflito com os dogmas estabelecidos. Portanto eu inicio um movimento público contra tais cientistas.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Este movimento torna-se violento.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;A esfera já citada do culto aos Unicórnios engloba também escolas, colégios e universidades, mesmo estando em conflito dogmático direto com a ciência.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Do dia para a noite meu culto dos Unicórnios ganha proporções multicontinentais. Filiais de meus estabelecimentos abrem-se em todos os cantos do mundo humano.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;O capital que gira em minha instituição é exagerado. Sobra-se dinheiro de todos os lados, e não devolvemos este dinheiro para a sociedade.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Interesses de capital se acumulam, financiamos empresas, instituições, ideais, partidos políticos.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Conflitos de interesses causam conflitos armados, inicio guerras em nome dos Unicórnios.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Por fim, a ciência sobressalta seus impedimentos por mim criados. A sociedade não tolera mais a perseguição às pessoas do saber. A perseguição acaba, mas não há justiça feita a seus antigos promovedores.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Além da justiça não ser cumprida, as escolas, empresas, e centros de conhecimento em geral geridos ou financiados por meu culto mantêm-se em funcionamento. Mantêm-se, naturalmente, conflitos de idéias em tais locais.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Todo o capital do mundo é taxado de impostos, porém não o nosso.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Com a taxação deste capital seria possível um retorno à sociedade, benfeitorias às comunidades. Porém isso não ocorre. Além disso, uso este dinheiro livre de impostos para financiar organizações de terceiros, e algumas minhas, e fazemos fortuna.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;Enfim estamos no século 21: Pessoas só são responsáveis por suas atitudes a partir dos 16 ou 18 anos, variando pela legislação nacional, mas ainda introduzo idéias em cabeças de crianças, e rituais de meu culto antes das mesmas possuírem a liberdade de escolher sua participação ou não; Meu culto age em países de grande miséria, e o capital que naquele gira ainda não passa por impostos, e ainda atuo por regras de recolhimento rígido dos membros de meu culto; Meu culto ainda entra em conflitos com a ciência, mesmo que esta já tenha conseguido explicar muito do funcionamento do universo e da vida, e ter comprovado errado cientificamente diversos dogmas por mim e meu culto apresentados; O capital do culto aos Unicórnios ainda financia instituições de conhecimento e corporações, e além disso tais organizações geram lucro ao mesmo; A ética ainda é colidida por meu culto, continuamos a julgar pessoas por dogmas por nós mesmos criados, direta ou indiretamente.&lt;br /&gt;Isso é questionável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a linha? O que está a ponto de ser julgado certo ou errado?&lt;br /&gt;O quanto de tudo isso pode ser questionado? Mas além disso, o quanto &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;deve&lt;/span&gt; ser questionado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso explicar a metáfora? Creio que não. Seguidores e devotos de "unicórnios" estão por todos os lados, e pessoas e organizações que se aproveitam destes seguidores também. Muito além de personagens históricos ou atuais, &lt;i&gt;sou&lt;/i&gt; a personificação do medo primordial - do fim existencial -, da solidão e da depressão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Index Librorum Prohibitorum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: &lt;/span&gt;Lista de publicações proibidas pela inquisição por heresia, "deficiência moral", "sexualidade explícita", "incorrecção política" etc. Contém obras de Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Nicolau Maquiavel, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, entre outros; abolida em – pasmem – 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5932461632282415164?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5932461632282415164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5932461632282415164' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5932461632282415164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5932461632282415164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/08/metafora-de-homens-e-seus-unicornios.html' title='Metáfora de homens e seus unicórnios (crônica em primeira pessoa).'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-1185411756104070277</id><published>2009-08-05T02:08:00.008-02:00</published><updated>2009-09-15T01:35:51.993-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Memento* em forma de carta.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O motivo pelo qual sento hoje e escrevo é simples: Não quero &lt;/span&gt;deixar-me esquecer&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pode parecer normal tal desejo, mas certamente ele não o é quando se trata do assunto pelo qual escreverei. Comecemos do início:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há um ano e poucos dias, houve para mim o fim de uma Era. Quem nunca se apaixonou pode indelicadamente não concordar com o que direi, mas a verdade é simples e curta: três meses são uma vida quando bem vividos. E estes três meses acabaram-se em três ou quatro dias. Não sei ao certo. Talvez meu desejo de consciência memorial seja recente. Talvez, não, certamente é recente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leio hoje um trecho do pior tipo de literatura, a fictícia, onde a dor de um fim chega a ser física de tão destrutiva e imobilizante. Isso faz-me lembrar de meu fim, da época já citada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se um dia nos questionarmos o que é a vida, não será a resposta sobre energia dada por um físico que nos trará esclarecimento, tampouco a resposta fria da biologia. A vida na realidade é um conjunto de memórias. Só isso. Um mero conjunto de memórias quimicamente propulsionado a continuar arrematando memórias. Memórias sensoriais, emotivas, de todos os tipos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eis que pergunto-me, se deixarmos pouco ou muito desta herança do tempo que nos é dada desvanecer-se, não estaríamos perdendo o pouco da vida que temos? E se somos os únicos a tê-las, não somos criminosos em ética ao perder tal patrimônio? Certamente... Mas, e se tais memórias são as tristezas mais fortes e destruidoras, perdas inimagináveis ou desgraças absurdas? São ainda a nossa vida, que estamos perdendo, ou estamos a criar a verdadeira vida deixando tais podridões de lado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não posso ignorar, apesar da força que tal conscientização implica: ainda me recordo da época sombria da qual irei relatar como sendo eu o sofredor de sua desgraça, e ninguém mais. Sou eu o recebedor do presente do lamento e da melancolia, então devo guardá-lo como um bem tão precioso quanto minhas memórias mais belas e graciosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enfim, enquanto digiro a literatura da dor mental-física, pergunto-me quantas pessoas ao ler tal obra perguntam-se intrigadas se perderam algo importante por não terem sentido desgraça semelhante em suas vidas. Inúmeras, presumo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A verdade é que não é uma dor física. Não é passível de torpor. E não é adiável. É terrível, mas é rápido; é aterrorizante, mas no fundo é libertador. É a pior coisa que se pode sentir em uma vida de loucuras emotivas, mas é ao que nos agarramos no &lt;/span&gt;fim&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Esta é a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero que entenda, e que se lembre, ou que possa imaginar: Era o mais terrível dos vazios. Incomparável com qualquer depressão repentina, é avassalador, e age no primeiro minuto do dia, quando se acorda. Os olhos se abrem, os sonhos se desvanecem e a realidade chega em um baque: &lt;/span&gt;Pou&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, e tudo vem a tona, esmagando-o.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você não pensará neste momento no prazo do seu trabalho escolar a entregar, ou do pagamento do seu IPVA ou qualquer coisa do tipo. Você só pensará nos olhos dela. E no seu sorriso. E isso já é o suficiente para fazê-lo querer poder jogar-se para trás e adormecer o dia todo para ver se no dia seguinte estará tudo acabado. E você sabe que não estará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei por quanto tempo esta fase durou. O baque de manhã é o pior elemento desta depressão, sem dúvida, pois você tem uma vida além daquilo que perdeu, é inevitável. Seu IPVA e seu trabalho escolar ainda estarão lá independente da vontade sua de que nada mais exista, ou de que magicamente o tempo volte atrás e que você possa mudar uma palavra ou outra que tenha dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois bem, os diálogos são os que mais atormentam. Disso talvez se lembre, de como os diálogos simplesmente repetem-se até o ponto em que não se pode mais saber a diferença entre o que foi dito e o que você &lt;/span&gt;desejava&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que tenha sido dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os diálogos o perseguem, e você dorme. E você acorda se sentindo &lt;/span&gt;&lt;span&gt;uma &lt;/span&gt;&lt;span&gt;merda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, e os diálogos retornam às vezes com imagens, a visão é sempre o sentido mais traidor. E passam-se dias, e semanas. E quando você acha que está mal, os finais de semana chegam e o ócio te derruba como o atropelar de um monstro que você sabe que esteve toda a semana te esperando; ele estava na espreita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas os dias passam, as semanas passam, e sua atenção irá se prender a outras coisas. Não preciso dizer as datas que seguiram ao meu &lt;/span&gt;fim&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, não é verdade? Pois na verdade é o &lt;/span&gt;nosso fim&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, porém, está tão longe de mim agora, tão seguramente e pacificamente longe de mim, que creio que esteja desaparecido para você velho tolo. Não jogue partes de sua vida fora, lembre-se disso, nem se esta possua momentos os quais você julgue merecerem poda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pergunto-me se ao ler essas palavras conseguirá lembrar-se daquela velha cama, daquele velho quarto, e lembrar-se dos vazios das manhãs, ao menos. As memórias dos diálogos, e essas coisas. Só há algo pior do que a tristeza: O vazio que a substitui quando se quer esquecer. Lembre-se disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com amor, admiração, e forte desejo de conhecê-lo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele que fez uso do que veio a ser seu corpo, e que abrigou sua mente, há tantos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;*Memento: Agenda onde se escreve tudo o que não deve ser esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-1185411756104070277?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/1185411756104070277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=1185411756104070277' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1185411756104070277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1185411756104070277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/08/memento-em-forma-de-carta.html' title='Memento* em forma de carta.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-283224382038631643</id><published>2009-08-02T23:14:00.007-02:00</published><updated>2009-08-05T02:38:12.375-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dança'/><title type='text'>Moça do vestido florido.</title><content type='html'>Que de mil véus seja seu leito de descanso,&lt;br /&gt;após injuriar-me com a mais bela das danças.&lt;br /&gt;E a mais nobre das posturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flamenco&lt;/span&gt; minha alma,&lt;br /&gt;e arrasa em sapateio meus sentidos,&lt;br /&gt;por entre passos que meus olhos falham em compreender&lt;br /&gt;mas sucedo sempre em sentí-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do vestido florido, que me faz hipnotizado,&lt;br /&gt;visita-me em sonhos, em situações indescritíveis.&lt;br /&gt;E que vivas sejam as flores, no traje que acompanha&lt;br /&gt;todos sua graça e todos seus movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, pergunto-me, sinto-me o mais honrado&lt;br /&gt;ao poder ver a magia de seus passos, como se os fizesse para mim?&lt;br /&gt;E também, por que me considero o mais inafortunado dos homens&lt;br /&gt;vendo a mais bela das criaturas,&lt;br /&gt;sem poder nem mesmo tocá-la ou compreendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo uma dança, a qual não está no futuro nem no passado,&lt;br /&gt;onde leves-me à intensidade que realiza seus jogos de graça.&lt;br /&gt;Unidos, somente um, em um palco de poucas luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza é fraca, é fútil e traidora.&lt;br /&gt;Mas a beleza do movimento da moça do vestido florido...&lt;br /&gt;É surreal, é magestral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou, que creio um dia poder dividir uma rumba qualquer,&lt;br /&gt;com a moça do vestido florido?&lt;br /&gt;Há todo um universo entre minha realidade,&lt;br /&gt;e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dela&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;onde tais flores fazem-me sempre fascinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-283224382038631643?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/283224382038631643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=283224382038631643' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/283224382038631643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/283224382038631643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/08/moca-do-vestido-florido.html' title='Moça do vestido florido.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5662799337119149747</id><published>2009-07-26T04:23:00.006-02:00</published><updated>2009-09-15T01:53:03.951-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantastico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Ensaio sobre o mundo de luz.</title><content type='html'>Existe um mundo além deste que conhecemos. Bastante similar ao nosso, porém cujas pessoas nascentes são diferentes, especiais. Diferentes dos humanos terrestres, estes se ligam fortemente em sentimentos uns aos outros, e carregam em suas falas e atitudes distintas a sabedoria e a riqueza de vidas bem vividas. Andam em passos leves, sobre seu mundo de igualdade. Não há guerras, não há miséria ou maldade. Este é o mundo da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente, porém, há um acontecimento mágico. As pessoas de luz enviam para nossa terra de tristezas e morte uma destas pessoas para ventre humano. Nascem e crescem tais enviados, tentando se adaptar ao nosso mundo. Líderes, revolucionários, pessoas brilhantes, pessoas simples, pessoas especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo de uma pessoa de luz que um dia conheci. Em seu jeito único, apegava-se muito a sentimentos e possuía a mais brilhante das falas. E em seu triste olhar podia-se, com certo empenho, ver o universo que separava a luz de nosso pequeno mundo. Oh, com aquele olhar era possivel vislumbrar a realidade que perdemos de habitar, de pessoas cujas almas merecem o maior dos confortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5662799337119149747?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5662799337119149747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5662799337119149747' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5662799337119149747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5662799337119149747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/07/mundo-de-luz.html' title='Ensaio sobre o mundo de luz.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-4564741264070468880</id><published>2009-07-20T04:02:00.015-02:00</published><updated>2009-07-23T00:13:07.488-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='misticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burguesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Anjos.</title><content type='html'>- Então - ela hesita por um momento -, é que você não acredita em anjos?&lt;br /&gt;Ele sorri.&lt;br /&gt;- O que estou tentando dizer pra você, é que nunca me importei com essas coisas. Nunca. Nunca imaginei eles existindo ou o que for.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E quero dizer que... Bom, que se há anjos, ou criaturas místicas quaisquer, alguma delas está sorrindo agora, chorando de felicidade. Por essa noite. Por o que me foi presenteado. Com certeza.&lt;br /&gt;Ela sorri, passa levemente a língua pelos lábios superiores e o beija rápido mas intensamente.&lt;br /&gt;- Agora, por trás do meu ceticismo, consigo ver, sentir. Isso é algo, algo importante, para mim, para nós. É um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nascer do sol&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ela o beijou novamente. Não entendeu muito do que ele quis dizer, mas não se importava. No fundo, ela também sentia como se algo grande estivesse ocorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em um outro canto da cidade, um garoto alternava entre sentar no chão apoiado contra a parede roçando a testa e andar de um lado para o outro do quarto como se estivesse perdido.&lt;br /&gt;"Não é mais a mesma coisa. De jeito nenhum. Nunca mais será o mesmo entre nós. Por que ela foi agir daquela forma? O que devo fazer?" Divagava o garoto.&lt;br /&gt;A noite terminou com ele irritado mandando mensagens grosseiras pela internet. E se sentindo satisfeito. Somente para nos dias, semanas, seguintes arrepender-se de suas atitudes e entrar em um estado depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já em outras atmosferas:&lt;br /&gt;- Quantos grandes amores eu tive? Bom, quantos destes temos direito a ter na vida? - Sorriu de leve o homem.&lt;br /&gt;A mulher com quem conversava era alta, de corpo bonito e rosto bem conservado. Era a situação com a qual ele imaginava desde jovem. Uma vida de dedicação, esforços, uma vida dentro das regras, para crescer em um homem atraente, de sucesso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desejado&lt;/span&gt;, em uma festa de alta sociedade, com as melhores mulheres e todas à sua "escolha".&lt;br /&gt;- Eu diria que três. - Respondeu a moça.&lt;br /&gt;- É, essa é uma pergunta interessante. Eu ensaiava respostas para essas perguntas quando mais moço. Creio que pensar em um amor perdido como um número a mais em algum contador que se usa em conversas com mulheres deve ser reconfortante. - Sorriu de leve, com ironia. - Mas acho que talvez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;zero&lt;/span&gt; seja a resposta apropriada. Fui solteiro toda a minha vida.&lt;br /&gt;- Solteiro toda a sua vida? - Perguntou a moça com uma mistura de "quase surpresa" com graça.&lt;br /&gt;- Se estou com alguém, apaixonado, ou o que for, mas não posso mostrar meu eu verdadeiro para essa pessoa, qual é o nome disso? Eu diria que é solteirice. Nada mais que solteirice, e não deve ser amor, um grande amor.&lt;br /&gt;Ela sorriu. Ele sabia que a tinha conquistado com aquelas palavras. Por mais que este não tenha sido seu objetivo em dizê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O homem termina sua janta e então desce as escadas para a sala de estar.&lt;br /&gt;"Como se acabou tão rapidamente? Não posso culpá-la, concordo que não era mais como antigamente, mas ainda assim. Como?" Pensava.&lt;br /&gt;Estava nos seus vinte e tantos anos. Em uma casa de um milhão de reais. Vazia. Escura.&lt;br /&gt;Cadê os anjos agora, que o amor se foi? Estão o quê? Brigando? Tristes?&lt;br /&gt;Bebeu um copo de whiskey, só para lembrar de quanto odiava tal bebida. Tragou um caximbo. Andou um pouco evitando o sono. E então foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O menino acorda com o aviso sonoro de uma mensagem de texto em seu celular.&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amo você. Muito...&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo. Queria manter aquele momento para sempre. Aquele sentimento, para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos são o mesmo garoto-homem, onde o tempo não existe. "Onde estariam os anjos", ele se perguntava sazonalmente em sua vida.&lt;br /&gt;Onde?&lt;br /&gt;Onde estariam os anjos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-4564741264070468880?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/4564741264070468880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=4564741264070468880' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4564741264070468880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4564741264070468880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/07/uma-estoria-atemporal.html' title='Anjos.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-558426174166234157</id><published>2009-07-10T03:59:00.009-02:00</published><updated>2009-07-20T05:11:29.553-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burguesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>The man who sold the world*.</title><content type='html'>A burguesia é certamente a mais egoísta das drogas.&lt;br /&gt;Denis estava naquele momento, alucinando com outras que não eram a já citada, e sabendo que para voltar à mesma este teria de esquecer aqueles dias de loucuras alucinógenas, enterrá-los no passado. Mas naquela hora ele estava apenas aproveitando seus efeitos.&lt;br /&gt;Em algum ponto nosso protagonista notou que as pessoas à sua volta estavam falando de suas infâncias, sobre como foram mágicas e incríveis e inigualáveis. Refletiu então que ele não havia tido uma infância tão boa, aliás, sua infância foi bastante triste, vazia.&lt;br /&gt;Denis voltou em pensamento à escolinha onde estudara quando tinha poucos anos de vida. Lembrou-se das crianças ao seu redor, de como era sozinho no mundo, e então recordou-se de que em certos momentos, quando se sentia a criatura mais desprezível já criada por Deus ou quem for que fosse, Denis garoto subia em uma grande árvore de sua escolinha, e então observava. Observava a seus colegas como um anjo do desprezo, procurando a menor falha, a menor tristeza, e as encontrava. Sabia decerto onde ver as crianças &lt;span style="font-style: italic;"&gt;felizes&lt;/span&gt; chorando ou lamentando. Quando ele se cansava, afinal, se sentia poderoso, e dizia baixinho para si mesmo: "Sou o mais poderoso dos homens". Pois se sentia assim.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Denis formou-se bacharel com louvor, e como previsto teve de deixar sua vida de bohêmio para trás, e todas as suas especiarias. Com trabalho e mente afiados, criou fortuna a partir de uma série de empresas criadas em sua liderança, de diversos ramos da tecnologia moderna.&lt;br /&gt;Certa vez, Denis já homem de grandes especialidades, viu-se tornar um empreendedor no frio negócio de armamentos, o que não o encomodava particularmente.&lt;br /&gt;Em uma transação com um grande consumidor de suas atrocidades, Denis foi presenteado com um vídeo de suas armas em ação, pulverizando aldeias de um povo de região qualquer da África.&lt;br /&gt;O empresário chegou à sua luxuosa residência aquela noite com uma vontade estranha, e altamente ansioso. Cumprimentou sua mulher, seus filhos, e dirigiu-se a seu jardim particular.&lt;br /&gt;Não havia ali grandes árvores, sequer altos arbustos. Denis sentou-se em um banco de madeira, e ligou seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gadget&lt;/span&gt; de bolso para assistir ao vídeo de suas criações em ação.&lt;br /&gt;Entre as incontáveis mortes e a destruição que assistia, sussurrou para si mesmo: "Sou o mais poderoso dos homens".&lt;br /&gt;E era. Naquele momento ele era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"O homem que vendeu o mundo", trecho da música homônima de David Bowie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-558426174166234157?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/558426174166234157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=558426174166234157' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/558426174166234157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/558426174166234157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/07/man-who-sold-world.html' title='The man who sold the world*.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3225931448826225087</id><published>2009-06-14T01:32:00.007-02:00</published><updated>2009-09-15T01:41:33.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Aquela velha situação.</title><content type='html'>Ah, ele sabia de todos os sintomas. Ele até sabia como tratá-los.&lt;br /&gt;Naquela tardezinha de sábado ele ligou seu computador e iniciou uma música, alegre porém não excitante, parada porém não depressiva, e ligou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;MSN&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orkut&lt;/span&gt; e toda e qualquer forma de pseudo-comunicação a seu alcance.&lt;br /&gt;Às vezes nos encontramos velhos demais para dizer a deslavada mentira de que "feriados me deixam depressivo". O que podemos fazer? Talvez alguns não saibam tal resposta, mas ele sabia - ou achava que sabia -, portanto, para não chegar ao corajoso ato de disparar um projétil entre os próprios olhos, começou sua pequena rotina.&lt;br /&gt;Riu, "conversou", assistiu a um filme ou dois, e evitou ao máximo pensar efetivamente no que deveria ser pensado, tentando evitar a melancolia.&lt;br /&gt;Mas algo o dizia que ele sabia, estava arruinado.&lt;br /&gt;Não se sentia mais uma pessoa, um ser existente. O que havia acontecido à sua vida? Pensou.&lt;br /&gt;"Como tudo mudou, de uns tempos pra cá", dentre outras afiadas sanidades.&lt;br /&gt;O tempo não parecia passar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua vida&lt;/span&gt;, não parecia passar.&lt;br /&gt;Clicou no seu programa editor de texto e digitou as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link style="font-family: courier new;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5C2DUO%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link style="font-family: courier new;" rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5C2DUO%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link style="font-family: courier new;" rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5C2DUO%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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E as observou por alguns minutos.&lt;br /&gt;O que podemos fazer? Afinal, era feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3225931448826225087?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3225931448826225087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3225931448826225087' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3225931448826225087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3225931448826225087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/06/aquela-velha-situacao.html' title='Aquela velha situação.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-9107781635228625572</id><published>2009-05-22T01:37:00.004-02:00</published><updated>2009-09-15T01:36:24.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Preciso escrever-te.</title><content type='html'>Preciso dizer-te que, desde já, te amo.&lt;br /&gt;Desde já, és parte de mim,&lt;br /&gt;parte de tudo o que fui e que serei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso dizer-te, que sempre admirei você.&lt;br /&gt;Tenho as melhores idéias de ti,&lt;br /&gt;as maiores ambições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso, acima de tudo, dizer que te entendo.&lt;br /&gt;Melhor que ninguém,&lt;br /&gt;entenderei porque evitarás diversão por momentos pensativos,&lt;br /&gt;preferirás momentos solenes ouvindo uma música especial a outros quaisquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenderei sua forma de olhar com análise.&lt;br /&gt;Seu jeito analítico será para mim sua maior proeza e nunca uma falha.&lt;br /&gt;O que você ver do mundo,&lt;br /&gt;será também o que estarei vendo por meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenderei, acima de tudo,&lt;br /&gt;quando olhares para mim e eu "ler"&lt;br /&gt;"eu não deveria estar aqui".&lt;br /&gt;E também quando sua boca esconder e seus olhos disserem-me&lt;br /&gt;"nada mais posso receber de você".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenderei, também, suas noites assombrando-me,&lt;br /&gt;caso nunca vires a tomar o corpo de alguém que poderia ver indiferença,&lt;br /&gt;onde tu verás desespero,&lt;br /&gt;tanto, tanto desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites em que você visitar-me-á com ódio,&lt;br /&gt;mas nunca odiarei você, filho, nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-9107781635228625572?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/9107781635228625572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=9107781635228625572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/9107781635228625572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/9107781635228625572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/05/preciso-escrever-te.html' title='Preciso escrever-te.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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me levou a projetar o que para mim, é o pós-vida, o modelo de existência ideal:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Eterno Aprender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Eterno Aprender consiste em uma coexistência de eternidade e finitude, materialidade e espiritualismo exacerbado e impossível de se provar através da razão. Minha "proposta" é que ao fim da vida humana se termina um tempo de existência vivente, voltando a uma existência espiritual onde todos os mistérios do universo e de tudo o que se pode e não se pode imaginar, muito além do mero conhecimento humano, é dado para quem quiser estudar, absorver imensurável conhecimento, tendo o espírito o poder de saciar toda a curiosidade humana, sem dependências biológicas e sem interesses humanos de reprodução ou sociabilidade. Uma existência dedicada a absorver em um compartimento superior ao cérebro humano e aos canais de mielina uma quantidade literalmente infinita de conhecimento, sendo tal aquisição o único prazer dos espíritos.&lt;br /&gt;As "bibliotecas" magistrais de conhecimento são privadas do conhecimento puramente sensorial de organismos de nossa galáxia ou de outras. Portanto, quando espíritos dedicam-se ao ato de conhecer algo em particular, estes têm a oportunidade de invocarem-se em criaturas diversas do universo - iniciando existências viventes - que já viveram ou ainda virão a viver; pois o tempo na existência espiritual não é trabalhado e compreendido como pelos seres humanos, e estes seres então, tomam corpos de variadas criaturas que estão a nascer, amebas, plantas ou animais terrestres, ou criaturas inimagináveis pelo ser humano que habitam o universo; sempre, ao morrer novamente em suas vidas, nutrir o universo com a energia do conhecimento adquirido, porém, não possibilitando tal conhecimento para os outros espíritos, que terão também de encarnar em seres viventes para compreender sensorialmente suas existências.&lt;br /&gt;A força superior, se existir, é a entidade que absorve o conhecimento espiritual obtido em existências viventes pelos finitos espíritos existentes. Não seria algo condicionado a uma só forma de vida ou a um gênero, ou espécie, seria algo abstrato até mesmo para os espíritos, o único verdadeiro mistério para os espíritos imortais.&lt;br /&gt;Tal existência infinita, porém, é condicionada a cada espírito optar por perder o conhecimento universal adquirido ao nascer em um ser vivente, portanto sem memória estes adaptam o infinito à compreensão finita.&lt;br /&gt;O Eterno Aprender seria algo surreal, abstrato demais para ser compreendido por humanos ou pela ciência, tampouco geraria humanos de fardas ganhando dinheiro por citações de livros sobre tal teoria.&lt;br /&gt;Ofereço uma teoria do que seria uma infinidade não tediosa, por assim dizer, e também não ligada à forma humana, que é apenas um dos infinitos seres viventes do universo, e não requer sua pós-vida julgamentos dos espíritos quanto a atitudes quando humano e sujeito à forma humana de pensar e se organizar em sociedades. Os espíritos, nós, teríamos apenas o julgamento próprio quando atingíssemos a verdade plena e o conhecimento absoluto, sendo a ética humana de meros milhares de anos de história apenas uma parte infinitesimal do conhecimento sobre o relacionamento entre espíritos e o que os cerca, nas existências viventes e na existência infinita espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É basicamente isso. Pretendo voltar a atualizar o Divagações e terminar após meses de intervalo muitos contos inacabados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3963090257725071856?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3963090257725071856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3963090257725071856' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3963090257725071856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3963090257725071856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2009/05/vida-apos-morte-nao-utopica.html' title='A vida após a morte não utópica completamente utópica.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3996998568463901824</id><published>2008-11-04T18:19:00.011-02:00</published><updated>2009-12-21T01:26:14.630-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maurício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O despertar de Maurício - Primeira Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2009/12/o-despertar-de-mauricio-segunda-parte.html"&gt;O despertar de Maurício - Segunda Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos a sua volta, Maurício era feliz.&lt;br /&gt;Sentia os pães de queijo quentes em sua mão naquela manhã, como sentia todos os dias, e senti-los o dava fome. Com fome Maurício se alimentava, na mesma mesa de sempre, com a mesma companhia de sempre, os mesmos sorrisos, as mesmas conversas. Maurício podia até prever as falas das suas colegas, o que não o impressionava; porém, naquele momento, nosso protagonista se viu fazendo uma pergunta que não lhe era de natural, mas que saiu dele como a mais certa de todas as coisas:&lt;br /&gt;- Por que você está sorrindo?&lt;br /&gt;- O que? - Disse sua colega, mantendo o mesmo sorriso inerte. - Porque sim.&lt;br /&gt;Maurício não atingiu compreensão. Indagava com sinceridade:&lt;br /&gt;- Sério, por que você está sorrindo? Aliás, por que vocês todas estão sorrindo?&lt;br /&gt;Para ele aquelas perguntas significavam uma ofensa, ou mesmo se fossem verdade significariam um grande choque, mas elas mal pareciam ouvir-lhe, mantinham suas expressões débeis de felicidade. Foi quando aconteceu.&lt;br /&gt;Os poucos segundos em que Maurício se deu conta da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alegria insana&lt;/span&gt; que o rodeava foram o suficiente a desencadear nele uma onda de questionamentos.&lt;br /&gt;Maurício olhou às suas colegas novamente e começou a dissertar:&lt;br /&gt;- Qual é o motivo disso tudo?... Vocês não... Não sentem um vazio, um vazio enorme em toda esta colméia em que vivemos?&lt;br /&gt;Não conseguia segurar seus pensamentos. Olhava à sua volta e o que antes tinha por normal agora era absurdo, de tudo sua mente questionava "como?", "por quê?". Varreu os ínfimos de sua memória e pensou em todas as vidas que tinha notícia, no vazio de tudo, na incerteza e na falsidade. Discursava agora feito um louco para quem estivesse perto, para o horror de suas colegas, mas sem tirar o sorriso demente de suas faces.&lt;br /&gt;Maurício realizava tal revelação que não viu no espelho do refeitório seus olhos queimando em vermelho vivo com aquele novo homem que surgia dentro dele. Tampouco pôde ouvir os automóveis correndo loucamente pela rua transversal à do refeitório. Quando enfim chegaram, porém, ouviu-se um estrondo.&lt;br /&gt;- Maurício das Neves! Maurício das Neves! - Gritava um agente de corpo pesado que entrara correndo pela porta. - Temos provas de que a Infecção o teve como vítima! Por favor, identifique-se!&lt;br /&gt;Mais agentes entravam depressa pela porta, e em todos se via um grande punho demarcado em seus macacões, com os escritos "A Força Estatal". Tais agentes agora seguiam dizendo:&lt;br /&gt;- Para a proteção sua e de seus colegas, identifique-se!&lt;br /&gt;Maurício sentia estar em um pesadelo. Não só a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Força&lt;/span&gt; o fazia estremecer, como a idéia da Infecção. Mas era algo além. O que descobrira naqueles passados minutos o transformara como nada antes o fez. Chegou a perguntar-se "seria isso a Infecção?", mas não pôde terminar seu raciocínio. Um dos agentes que virava rostos de jovens presentes com sua mão e os mirava, juntamente a mirar uma foto recém-impressa de Maurício, teve a sua atenção desviada por uma jovem, a que havia sido perguntada se era feliz. Ela nada fez além de apontar com braço estendido a Maurício.&lt;br /&gt;- Ele está aqui! Aqui! - Gritou o agente.&lt;br /&gt;Homens de roupas escuras e máscaras de gás, os agentes da Força, correram a Maurício, que viu ser jogado sem hesitação de rosto a uma mesa, abrindo um rombo em sua bochecha esquerda. Via o sangue escorrer por sua face, mas sabia que não importava, estava infectado, estava morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arrastamento até um dos furgões que diziam "A FORÇA ESTATAL" foi deveras rápido, e Maurício viu portas de aço fechar em sua frente. Voltou seu rosto ao chão, com o único pensamento repetido: "eu vou morrer, eu vou morrer". Ao notar que o automóvel não estava se movendo, olhou para frente e viu a cena mais amedrontadora de sua vida: A rua, geralmente calma, estava bloqueada em ambos os sentidos por automóveis incendiados; e os agentes Força, que Maurício podia observar através da grade de contenção do veículo, estavam paralisados, mas discutiam:&lt;br /&gt;- Devemos tentar?&lt;br /&gt;- O automóvel pode resistir... E você sabe que o espécime não deve ser capturado.&lt;br /&gt;- É arriscado.&lt;br /&gt;- Eu sei... Mas é necessário.&lt;br /&gt;Maurício não sabia o que pensar. "Tentar o que? Passar pelos automóveis incendiados? Era suicídio! Espécime? Do que estavam falando?"&lt;br /&gt;Sentia taquicardia no peito. Sentia ânsia. Sentia raiva, pressa, medo. Quis fechar os olhos e esperar aquele pesadelo horripilante acabar. Foi quando ouviu o ronco do motor e sentiu o movimento do furgão.&lt;br /&gt;"Loucos!" - Pensou. Mas nada disse, não houve tempo nem voz. Ao chocar o veículo aos carros incendiados o impulso foi tamanho que Maurício voou de encontro à tela de proteção do furgão da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Força&lt;/span&gt;. Desmaiado, não pôde ver os homens de rostos sérios, de uma seriedade nunca antes presenciada, arrombarem o veículo para seu resgate. Tampouco pôde ver seu transporte para longe de sua cidade - ou colméia, como este a descreveu mais cedo no mesmo dia - por gente nobre que beijava seu rosto, gente que deixava cair água dos olhos e que visava serenidade.&lt;br /&gt;- Mais um salvo, Marcelo. Mais um salvo. - Falou do carro o homem de olhos vermelho-fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3996998568463901824?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3996998568463901824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3996998568463901824' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3996998568463901824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3996998568463901824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/11/o-despertar-de-maurcio.html' title='O despertar de Maurício - Primeira Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-8207897850522224943</id><published>2008-10-21T17:04:00.002-02:00</published><updated>2008-10-21T17:11:15.003-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obssessão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agonia'/><title type='text'>Excertos de um avião escuro e uma mente iluminada.</title><content type='html'>Vivo da mais intensa dor e agonia.&lt;br /&gt;Agonia de quem viu o futuro e anseia pelo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o ar que respiro, mais parece trazer combustível do que vida?&lt;br /&gt;Por que a água que me desce a garganta já não me proporciona prazer algum,&lt;br /&gt;e faz-me máquina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inércia em que vivo é a mesma que me enoja.&lt;br /&gt;"Algo para me dar prazer!" Grito inutilmente para mim mesmo.&lt;br /&gt;Grito em pensamento, pois sou covarde de gritar em voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covarde é o que sou.&lt;br /&gt;Mas tal auto-conhecimento traz-me benefícios? Traz-me bravura?&lt;br /&gt;Maldita seja esta obsessão por tentar me entender.&lt;br /&gt;Sinto pena do primeiro humanóide que ao levantar sua lança questionou-se "por que?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnósticos de mim não trarão-me felicidade. Pelo contrário.&lt;br /&gt;Ainda assim, não consigo evitar de querer descobrir a razão de escrever essas palavras todas.&lt;br /&gt;Basta! Está tarde já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-8207897850522224943?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/8207897850522224943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=8207897850522224943' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8207897850522224943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8207897850522224943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/10/excertos-de-um-avio-escuro-e-uma-mente.html' title='Excertos de um avião escuro e uma mente iluminada.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7842060024504642745</id><published>2008-09-12T22:06:00.002-02:00</published><updated>2009-07-20T05:12:18.387-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='márcio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Márcio - Parte 2.</title><content type='html'>II - Consequências e caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente três dias se passaram desde a morte de Henry, e o bar da nossa estória ainda continha aquele clima fúnebre que diz "coisas aconteceram, mas não queremos falar do que houve"; quando então param dois veículos SUV de cor preta na calçada, abrindo as portas rapidamente.&lt;br /&gt;De dentro dos tais veículos saem oito homens de ternos pretos e aparência saudável. O mesmo atendente, que agora continha aquele olhar triste de que tirou uma vida, olha para os homens e não fala nada, só observa. Ele era conhecido não só pela sua já citada calma, mas pela sua bravura.&lt;br /&gt;Nunca em toda a história se viu crime de vingança com tão poucas palavras: armas sem silenciador esbanjavam ironia em todos aqueles assassinatos silenciosos. De um a um os clientes iam morrendo sem abrir a boca, deveriam estar se perguntando o que estava acontecendo, ou se iriam também ser mortos.&lt;br /&gt;Sapatos e paletós cruzaram o ambiente deixando somente medo e corpos, corpos sem vida.&lt;br /&gt;O atendente do bar observava calmamente, havia medo em seu corpo, mas não em seus olhos castanho-amarelados, que estiveram fixos até a rajada de projéteis o atingir no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos minutos depois uma casa nas redondezas é visitada por um dos SUV, que desembarca um dos homens de terno. Este entra rapidamente e bate à porta, vendo-a deslizar em sua frente, estava aberta, aquela era uma casa com criança.&lt;br /&gt;O homem entra rapidamente à casa, aparenta ter quarenta e poucos anos, e tem um olhar suave, daquele que quando se vê se pensa "deve ser uma boa pessoa"; e olha para a mulher assustada à sua frente. Levanta um revólver ao peito da mulher.&lt;br /&gt;- Quem é o senhor? Pode levar tudo, só não nos machuque. - A mulher estava começando a chorar, tremendo e aparentando nervosismo.&lt;br /&gt;O assassino olha à sua direita, um garoto estava ali observando. Não havia muito que fazer. Com dois tiros o peito da mulher estoura e logo após a sua cabeça.&lt;br /&gt;Passos rápidos e o homem de olhar suave sai da casa e entra no automóvel:&lt;br /&gt;- A porta estava aberta, não havia nenhuma criança, não é&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;? Porque as ordens eram para matar to...&lt;br /&gt;- Não havia mais ninguém. - Responde decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa foi deixado o garoto Márcio, nosso protagonista de então 7 anos, que ficou abraçado, chorando, com o que tinha sido sua mãe, até que foi puxado para longe por um policial, sem cerimônias. Como foi puxado de sua mãe falecida, da mesma forma foi tirado de sua casa, de sua vida. Pelos seus olhos castanho-amarelados calmos, herdados de seu pai, Márcio guardou as piores lembranças daquele dia, quem sabe até a sabedoria de nunca confiar em um olhar suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7842060024504642745?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7842060024504642745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7842060024504642745' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7842060024504642745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7842060024504642745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/07/mrcio-parte-2.html' title='Márcio - Parte 2.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-8727390999068069741</id><published>2008-08-14T17:22:00.011-02:00</published><updated>2009-10-10T01:55:55.815-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metáfora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chuva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>Metáfora de homens e seus guarda-chuvas (nonsense).</title><content type='html'>Pense em um mundo de praça sem ruas, somente calçada e pessoas circulando. Há nesse mundo uma chuva de que todos nós já experimentamos, ou anseamos por experimentar.&lt;br /&gt;Pessoas diferem em interior por o que diferem na atitude: Existem os que não se desprendem de seus guarda-chuvas, com um medo obsessivo de se molharem daquela água forte, e quando olham para o lado, para um chamariz qualquer, logo enterram o pé em poças e mergulham em arrependimento.&lt;br /&gt;Outros preferem olhar sempre para o solo, para terem certeza que não pisarão em falso. Quando estes decidem levantar os olhos o caminho todo se passou e de nada aproveitaram, pois só o que viram foi a si mesmos por seus olhares amedrontados.&lt;br /&gt;Há também gente que tomou da água caída por acidente e decidiu se deixar levar, para o horror dos medrosos, mas também sofrendo pela chuva forte.&lt;br /&gt;E há por fim os mais interessantes de todos, os que amam a chuva. Andam felizes por estarem molhados, sorrindo ou tirando prazer de sua melancolia, quando o riso não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual desses é você, oh humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nota: Para quem não interpretou a metáfora sozinho há uma "legenda" no primeiro comentário deste artigo com a minha interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-8727390999068069741?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/8727390999068069741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=8727390999068069741' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8727390999068069741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8727390999068069741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/08/metfora-de-homens-e-seus-guarda-chuvas.html' title='Metáfora de homens e seus guarda-chuvas (nonsense).'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-830594891998529845</id><published>2008-07-27T21:35:00.007-02:00</published><updated>2008-08-15T17:25:24.447-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='márcio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Márcio - Parte 1.</title><content type='html'>I - O antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem chega cambaleando ao balcão e diz ao atendente:&lt;br /&gt;- Eu... É... Eu levantei a cerveja assim - o homem representa a ação levantando a garrafa vazia, estava muito alcoolizado - e o garçom fez que não... Não sei o que... Não importa... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me dá&lt;/span&gt; uma cerveja.&lt;br /&gt;O atendente olha com um olhar calmo, pacífico:&lt;br /&gt;- O senhor já bebeu o bastante, o que acha de ir embora descansar?&lt;br /&gt;- Mas eu quero uma cerveja! Olha, eu não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tou&lt;/span&gt; dirigin... Só me dá uma cerveja!&lt;br /&gt;- Amigo, você já bebeu bastante, não vou servir mais a você, não quero problemas.&lt;br /&gt;- Mas o senhor! O senhor está sendo incon... Inconsequente comigo!&lt;br /&gt;- Olha o cara! Falando bonito pra se fazer de sóbrio! - Exclamou um dos clientes do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem alcoolizado aparentava ter 20, 22 anos de idade, mas mal se aguentava em pé pela embriaguez. Olhou rapidamente para o indivíduo que havia falado, e voltou novamente os olhos ao atendente:&lt;br /&gt;- Você não sabe quem eu sou, hein! Me deixa comprar essa cerveja logo! - E ao falar isso segura o braço esquerdo do atendente, que estica sua mão esquerda para dentro de uma gaveta ao lado, tateando à procura de algo.&lt;br /&gt;- Amigo, não quero problemas, saia do bar. - Não havia nervosismo em sua voz.&lt;br /&gt;- Você não entende, cara, não entende! Eu só quero a cerveja! - Falou o alcoolizado, mal conseguindo manter o olhar fixo. Este então levanta a garrafa que havia deixado no balcão, movimentando-a agressivamente contra o atendente, e continua - Me dá essa cer... Me dá uma cerveja, cara!&lt;br /&gt;- Eu peço que você se afaste do balcão! - Falou o atendente, já com um revólver em mãos.&lt;br /&gt;- Pra que tirar essa arma? Eu só quero um pouco... quero um pouco de respeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode saber se o homem iria jogar a garrafa à sua frente, ou se iria parti-la na cabeça do atendente, quando ele movimentou rapidamente o seu braço um tiro ecoou no recinto, e o homem caiu para trás sem vida, com a marca do tiro no peito.&lt;br /&gt;Sangue, gritos horrorizados, medo, pessoas desesperadas.&lt;br /&gt;Quando chegaram os policiais foram ouvidos depoimentos de várias pessoas, e concluído que se tratava mesmo de um caso de legítima defesa; porém, pelas roupas formais e olhares frios dos homens que vieram buscar o corpo do tal Henry - sua identidade foi descoberta pela polícia - esta estória estava longe de acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nota: "Márcio" é uma estória seriada cronologicamente escrita como um conjunto de curtas-metragens, é o primeiro escrito do Divagações que não é puramente literário; e, para se ter boa idéia do que foi imaginado para a estória, o melhor é ler como se você, leitor, estivesse vendo um filme, um filme fragmentado, e este fosse o seu roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-830594891998529845?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/830594891998529845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=830594891998529845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/830594891998529845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/830594891998529845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/07/mrcio-parte-1.html' title='Márcio - Parte 1.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7615140057059004427</id><published>2008-07-25T23:42:00.010-02:00</published><updated>2008-08-15T17:27:09.217-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ódio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Eis que olhei para homens tristes.</title><content type='html'>Eis que naquele momento olhei para homens tristes.&lt;br /&gt;Em meus farrapos de fracasso quis amá-los,&lt;br /&gt;amá-los como se amam aqueles que nos são de sangue&lt;br /&gt;porque de sangue e sangue agora eram de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi então pessoas felizes,&lt;br /&gt;de ódio sincero e grosseiro quis amarrá-las aos carros em movimento,&lt;br /&gt;vê-las sofrendo em agonia obituária,&lt;br /&gt;ver arreganhar-lhas o grito nas gargantas vis que compunham aqueles corpos,&lt;br /&gt;corpos de débeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que vi pessoas amando, e elas me trouxeram aquele sentimento,&lt;br /&gt;quase de piedade.&lt;br /&gt;Vi-as andando e quis colocá-las em grandes mostradores, vendo seus amores as traindo,&lt;br /&gt;as destruindo com palavras,&lt;br /&gt;vendo tudo decair em suas frentes como havia decaído em minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirei uma moça abatida, que andava como corpo sem alma.&lt;br /&gt;Quis segurá-la pelos braços e carregá-la comigo,&lt;br /&gt;nessa dança de monstros trajados de gente,&lt;br /&gt;nesse bailar repetitivo e destruidor, que os que pouco o conhecem chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vida&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei então à beira do horizonte, e vi uma menina de rosto inocente.&lt;br /&gt;Não a haviam pegado! Os monstros não a haviam achado!&lt;br /&gt;Quis tomá-la em um abraço e segurá-la para sempre,&lt;br /&gt;salvá-la daquela dança infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que também essa criança está aqui?&lt;br /&gt;Ela não merece, ninguém merece! Mas ela, não é certo!"&lt;br /&gt;Gritos de minha voz rouca, daquele pigarro sujo de fumante, ecoaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio aos gritos levitei de braços abertos daquele jogo doentio.&lt;br /&gt;Vi ganchos negros surgirem, perfurarem aos poucos e estraçalharem o meu corpo.&lt;br /&gt;Em meio à dor, em meio a ver ossos estalando,&lt;br /&gt;entranhas voando para todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerrei meu punho até me voarem as falanges,&lt;br /&gt;girei meus olhos para todos os lados até me saírem os globos.&lt;br /&gt;E sorri,&lt;br /&gt;sorri até meu rosto estar em pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7615140057059004427?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7615140057059004427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7615140057059004427' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7615140057059004427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7615140057059004427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/07/eis-que-olhei-para-homens-tristes.html' title='Eis que olhei para homens tristes.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-2951192879620629792</id><published>2008-07-11T22:23:00.006-02:00</published><updated>2008-08-19T22:52:28.503-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mistério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dorme agora. É só o vento lá fora.*</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olhos claros como o brilho da lua”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mãos suaves cujo toque possui uma magia inexplicável”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Bochechas vermelhas que suaves se tornam pelo beijo enamorado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que terminara o seu poema o garoto levanta-se em um salto e começa a andar. Havia um “quê” de conhecido naquelas frases delicadas, algo como um breve dejà vú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos abanam um cumprimento rápido à moça conhecida, ao passar por uma casa de muros verde-lima. Mais pessoas cumprimentadas e mais sorrisos abertos em direção ao garoto. Algo estava estranho naqueles sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto apressa o passo para chegar logo à casa de sua amada, entregar o tal poema, escutando respirações ofegantes de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um rosto conhecido a ser cumprimentado, mais um “olá” com o famoso gesto de mão; o menino agora nota o estranho nos sorrisos, são sorrisos inertes, quase débeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais respirações ofegantes. Queria chegar rápido à sua menina, ver o sorriso recebido, o mais gratificante de todos os prêmios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Um momento que lembrarei para sempre. Essa rua, essas palavras”&lt;/span&gt;. Pensa o garoto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Para sempre"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos miram suas mãos à procura da carta a ser entregue. Desvanecera! Onde estaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos rápidos, aparentando loucura, cruzam todos os lados, não se acham cartas, só branco, nada mais que branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiração ofegante se torna mais e mais alta. Não estava mais a correr, não via mais a sua direção ou a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Som de choro breve e palavras distantes: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É um mal terrível, porém não há nada a fazermos”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo não estava certo, algo não se encaixava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca aberta e gosto de pílulas pela garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Basta, agora basta. Durma um pouco”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto atemporal queria saber o que estava acontecendo. Queria saber para onde teria ido seu poema ou seus conhecidos, queria saber por que suas mãos estavam tão secas e fracas, mas algo o impedia de pensar, algo o estava cansando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Hora de dormir”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria entender tudo, tudo o que estava passando, mas estava cansado. Precisava de algum tempo de sono, somente algum tempo de sono. E tudo faria sentido. Só algum tempo de sono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Legião Urbana - Pais e Filhos.&lt;br /&gt;**Nota: Para quem não entendeu nada, mas nada mesmo deste conto, ofereço uma interpretação nos comentários do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-2951192879620629792?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/2951192879620629792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=2951192879620629792' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2951192879620629792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2951192879620629792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/07/olhos-claros-como-o-brilho-da-lua.html' title='Dorme agora. É só o vento lá fora.*'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7734112086271284789</id><published>2008-06-30T20:52:00.003-02:00</published><updated>2009-10-10T02:11:39.989-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dissertação para tempos inferiores - Terceira Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/05/dissertao-para-tempos-inferiores.html"&gt;Primeira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores.html"&gt;Segunda Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei tanto de vocês e não falei de nós. Basicamente a solução para os problemas de seu modo de produção foi que a hereditariedade seria cortada completamente, sabe. Por exemplo, hoje um casal pode ter filhos tranqüilamente, mas os filhos não são propriedade e escolhas deles, são do Estado Maior. É um mundo justo sabe, o cidadão recebe seu cargo, seu capital e seu prestígio através de somente suas próprias conquistas. Tenho pena somente dos marginais, esses são os que acabam por ser considerados sem capacidade para trabalho, meu padrinho (estudante mais velho que aconselha um mais novo) diz que ao tirar o direito de trabalho de um homem ele está se tornando um bárbaro, mas se isso realmente é anti-ético é só questão de tempo até mudarem para uma nova legislação que seja ética para com os marginais, pois como nossos mestres dizem o nosso Estado é completamente maleável, e por isso que ele é tão correto.&lt;br /&gt;Povo de 2010, há uma palavra de sua época que diz muito sobre o que está ocorrendo por aqui: conspiração. Pelos grandes corredores e pela comunicação inter computadores cada vez mais e mais há mensagens antigoverno, antiestado, sabe, que dizem que nossa ração é cheia de antidepressivos que nos debilitam mentalmente e que a vida fora de família é somente para fortalecer o Estado. De um lado temos revolucionários querendo mudanças e de outro nossos mestres falando que isso tudo é passageiro, já eu acho na realidade que não há perfeição, não há sociedade perfeita, então mesmo essa tão bem aperfeiçoada terá de lidar com algumas revoluções periódicas, mas essa é só minha opinião.&lt;br /&gt;Nos dizem em aula que em sua época turmas chegavam a ter menos de 50 alunos, incrível, e que todos os alunos, mesmo os mais e os menos inteligentes, iam para a mesma sala de aula, não eram separados, me pergunto como isso é possível! Atualmente há uma taxa de aptidão mental, onde eu tirei 74 e acabei indo para a turma de nível 4 (ao total são 5 níveis) e depois disso você recebe uma numeração, como já disse sou o 68, de 430 alunos. Dizem que o maior símbolo da perfeição de nossa sociedade é a capacidade intelectual dos estudantes, mas acredito que na época de vocês, alunos de 8 anos (como eu) sabiam tudo o que eu sei, talvez até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7734112086271284789?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7734112086271284789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7734112086271284789' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7734112086271284789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7734112086271284789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores_30.html' title='Dissertação para tempos inferiores - Terceira Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-2573278724228793242</id><published>2008-06-22T01:35:00.012-02:00</published><updated>2009-05-22T02:10:20.861-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segredos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfeição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Horripilantemente perfeito.</title><content type='html'>-Quarenta e seis?&lt;br /&gt;-Sim... E você, setenta e dois?&lt;br /&gt;-Sim. - Responde, e brevemente olha uma foto em sua mão. Levanta os olhos à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quarenta e seis&lt;/span&gt; de um jeito frio, com uma expressão de "entrega errada" no rosto.&lt;br /&gt;-Você não parecia ter essas sardas na sua ficha. E seu cabelo parecia mais curto.&lt;br /&gt;-É uma foto velha, você quer cancelar?&lt;br /&gt;-Não, dá pro gasto.&lt;br /&gt;Um olhar seco, porém afirmativo, e a resposta:&lt;br /&gt;-Você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns minutos os dois desconhecidos tiram as roupas um defronte o outro, com breves olhares de fiscalização.&lt;br /&gt;Após o coito a ligação foi feita: Olhares satisfeitos cruzam o ambiente, mãos sujas da mais humana das atividades se tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi melhor que meu último. - Diz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;setenta e dois&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;-Ah, foi como sempre para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então há aquele momento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;especial&lt;/span&gt;, aquele sorriso misterioso, impagável. Os dois, homem e mulher, entraram em sintonia; para tanto não precisaram de diálogos fúteis ou eventos sociais. Tampouco os dois precisaram se entender, ou se complementar perante a sociedade ou perante seus conhecidos.&lt;br /&gt;Aquele sorriso é tudo. Conexão feita dá início à segunda fase, infinitamente mais importante.  Ambos deitados e nus, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Setenta e dois&lt;/span&gt; começa falando sobre o estresse de sua ocupação, sobre como tem medo de se tornar inútil. Conversa vai e vem e logo estão e falar do inacabável desespero humano, do medo da morte, da insignificância e da ignorância.&lt;br /&gt;Horas fluem naquela conversa maravilhosa. Segredos indizíveis, vergonhas desumanas, mágoas avassaladoras e vontades imorais são colocados para fora como um processo mútuo de limpeza.&lt;br /&gt;Acabado o desespero o silêncio traz a única - e breve - tristeza do evento: este acabara. Ao fim não se reserva beijo, abraço ou carinho, somente a gratidão e a certeza de que jamais se reencontrarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-2573278724228793242?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/2573278724228793242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=2573278724228793242' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2573278724228793242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2573278724228793242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/horripilantemente-perfeito.html' title='Horripilantemente perfeito.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-178740770167607488</id><published>2008-06-13T23:30:00.007-02:00</published><updated>2009-09-15T01:49:42.798-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='além'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guilhotina'/><title type='text'>Terra de rei.</title><content type='html'>Terra de rei era terra boa, terra fértil.&lt;br /&gt;Terra de montanha,&lt;br /&gt;de pasto,&lt;br /&gt;de vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terra de rei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;costume&lt;/span&gt; era lei,&lt;br /&gt;vestia-se a farda do ético, do justo.&lt;br /&gt;Em terra de rei a justiça era cega,&lt;br /&gt;sagaz, pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, em terra de rei,&lt;br /&gt;um homem olhou além,&lt;br /&gt;além do verde.&lt;br /&gt;Além das colinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pobre homem puniram-lhe os olhos,&lt;br /&gt;faca passou-lhe de lado a lado.&lt;br /&gt;Povo feliz felicidade consumiu,&lt;br /&gt;espada de justiça de estupidez tornou-se,&lt;br /&gt;jorrando o sangue do homem que viu além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moça jovem esticou os braços,&lt;br /&gt;além do braçal e do repetitivo,&lt;br /&gt;usou-os para o novo.&lt;br /&gt;Espada da justiça amputou-lhe desde os ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;justiça&lt;/span&gt; continuava,&lt;br /&gt;de membros ensanguentados e povo alucinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho sábio teve sua vez na roleta do acaso,&lt;br /&gt;noites de insônia idéias o presentearam.&lt;br /&gt;O velho desenrolou a sua mente como uma pasta sem fim,&lt;br /&gt;traçando-lhe seu destino trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mente aberta era mente morta.&lt;br /&gt;Antes da guilhotina, o velho teve seu último e sábio desejo,&lt;br /&gt;como prometido, pôde conversar por horas com o rei.&lt;br /&gt;Então rei agora possuía mente aberta, mente fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao velho sobrou a lâmina e ao rei o desespero.&lt;br /&gt;O rei não teve lábia ou escrita para o seu povo libertar,&lt;br /&gt;jamais os ensinaria todas as idéias que agora tinha.&lt;br /&gt;No cair da noite tomou seu cavalo e fugiu ao horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povo sem rei era povo revolucionário,&lt;br /&gt;ou deveria ser.&lt;br /&gt;Tudo continuou o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça cega é justiça traçada, e as punições continuaram.&lt;br /&gt;Convencional batalhou liberdade até o fim dos tempos,&lt;br /&gt;Rios de sangue, de olhos e braços, marcaram a terra de rei;&lt;br /&gt;Terra de conservadorismo. Terra de ignorância.&lt;br /&gt;Terra de perdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-178740770167607488?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/178740770167607488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=178740770167607488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/178740770167607488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/178740770167607488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/terra-de-rei.html' title='Terra de rei.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7278437803121453302</id><published>2008-06-09T21:13:00.001-02:00</published><updated>2008-06-14T00:48:07.721-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bloqueio criativo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>A viagem.</title><content type='html'>"Tec. Tec."&lt;br /&gt;Batia a caneta à folha em branco, como a mente de seu dono.&lt;br /&gt;Onde havia esse escritor, que um dia teve exuberante fama e reputação, perdido suas idéias, suas inspirações? Encarava agora sua folha vaga, e não havia muito o que fazer contra seu bloqueio criativo.&lt;br /&gt;Um tempo passa e um amigo que o observa comenta:&lt;br /&gt;-Viaje, é o que você precisa, suas idéias terão retornado.&lt;br /&gt;Com certa relutância o escritor segue o conselho dado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho das malas quicando no banco passageiro em cada lombada, luzes aos olhos, a estrada escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo tempo passa e nosso amigo escritor vê o farol no horizonte. E ao parar seu veículo o escritor se dirige à porta. Entrando sente um frio descomunal, que já havia sentido várias vezes. O lugar está deserto e aparenta estar sem visitas há certo tempo. Passam-se alguns minutos e o escritor continua a procurar alguém, algo.&lt;br /&gt;De repente há um som forte e uma figura fantasmagórica de uma velha mulher aparece à sua frente, com a mais vil de todas as vozes:&lt;br /&gt;-Que fazes aqui? Sabes que não encontrará nada! Perde seu tempo, estúpido! Volte de onde veio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos se abrem e surge novamente a voz do amigo:&lt;br /&gt;-De volta? Não tem nada lá mesmo? Nada novo?&lt;br /&gt;-Só aquela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maldita velha&lt;/span&gt;... Preciso saber o que ela representa...&lt;br /&gt;-Fique tranquilo amigo, tudo voltará. Tudo voltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7278437803121453302?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7278437803121453302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7278437803121453302' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7278437803121453302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7278437803121453302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/viagem.html' title='A viagem.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7220464601468281045</id><published>2008-06-01T00:54:00.004-02:00</published><updated>2009-10-10T02:11:08.555-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dissertação para tempos inferiores - Segunda Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/05/dissertao-para-tempos-inferiores.html"&gt;Primeira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores_30.html"&gt;Terceira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, povo de 2010, vocês serão mal vistos. Falo a verdade. Todos por aqui dizem que vocês arruinaram o planeta, brincaram com o ecossistema, a biosfera e outras coisas, mas eu não faço parte desse povo julgador. Nos falam em aulas de como vocês sabiam de tudo o que estavam fazendo, e continuavam o fazendo, e eu simplesmente não acredito! Como homens seriam tão ignorantes? Acredito que faz parte da natureza humana culpar alguém, e acabaram culpando a época mais próxima das Grandes Mudanças Ambientais (ah, só de ler novamente essa expressão já me dá um nó no estômago, vocês deveriam agradecer de não ter de estudar isso, ou pelo menos ainda não).&lt;br /&gt;Não tenho muito a escrever, talvez vocês conheçam essa minha situação, sabe, preciso escrever muito em cada trabalho da Escola e imagino que em sua época fosse a mesma coisa. Bom, minha escrita é meu refúgio, sabe, às vezes eu fico pensando se a vida familiar de sua época era boa para problemas como depressão. Hoje em dia quando uma criança nasce, ela antes de ser entregue aos órgãos de estado (para ser estabelecida em um orfanato e depois medida a inteligência para ver em que turma da Escola entrará e blá blá blá...) eles a fazem passar por alguns testes genéticos, e além de ver as doenças que essa criança terá eles vêem até as doenças psicológicas, é super legal! O problema é que uma lei foi aprovada que proíbe o Estado Maior de dizer os problemas psicológicos ao cidadão antes deles se manifestarem, e você sempre fica na dúvida se você é um dos que possui o terrível mal da depressão, da bipolaridade ou do suicídio. Às vezes chego a pensar que possuo os três...&lt;br /&gt;Dizem alguns sociólogos hoje em artigos de revistas (ler revistas em papel também deve ser melhor do que em telas) que a população na época de 2000 até 2015 era dividida entre os céticos e os filósofos, sabe, onde os filósofos eram atormentados por pensamentos sobre o futuro, sobre o caos, sobre a incerteza humana, suicídio e outras coisas, e os céticos conseguiam viver sem pensar em nada disso. Alguns dizem que os felizardos são os céticos, pela ignorância, alguns dizem que os céticos eram assim por escolha, alguns menos apoiados dizem até que um considerado filósofo poderia identificar outro somente pela feição de seriedade, incrível!&lt;br /&gt;Sabe, mesmo que nossas grandes mentes não gostem de vocês, povo de 2010, todos se interessam por sua época. Vários são os institutos que tentam descobrir os mistérios de como vocês eram desprovidos de consciência ou pensamento crítico, dizem até que vocês eram rebaixados como povos e fortaleciam grandes empresas, que acabavam possuindo todo o poder. Bom, eu tenho minha teoria que é tudo explicado pela cultura, como que se vocês fossem acostumados a isso, e costume é algo difícil de se alterar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7220464601468281045?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7220464601468281045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7220464601468281045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7220464601468281045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7220464601468281045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores.html' title='Dissertação para tempos inferiores - Segunda Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3521946412498311490</id><published>2008-05-23T19:30:00.008-02:00</published><updated>2008-07-07T00:02:32.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ceticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maldade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conflito'/><title type='text'>O conflito de Matheus.</title><content type='html'>Se houvesse uma palavra para descrever Matheus seria "solitário". 16 anos de vida e o que Matheus sabia de si mesmo - como todos nós - vinha do que lhe era dito. Quem é certo ou errado para dizer como alguém deve ver a si mesmo quando se olha em um espelho; quando está a descrever a si mesmo? A verdade é que Matheus havia passado tanto tempo por entre corvos que este já tinha a imagem falsa de que ele era um desmerecedor, um mal-educado, alguém que não se deve ter por perto.&lt;br /&gt;Como em toda chuva há de cair uma gota que insiste em desviar a rota, havia também na vida de Matheus uma exceção. Tal exceção possuía nome, endereço e formas, e era tudo em que ele pensava ultimamente: Uma menina que gostava dele, que via amor onde outros viam maldade, que via gentileza onde os outros viam desmerecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre alegrias de seu novo amor, nosso protagonista novamente tinha de ver seus corvos, seres estes que o viam de pouco em pouco tempo, mas que achavam em imensa ignorância que o conheciam, e faziam fervor em desanimá-lo com suas noções errôneas.&lt;br /&gt;Dos detalhes irei os poupar, pois não há honra em descrever o estúpido, o falso, o triste. Basta saber que naquele dia os corvos entraram na mente de Matheus, e com suas garras verbais ignóbeis este perdeu seus pilares de sustentação, os quais só residiram naquela que o via como ele era.&lt;br /&gt;Tal dia de sufoco acabou-se. Matheus, envolto no pior tipo de raiva que existe, aquela que insiste em guardar-se no peito, voltou à sua casa e foi corresponder-se com aquela que amava, e por razão de sua raiva mal trabalhada, e pelos corvos que tanto odiava, acabou por ser o estúpido que todos o diziam ser.&lt;br /&gt;Uma mensagem de desaprovação daquela que lhe gostava tanto foi tudo o que bastou para Matheus entrar em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos fechados e mente demasiada aberta causaram muito pensar, muito ostentar.&lt;br /&gt;Matheus agora se via de pé e não sabia onde estava.&lt;br /&gt;Reconhecera o óbvio, estava no pátio de sua escolinha de infância, "como era pequeno", pensava, e por um momento admirou aquelas memórias antigas, aquela situação agradável.&lt;br /&gt;Truques da mente e da consciência ferida: O clima agradável, a memória de infância, tudo corroído por duas criaturas que surgem à frente de Matheus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi um engano, somente um erro do momento, eu sei disso! - Falou a criatura da esquerda, na realidade era Matheus em si, sentado com sua cabeça entre os joelhos, chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe-se lá o que levou ela a crer nessa tua imagem boa por tanto tempo. Sabe-se lá o que foi que houve que a fez levar tanto tempo para descobrir a desgraça que você é! Que nós somos! - Fala a segunda imagem, "outro Matheus", de pé e com olhos furiosos, encarando de forma prepotente a sua imagem à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus, o observador, encontrara-se horrorizado. Por que havia de sua mente travar tal batalha devaneia? Qual era o significado daquilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare de enganar a si mesmo, você é o porco que sempre foi. Nunca iremos merecê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não é verdade! - Falava Matheus que chorava, entre esperneio, entre nervos, ou seria Matheus o observador, o real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ceticismo e esperança não terminaram sua disputa, não houve vencedor. Matheus não suportara mais tal divagação. Acordado em um grito este pode notar a ilógica - e a lógica - do que havia acontecido. Matheus virou-se, e chorou, como há muito tempo não fazia, pois a esperança havia morrido, o lado belo de sua psique, desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3521946412498311490?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3521946412498311490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3521946412498311490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3521946412498311490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3521946412498311490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/05/luta-de-matheus.html' title='O conflito de Matheus.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-4425521580257528946</id><published>2008-05-11T22:06:00.015-02:00</published><updated>2009-11-01T15:41:55.929-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o apanhador no campo de centeio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfeição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Dissertação para tempos inferiores - Primeira Parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores.html"&gt;Segunda Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://montantedasideias.blogspot.com/2008/06/dissertao-para-tempos-inferiores_30.html"&gt;Terceira Parte.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/05/2082&lt;br /&gt;Distrito Norte49&lt;br /&gt;Turma 257C&lt;br /&gt;Aluno nº 68&lt;br /&gt;Dissertação para tempos inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enunciado: Ressaltar as diferenças na cultura e no desenvolvimento de diferentes modos de produção através de uma dissertação direcionada a um povo de uma época inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá povo de 2010, meu nome é Marcos Neto Santos, mas por aqui me conhecem mais como nº 68 mesmo. Venho a falar-lhes do futuro, onde resido. Minha sociedade diz ser perfeita (é o que nos dizem todos os dias, de todas as formas possíveis) e para isso nos fizeram esse pedido de trabalho (que é realizado desde anos e anos atrás) para que possamos mandar uma carta de forma fictícia a uma época antiga, e escolhi 2010.&lt;br /&gt;O porquê de minha escolha: Simples, sua sociedade deve ser muito legal! Imagino em noites de insônia como deve ser utilizar recursos sem se preocupar com taxas de reciclagem, ou como pensar no futuro como uma incógnita, ou o melhor, nem pensar no futuro!&lt;br /&gt;De todas as épocas que estudamos a que mais me agrada é a de vocês, sério mesmo. Como deveria ser divertido tantos brinquedos provenientes do petróleo, e de formatos diversos, ou como deveria ser rabiscar e rabiscar em folhas, sem ter de usar o computador, que nessa época estava em um crescimento tecnológico incrível, também. Como deveria ser andar de autos, queimando gasolina sem se incomodar com poluição, e isso é só o começo. Minha nossa, como deve ter sido presenciar tantas mudanças! Aquecimento global, guerras por recursos, novas idéias de todos os cantos, e claro, todas as revoluções!&lt;br /&gt;Ainda assim, mesmo com tudo isso, o que mais me interessa são as famílias. Oh, palavra forte para a época: “Família”. Mal posso imaginar como deve ter sido bom para a grande parte da população essa vivência entre seres de mesma genética, ah, que vida! Sabe, povo de 2010, nos dias em que vivo família é coisa do passado. Nossos mestres (acredito que a palavra para sua época seria professores) nos dizem que “o problema do capitalismo neoliberal é a hereditariedade do capital e das cotas em empresas, que andava sempre de mãos dadas com o nepotismo e idéias errôneas repassadas em família, como preconceito e antiética” (já nos fizeram decorar esse texto), sei lá, talvez eles estejam certos, mas que seria divertido viver com pai e mãe deveria!&lt;br /&gt;Não sei se estou dissertando corretamente no tema, mas é o que minha cabeça me diz a fazer, só não espero ninguém gritando “digressão, digressão” para mim, aliás, essa época de vocês é a época deste meu livro preferido: “O apanhador no campo de centeio”, ah, como gostaria de sentir o toque de um exemplar original em minhas mãos, no bom e velho papel, que tanto vemos em fotos, mas que tão pouco vimos frente a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-4425521580257528946?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/4425521580257528946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=4425521580257528946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4425521580257528946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4425521580257528946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/05/dissertao-para-tempos-inferiores.html' title='Dissertação para tempos inferiores - Primeira Parte.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-657443927086046045</id><published>2008-04-26T20:25:00.011-02:00</published><updated>2009-09-15T01:52:25.014-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ignorância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='periferia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ufpr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infanticídio'/><title type='text'>Pasmem! Houve um infanticídio!</title><content type='html'>Todos os instrumentos de massa, jornais, web sites jornalísticos, jornais televisivos, tudo o que pode e tem voz nessa nação de cegos estão a falar o mesmo: Houve um infanticídio!&lt;br /&gt;Abra seu periódico, ligue sua televisão, ou vá até a concentração de pessoas mais próxima, todos não mudam a "faixa musical": A menina Isabella.&lt;br /&gt;Para leitores do futuro, em abril de 2008 toda a atenção da mídia voltou-se a um crime hediondo, onde pais e madrastas foram culpados de assassinar a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que você pensa: Qual o problema?&lt;br /&gt;Simples, o mesmo problema de sempre quando o assunto é movimento da mídia: manipulação.&lt;br /&gt;A mídia manipula a cabeça de todos para esse crime, como se toda a criminalidade brasileira correspondesse a casos isolados como este, tentando imitar estilos de vida europeus, onde uma queda de um avião de seis passageiros é uma tragédia.&lt;br /&gt;Manipula, no sentido de criar uma ilusão de poder a seus usuários, como se fossem deles o poder de julgar o caso, analisando amostras de sangue, depoimentos.&lt;br /&gt;Todo esse jogo de julgamentos cria uma sociedade ignorante que se une em um bar, um colégio, uma reunião, para discutir atos e fatos de algo que não lhes cabe o julgamento, muitas vezes sem analisar fatos altamente relevantes e sempre levando a espada da justiça, mas nunca sua venda ocular - ou sempre?&lt;br /&gt;Então se movimentam policiais, juízes, peritos criminais (que finalmente estão recebendo seus 15 minutos de fama) para voltarem todas as suas atenções ao caso da menina Isabella. E os outros milhares de meninas, e milhares de meninos que morrem anualmente neste país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo desse maravilhoso desvio de atenção pode ser visto em uma prova de admissão da Universidade Federal do Paraná, onde a doença do escorbuto foi retratada em prosa sobre a refeição dos marinheiros da esquadra de Cabral, de 1500, sendo que essa mesma doença mata centenas, milhares, nas periferias das grandes cidades brasileiras hoje em dia, sem ter de voltar 500 anos no tempo.&lt;br /&gt;Está na hora deste país acordar, e não sei se o mesmo tem esta capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-657443927086046045?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/657443927086046045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=657443927086046045' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/657443927086046045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/657443927086046045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/04/pasmem-houve-um-infanticdio.html' title='Pasmem! Houve um infanticídio!'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5103915243150960844</id><published>2008-04-21T21:17:00.013-02:00</published><updated>2009-10-10T02:02:18.435-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obssessão'/><title type='text'>Bela flor.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_I37Pl6iya1A/SA0j_Jo6K1I/AAAAAAAAAAo/qESwUJYoeEo/s1600-h/Bela+Rosa2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 525px; height: 418px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_I37Pl6iya1A/SA0j_Jo6K1I/AAAAAAAAAAo/qESwUJYoeEo/s400/Bela+Rosa2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191845513254284114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oh eu!&lt;br /&gt;Por que te aprisionas?&lt;br /&gt;Por que utilizas dessa arma letal contra si, e por que persistes no erro?&lt;br /&gt;Oh, por que, diga-me o porquê, por que és tão obcecado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tantas flores que lhes vão às mãos, de tantas&lt;br /&gt;por que se aprisiona àquela flor misteriosa, que quando mais se descobre,&lt;br /&gt;menos é flor,&lt;br /&gt;e mais são espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-me, de tantas flores, por que escolhes esta?&lt;br /&gt;Diga-me, se sabes de teu erro, por que persistes?&lt;br /&gt;Diga-me, por que gostas de sofrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica o contraria, eu.&lt;br /&gt;A verdade o contraria.&lt;br /&gt;Se queres saber, eu, quem o escreve agora também o contraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu incômodo, eu, é que tu sabes de tudo,&lt;br /&gt;sabes do erro, da falsidade, dos espinhos,&lt;br /&gt;deveras a curiosidade de descobrir a flor por detrás dos espinhos ser tão grande&lt;br /&gt;a te consumir, eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveras a obsessão negar-lhe a razão?&lt;br /&gt;A razão de que não há flor além dos espinhos que já o feriram e ainda o fazem.&lt;br /&gt;Negar-lhe, eu, que há tantas outras flores,&lt;br /&gt;que merecem seu toque muito mais do que essa que traz em si sua ruína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adiantas, eu,&lt;br /&gt;tantas falas, tanta filosofia,&lt;br /&gt;tanto pensar, pensar sobre pensar,&lt;br /&gt;se acabas por ver a ignorância como uma bênção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes que se machucas, e que não ganhas nada.&lt;br /&gt;Esconde-se, eu, por trás de lógicas bobas.&lt;br /&gt;Esconde-se, acima de tudo, por trás de ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ilusões o estão consumindo, eu.&lt;br /&gt;Acorde!&lt;br /&gt;Não há flor por trás desse ser seco e cruel.&lt;br /&gt;Acorde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, eu&lt;br /&gt;que não há Dionísio que o levante de suas sombras,&lt;br /&gt;agora,&lt;br /&gt;que se estás cego de obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem magistral por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Laso&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/guilhermelaso/"&gt;http://www.flickr.com/photos/guilhermelaso/&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5103915243150960844?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5103915243150960844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5103915243150960844' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5103915243150960844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5103915243150960844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/04/bela-flor_21.html' title='Bela flor.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_I37Pl6iya1A/SA0j_Jo6K1I/AAAAAAAAAAo/qESwUJYoeEo/s72-c/Bela+Rosa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7055992658858352378</id><published>2008-03-29T22:37:00.006-02:00</published><updated>2009-09-15T01:52:48.247-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-confiança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escolhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='certo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='errado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicológico'/><title type='text'>Ensaio sobre escolhas.</title><content type='html'>Estou sem escrever a dias, muito por cansaço mental, de atividades que não serão dissertadas. Pretendo voltar à ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imaginava era somente necessário algumas linhas de escrita que as idéias iriam ressurgir, e ressurgiram, e com elas o gosto, por essa prática, esse exercício, para a leitura de outros, mas principalmente para a leitura futura por meu próprio ser envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o assunto a ser analisado: Escolhas. Às vezes pensamos tanto sobre um assunto, em fragmentos que só entendemos e que não podemos explicar, e esse é uma dessas vezes, mas tentarei explicar claramente.&lt;br /&gt;Pensemos em um caso qualquer, uma pessoa deve escolher entre A e B, dentre isso não há nada de novo, o que quero explicar é que na realidade a verdadeira batalha mental não está entre decidir por A ou B, e sim entre dois lados de sua mente. Qualquer decisão, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;certa&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;errada&lt;/span&gt;, sempre terá na pós-decisão um cenário mental da seguinte forma: Um lado defenderá o escolhido, jogando idéias que favorecerão a mente na escolha, não importando se a escolha foi efetivamente certa, somente para manter uma boa saúde mental. Já o outro lado é o lado do arrependimento, sempre dizendo que o pior foi aceito, sempre avaliando "grama mais verde", o maior sucesso, e afins.&lt;br /&gt;O que proponho é o seguinte, esses "lados" não se criam através da defesa de suas idéias, através da necessidade de manter uma igualdade de noções, ou coisas do tipo, eles se formam simplesmente com a idéia de "consolo" ou "arrependimento", sem se importar com o certo ou o errado, ou seja, na realidade as batalhas mentais vêm não pelas escolhas, e sim pela mentalidade da pessoa, pela consciência, ou para ser mais específico (ou mais viajado) simplesmente pela autoconfiança, onde uma pessoa que possui pouca irá sempre ver suas escolhas como errôneas, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo sempre caminha para a ampla ciência da Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado, em breve postarei mais - e melhores - artigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7055992658858352378?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7055992658858352378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7055992658858352378' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7055992658858352378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7055992658858352378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/03/ensaio-sobre-escolhas.html' title='Ensaio sobre escolhas.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7358863695716679008</id><published>2008-03-11T21:11:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T01:55:01.470-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='último'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosto'/><title type='text'>O último trem.</title><content type='html'>-Perdi o trem da meia-noite?- Perguntou o homem que chegou correndo à estação.&lt;br /&gt;-Sim, o senhor o perdeu.&lt;br /&gt;-Ah, então pegarei o da meia-noite e quinze.&lt;br /&gt;-Não, senhor, você perdeu o último trem.&lt;br /&gt;-Ah! - suspirou o homem. - Pois então virei amanhã.&lt;br /&gt;-O senhor não entendeu. Você perdeu o último trem.&lt;br /&gt;E então o homem viu com clareza, com seus próprios olhos, a estação de trem se desvanecer, e o homem que dialogava, sem rosto ou formas, também se desvanecer. Somente o trem rumava ao horizonte, sem se importar com a ausência deste seu passageiro.&lt;br /&gt;E tudo se tornou claro, e não restava nada ao pobre homem além de aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam o último trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7358863695716679008?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7358863695716679008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7358863695716679008' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7358863695716679008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7358863695716679008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/03/o-ltimo-trem.html' title='O último trem.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7537541367862210014</id><published>2008-02-27T01:11:00.008-02:00</published><updated>2009-09-15T01:55:26.454-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enquete'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='individualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barack obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hillary clinton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porcentagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bipolar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='al gore'/><title type='text'>Individualismo, a loucura americana, e a enquete.</title><content type='html'>E foi então que o homem percebeu que em sua vida ele tinha duas sombras, a silhueta de seu corpo na luz e uma outra, impertinente e por muitos desejada, que contorce o caminho por onde passa e não mantém respeito à ordem natural das coisas, perseguida pelos escritores e odiada pelos rotineiros, chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ironia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho muito pequeno para um Devaneio, também muito pequeno para um Conto, mas mereceu ser postado. Pensei em vendá-lo entre aspas, mas não era necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao que interessa: Individualismo e os EUA.&lt;br /&gt;Para quem não "está ligado" às eleições dos Estados Unidos, no lado democrático existem dois possíveis candidatos, de forma curta e grossa: Um negro e uma mulher. Pasmem! Já é notícia em todos os grandes jornais do mundo há algum tempo, pela primeira vez, o país símbolo da Democracia (com certa ironia, retomarei o assunto mais pra frente) terá - tomara - alguém que não é um homem branco de meia idade com idéias conservadoras, e sim um "membro de uma classe menos favorecida!" E vem aquela pergunta que todos devem se perguntar, "Os EUA estão prontos para um presidente negro/do sexo feminino?"&lt;br /&gt;Não é essa a pergunta que nos interessa no momento, o que nos interessa é: "Qual será a diferença?"&lt;br /&gt;É incrível como os americanos moldaram uma sociedade tão individualista nas últimas décadas, por exemplo, ao se perguntarem como está a votação entre Hillary (a mulher) e Obama (o negro) os jornais não dizem algo como "o total está tantos 'porcento' para um e tantos 'porcento' para o outro", não, eles dividem toda a sociedade em blocos, ao máximo que podem dividir, até ter uma noção máxima de como anda o voto (e acabaram, pelo menos nessa última eleição, com muitas estimativas erradas), por exemplo: "As mulheres de idade entre 60 e 80 anos estão votando tanto e tanto" ou "Os homens brancos de idade entre 18 e 25 estão votando tanto e tanto". Não é preciso um doutorado em ciências políticas para se imaginar que a maioria dos negros votará em Obama e a maioria das mulheres em Hillary, mas para que uma rede de comunicações faça uma dissecação das raças, das faixas etárias, do credo, é simplesmente algo estupidamente individualista.&lt;br /&gt;E o pior, eles não se dividem somente entre raças, idades e credo, eles também se dividem entre estados, com campanhas políticas que "gastam todos os esforço$ em um estado tal" ou "procuram manter uma boa campanha no lado leste do país", e os resultados das votações para quem irá representar o partido passa também de estado em estado, fazendo parecer mais um filme de ação da década de 90 do que o exercício da Democracia.&lt;br /&gt;Não somente isso, ao final da decisão de quem irá representar o partido Democrata e o Republicano, a eleição para presidente se divide estritamente entre esses dois partidos, sendo que ambos já tem suas pré-concepções e idéias previamente montadas, por exemplo, um candidato republicano (conservador) perderia o apoio do próprio partido disseminando a legalização do casamento gay, e um candidato democrata perderia também o apoio de seu partido ao falar mal do aborto. Existem também os chamados "candidatos independentes", que recebem uma quantidade nula de votos, e não merecem nem serem mencionados.&lt;br /&gt;Então é basicamente isso, nós temos a sociedade atualmente mais bem projetada em ramos científicos/bélicos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bipolarizada&lt;/span&gt;. E não paremos por aqui, nos EUA as leis também são aprovadas em um ou outro estado, mantendo legislações diferentes da União, ou seja, uma adolescente que mora em um estado que não permite o aborto cruza a fronteira, realiza o aborto, e volta para casa. Então basicamente o povo americano se divide entre estados legislativos, e se já não foi o suficiente se dividem entre cores, se já não foi suficiente se dividem entre credos, em faixas etárias, em costumes. E é justamente por isso que quando um candidato se apresenta para um cargo de grande poder o povo e a mídia não se pergunta quais são suas idéias, e sim de qual dessas infinitas divisões que ele pertence, e claro, se o país está "preparado" para ele.&lt;br /&gt;Nada mais a declarar.&lt;br /&gt;Se me perguntam quem eu acho que deve ganhar a eleição é o candidato Barack Obama, pois não considero correto mais um mandato do partido republicano ou uma candidata (Hillary) que chora, literalmente, em comícios para ganhar votos, o que já foi comprovado que é eficiente - além de patético.&lt;br /&gt;E ah, sobre a ironia em que os EUA são o símbolo da Democracia, acontece que lá o voto de um cidadão não vale o mesmo de que o de um cidadão de outro estado, sendo que o presidente Jorge W. Bush ganhou a eleição com menos votos que Al Gore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enquete "No que você acha que o Divagações deveria focar seus posts?" Terminou com magníficos:&lt;br /&gt;Divagações sérias: 6 votos, 46%.&lt;br /&gt;Divagações descontraídas: 4 votos, 30%.&lt;br /&gt;Divagações sarcásticas: 2 votos, 15%.&lt;br /&gt;Contos: 3 votos, 23%.&lt;br /&gt;E por que "magníficos"? Simples, pois se você somar as porcentagens o resultado é em torno de 115%! Ótima matemática do Blogger!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7537541367862210014?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7537541367862210014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7537541367862210014' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7537541367862210014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7537541367862210014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/02/individualismo-loucura-americana-e.html' title='Individualismo, a loucura americana, e a enquete.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3063903480389728548</id><published>2008-02-19T15:52:00.005-02:00</published><updated>2009-09-15T01:55:42.571-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Carência.</title><content type='html'>A menina tem oito anos, a mãe senta ao lado da filha, em frente ao computador da casa, e mostra a ela como se conectar a Internet (discada, da época) e como entrar nos chamados bate-papos, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chats&lt;/span&gt;. Sete anos se passam e a menina, agora com quinze, divide seu coração entre duas paixões, duas almas-gêmeas, uma um garoto de outro país, com quem ela se relaciona muito bem, como nunca havia se relacionado com ninguém frente a frente, e a outra um garoto de outra cidade do Brasil, que se revelou ser sua nova paixão, despertada pelo amor do garoto doente a menina, que também nunca viu frente a frente, que está a morrer em um prazo de meses, por uma doença no coração. E então essa menina-mulher chora, chora pela condição médica do seu mais novo amigo, que ao receber a  pergunta "O que o médico disse?" responde somente "Não quero nem falar disso", da mesma forma que chorava meses antes, por não poder conhecer seu amor estrangeiro, chora, afinal, por estar incapacitada, pela distância entre seu coração e seu corpo.&lt;br /&gt;A mulher tem 24 anos, após um assalto encomendado, a seu escritório, ela se sentindo sozinha, com seu noivo a viagem em outro continente, passa a usar a Internet como um lugar para amizades, para desabafar, pouco tempo passa e ela conhece um homem como qualquer outro em um jogo, e ao trocarem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;msn&lt;/span&gt;'s para conversarem, passam cinco dias conversando sem parar. Alguns meses depois ela continua noiva, e se considera apaixonada pelo homem que conhecera virtualmente, tal que marcou várias viagens para conhecê-lo pessoalmente, mas não pôde concluir nenhuma, agora, prestes a se casar, ela ainda vislumbra conhecer sua paixão adúltera, esperando a primeira chance a tomar um avião.&lt;br /&gt;O garoto tem 19 anos, nunca teve grandes amizades, tampouco grandes amores, e encontra na Internet seu refúgio para ser sincero, amigável e  amoroso. Após várias "namoradas virtuais", ele decide conhecer uma pessoalmente. Marcam um encontro em um lugar público e ambos se sentem chocados em como se conhecem, mesmo que nunca tenham sido apresentados pessoalmente. O tempo passa e a relação que era impecável no mundo virtual se mostra impraticável no mundo real, onde não existe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Backspace&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aparecer offline&lt;/span&gt; ou mesmo um sorriso sincero, que pode ser transmitido a qualquer ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer quais dessas estórias são verdadeiras, pois não seria ético de minha parte, tampouco não direi quais inventei. O que posso dizer é que nesse caso a verdade supera a ficção, literalmente.&lt;br /&gt;Já fui preconceituoso em relação a amizades ou amores virtuais, onde os bits tomam o lugar da fala, onde a foto toma o lugar da imagem, e é por isso que não farei observações quanto a integridade desse tipo de relação, ou a possível falsidade que nela habita. O que falarei vem de uma dessas pessoas, que me disse uma vez: "A Internet é um lugar cheio de pessoas carentes". E essa pessoa está certa, pois não somente os que não se habituam com a vida social fora da Internet, também os que se habituam, todos, possuem algum nível de carência, algum nível de curiosidade, de necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo dedicado à G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3063903480389728548?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3063903480389728548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3063903480389728548' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3063903480389728548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3063903480389728548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/02/carncia.html' title='Carência.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-6161594868484518728</id><published>2008-02-13T21:25:00.006-02:00</published><updated>2009-09-15T01:56:00.912-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emergência nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartão de crédito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='publicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cota social'/><title type='text'>Conspirações, campanhas publicitárias e a representação da cota social.</title><content type='html'>Ultimamente venho a me surpreender por algumas campanhas publicitárias, que podem ser inovadoras ou conseguem ser boas sem serem inovadoras.&lt;br /&gt;Qualquer brasileiro que ligou sua televisão na época pré-natal de 2007 viu algum dos comerciais do CD &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queen Collection&lt;/span&gt;, que foram bem feitos e devem ter vendido muitos CD's. O que é o interessante disso? "Dá" até para imaginar a cena, em alguma cobertura de um grande prédio comercial de uma metrópole como São Paulo ou Rio de Janeiro, vem a reunião que marcará o lançamento de uma nova idéia, ou mais precisamente, o relançamento de uma boa e velha idéia.&lt;br /&gt;De um lado da mesa o diretor de uma grande gravadora, uma Universal, uma SomLivre. Do outro, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C.E.O.&lt;/span&gt; de uma rede de informações, como a Warner Channel (que passou comerciais de um seriado chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Studio 60&lt;/span&gt; ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Under Pressure&lt;/span&gt;, do &lt;span&gt;Queen&lt;/span&gt;, por boa parte de 2007, prevendo o renascimento da banda) e eles discutem a troca de "favores" (com "s" cifrão), pela troca de serviços.&lt;br /&gt;Alguns dias depois o mesmo diretor da gravadora chama ao seu encontro alguns funcionários de alto escalão de empresas diversas de telefonia móvel, alguns apertos de mão aqui, algumas reuniões ali e está decidido que após o lançamento da coletânea &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sKi1rg9tdOM"&gt;o principal comercial da rede Claro de celulares usará outra música da banda em questão, a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Kind of Magic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E pronto, eles já estão criando uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brain Storm&lt;/span&gt; (o lançamento de uma idéia em várias pessoas) em alta escala, isso já prevendo a vinda do filme sobre Freddie Mercury (vocalista do Queen), que contará com a atuação de Johnny Depp, que já é um fenômeno por entre as idades de 13 ~ 20 anos pela trilogia Piratas do Caribe (que não se compara a outros grandes filmes do Johnny Depp, mas isso não vem ao caso).&lt;br /&gt;É incrível como isso é feito, "eles" pegam uma banda velha, com músicas velhas e imagem velha e consequem fazer dinheiro em cima, seja por um ótimo presente de natal, por um filme, ou pela união de várias campanhas publicitárias que acabam se aproveitando entre si. E todos ganham, é magnífico. Não digo para vocês que é algo imoral ou ilegal, e sim que é algo que merece ser levado em consideração, como essas campanhas publicitárias e produtos conseguem recriar uma idéia praticamente morta (a apreciação pelo Queen, no caso) e utilizá-la por vários públicos alvos para fazerem dinheiro, é realmente incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras campanhas que também me chamaram a atenção foram o novo comercial dos postos Ipiranga e o anúncio do produto Hot Pocket, da Sadia.&lt;br /&gt;A propaganda da Ipiranga é realmente um auge televisivo. Realmente. Em uma época onde tudo o que se precisa para se vender um produto é colocar mulheres seminuas na televisão, onde geralmente o papel do obeso, do feio, é algo cômico e nunca o personagem principal, como o obeso alvo de piada na propaganda do protetor solar [que me fugiu o nome agora] ou o personagem feio que se tornava bonito ao entrar em um Fiat Palio, a Ipiranga colocou uma mulher obesa (realmente obesa, nada de "gordinha") para representar a consumidora de gasolina, que confia no produto que está comprando. O comercial tem lá um toque de humor sarcástico com a mulher quase caindo de um colchão no começo da propaganda, mas já é um começo*.&lt;br /&gt;Não se enganem, não faço parte da população obesa desse país e não seria por isso a razão de postar esse artigo, mas uma boa parte da população brasileira faz parte desse grupo, e geralmente é ignorada nas campanhas publicitárias.&lt;br /&gt;O anúncio da Sadia que me chamou atenção foi publicado na revista Veja, de forma a ser destacado e colocado no microondas para que a imagem do produto surja através da temperatura, algo interessante e que consegue mostrar o produto com uma clareza, sem deixar de mostrar a simplicidade em que o produto é esquentado.&lt;br /&gt;Me veio a idéia de um anúncio de fornos elétricos, em que o texto que apareceria após o tempo no microondas seria algo como: "Esse papel possui alumínio, você acabou de danificar seu microondas, se você tivesse um forno elétrico você não precisaria se preocupar com isso." Claro, seria algo completamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nonsense&lt;/span&gt; e teria lá suas críticas, também haveria depoimentos emocionados de pessoas para jornalistas dizendo terem perdido microondas de anos e anos atrás, mas umas indenizações e pronto, a notícia se espalharia pelo Brasil inteiro, e em poucos meses a maioria das casas populares teriam adquirido um forno elétrico, tal como dizem: "Qualquer publicidade é boa publicidade".&lt;br /&gt;É incrível como em todos esses casos a publicidade tem um impacto forte na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo assunto do post é sobre a representação da cota social no brasil, a Ministra da Igualdade Social Matilde Ribeiro, que foi deposta por usar seu cartão de crédito em bares e restaurantes como "emergência nacional", gastando mais de 170.000 reais.&lt;br /&gt;Vejam só que beleza, a representação mais forte da idéia da Cota Social (me pergunto se seria mesmo "idéia", considerando que é anti-constitucional eu diria mais que é um crime, um erro da União por parte de políticos que se aproveitam dessa população para ganharem votos) desperdiçou a sua carreira ganha através de - veja só - cotas sociais, praticando esse crime, é realmente inspirador para jovens de classes consideradas inafortunadas que acreditam na cota.&lt;br /&gt;Agora não se enganem, eu realmente sou preconceituoso, falo isso com todas as letras, que venha o chefe da polícia me prender na minha própria casa por expressar minha opinião se for o caso. Não sou preconceituoso em relação a negros, asiáticos e afins, sou preconceituoso a toda e qualquer pessoa que diga apoiar cotas sociais, pois afinal o preconceito é a pré-imagem de uma pessoa, e eu tenho a pré-imagem de que todos que acham a cota social algo certo serem ignorantes, pois ignoram o bom-senso (para não falar "ética") e a Constituição.&lt;br /&gt;Afinal, já virou praxe tal frase, mas de qualquer forma: Viva o Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Procurei um link de vídeo dessa propaganda para colocar aqui, mas o público brasileiro está mais interessado em fazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;upload&lt;/span&gt; de justamente as propagandas que contam com as mulheres seminuas e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-6161594868484518728?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/6161594868484518728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=6161594868484518728' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/6161594868484518728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/6161594868484518728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/02/conspiraes-campanhas-publicitrias-e.html' title='Conspirações, campanhas publicitárias e a representação da cota social.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-4275679272234029522</id><published>2008-02-03T05:21:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T01:56:20.619-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sala'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humildade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='genialidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enterro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aflito'/><title type='text'>O gênio.</title><content type='html'>-A vontade do pai! A vontade do pai?!&lt;br /&gt;-É irmão, e se ele quer nós o faremos.&lt;br /&gt;-Sim... - Assentiu o irmão mais novo, impedido pela falta de argumentos e pela tristeza do óbito.&lt;br /&gt;-Sabe - falou o irmão mais velho, quebrando o silêncio -, as vezes acho que foi por isso que ele desenhou essa sala assim, desde a sua criação.&lt;br /&gt;-"O pai" era inteligente, e sabia arquitetar suas construções como nenhum outro, mas pensar que ele tinha organizado tudo isso, desde tão cedo, bobagem!&lt;br /&gt;-Você Marcos, não acha que ele poderia ter pensado nisso desde a construção desta casa?- Indagou o irmão maior ao sócio de longa data de seu pai, único homem a confiar a missão do dia.&lt;br /&gt;-Talvez, quem sabe. - Falou o homem demoradamente, demonstrando sua tristeza.&lt;br /&gt;Alguns minutos de silêncio.&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ei&lt;/span&gt;, sabe essa idéia "do pai", de continuar existindo depois de...&lt;br /&gt;-Sei. - Respondeu o irmão mais velho, cortando a frase que poderia muito bem não terminar, naquele momento encarar a mortalidade era uma missão difícil a seu irmão caçula.&lt;br /&gt;-Então, é isso que me deixa injuriado, se ele realmente acredita nisso, ele não deveria estar lá, no enterro que foi preparado? Todas aquelas pessoas, aqueles discursos belos e honrosos, e no altar aquele caixão vazio. Aquele maldito caixão vazio.&lt;br /&gt;Nenhum dos homens sabia o que dizer naquele momento, talvez nenhum estivesse totalmente em paz com o que estavam fazendo. Mais alguns momentos de silêncio.&lt;br /&gt;-Olha esse piso, Bruno. De todas as suas construções perfeitas, impecáveis, esse piso sempre foi dessa forma, sobressaltado, e não foi só uma ou duas pessoas que me perguntaram o porquê disso, o porquê dessa única falha entre tantas obras. O pai sabe do que faz, ele mostra agora para nós que ele é impecável em tudo, e mantém sua humildade em mostrar somente a nós. - Falou o irmão mais velho, certo de que o seu pai já tinha arquitetado aquela situação anos atrás, naquele piso sobressaltado da casa que era certamente a mais bonita da cidade em que moravam.&lt;br /&gt;-É o pai mesmo, tão genial e humilde. - Respondeu o irmão entre tristeza e aceitação.&lt;br /&gt;Então os três homens, os irmãos e o sócio, realizaram o último desejo daquele que já tinha sido a pessoa mais brilhante que tinham conhecido, moveram o caixão contendo o corpo sem vida, o caixão verdadeiro, até a abertura recente do piso sobressaltado daquela linda casa, enterrando o homem naquele lar em confidência e humildade, de acordo com o falecido para "existir eternamente na vida de todas as pessoas que morarem na casa que um dia foi minha e que é minha melhor obra".&lt;br /&gt;E fecharam a abertura no piso, encarcerando o gênio em seu destino escolhido, questionando-se se eles haviam cruzado a linha tênue que separa o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;genial&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insensato&lt;/span&gt;, todos aflitos e decididos em manter esse segredo, como haviam prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-4275679272234029522?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/4275679272234029522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=4275679272234029522' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4275679272234029522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/4275679272234029522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/02/o-gnio.html' title='O gênio.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7695435759890880482</id><published>2008-02-02T03:59:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T01:56:42.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mtv'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orkut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='superinteressante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marimoon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='veja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fútil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='edir macedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='muito além do cidadão kane'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segundos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='record'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='época'/><title type='text'>A futilidade, o esforço dos segundos e a Record.</title><content type='html'>Primeiramente vou começar esse artigo com essa idéia: Estamos em um mundo fútil. Atenção, é uma idéia, não é um fato. Esses dias eu estava passando por entre os canais de minha televisão quando vou à MTV e me deparo com um anúncio de um programa novo com os dizeres: "Marimoon, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogueira&lt;/span&gt; mais famosa do Brasil agora na MTV". Então fui ansioso ao Google pesquisar qual seria o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; dessa tal de "Marimoon", que para ser a blogueira mais famosa do Brasil teria de ter umas "pirações" muito inteligentes e teria de escrever muito bem, pensei eu. Com o título do artigo não preciso dizer mais nada não é? Adivinha se não chego ao &lt;a href="http://www.flogao.com.br/xmarimoonx"&gt;tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; da infeliz&lt;/a&gt; e não encontro um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fotolog&lt;/span&gt; (vulgo playboylog) de uma mulher tirando foto dos seus cabelos rosas*? E o pior, tem gente que vê isso. Muita gente!&lt;br /&gt;Nossa esse mundo é fútil demais. Pensei ter atrasado a publicação dessa divagação mas vejo que publiquei na data certa (ou "certinha", para meus compatriotas curitibanos): o Carnaval. Alguém por favor pode me explicar por que uma celebração em que mulheres vão para exibir seus corpos (leia-se: agirem feito vagabundas, ou meretrizes, para manter o bom português) e homens vão para a prática do "beijo roubado", que seria crime em qualquer outro lugar do mundo, governado por pessoas sãs, é considerado um feriado nacional? "Tá" certo, o turismo é forte, tem um impacto bom para a economia, mas será que os milhões em investimentos e a ridicularização do Brasil mundo afora não compensa na balança? Isso sem contar o costume de certos povos nordestinos de terem 38 carnavais por mês, mas isso já é um problema social e não de futilidade.&lt;br /&gt;O maior fenômeno da Internet brasileira (que não é brasileiro) é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orkut&lt;/span&gt;, que claro, pode ser usado com seriedade e como um serviço excelente de envio de mensagens, mas não é pequena a quantidade de gente em comunidades como: "Eu nunca morri na minha vida" com 467.560 membros, ou "Eu Tomo Banho Pelado!!E Você?®" com 670.759 membros, ou o melhor, "Eu tenho Orkut!!!" com 335.788 membros.&lt;br /&gt;Eu também tenho orgulho em dizer que meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; não entra na onda acéfala de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogs&lt;/span&gt; extremamente fúteis que tratam de assuntos importantíssimos de serem publicados como "Meu cachorro ficou doente" ou &lt;a href="http://fake-true.vox.com/"&gt;"Amanhã aulas às 10.10 com avaliação de ginástica. Espero conseguir fazer as coisinhas todas certinhas, porque se há coisa em que eu insisto em ter boa nota, é em ginástica!"**&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou seco a falar mais da futilidade alheia, retomarei em outro artigo, vou passar ao segundo assunto: Como é incrível o esforço dos segundos lugares em se manter em segundos!***&lt;br /&gt;Faz alguns meses que vi a capa da revista Época com a foto de Luciano Hulk e os dizeres: "Ele merecia ser roubado?" e "O que o roubo do artista diz da alma dos brasileiros" (ou qualquer coisa assim, eu lembro que "merecia" e "alma" estavam na capa). Isso foi na época que esse artista tinha sido roubado e tinha perdido seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rolex&lt;/span&gt;, e ao escrever do assunto, injuriado, obviamente, ao jornal O Estado de São Paulo, esse teve uma reação similar a uma vaia dos leitores, como se ele merecesse perder seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rolex&lt;/span&gt; (claro, afinal todo ladrão é Robin Hood!). É numa capa dessas que se vê que a Época nunca atingirá o patamar de publicação de uma Veja ou de uma SuperInteressante (essa última que hoje me surpreende ainda estar vendendo, com suas reportagens do estilo "Como se proteger de alienígenas usando sal").&lt;br /&gt;Primeiro: Ninguém que mantém um trabalho honesto nunca mereceu e nunca merecerá ser roubado, uma revista nunca poderia colocar uma questão dessas a discutir, e segundo: "Alma", que "alma"? Alma é artifício de vender estória para criança e "passagem para o céu", é incrível, existem tantas palavras ou expressões que poderiam substituí-la, mantendo um nível de seriedade para a revista, como "consciência", "senso vingativo" ou "instrução", mas não, segundo lugar se esforça para se manter  em segundo.&lt;br /&gt;Outro segundo lugar que se esforça incrivelmente, mas ainda assim vai acabar por tomar primeiro é a rede Record, é incrível, eles compraram seriados bons, compraram desenhos bons, contrataram jornalistas bons, produziram novelas boas (para quem gosta) e você liga em um horário que ultrapasse a programação normal, em torno de meia-noite, e estão praticamente passando exorcismo na televisão. É incrível, eles compram o que faz sucesso nas concorrentes e em horários tardios eles baixam o nível da programação.&lt;br /&gt;Aliás, eu já fui muito de odiar a globo, sou fã número 1 do "Muito Além do Cidadão Kane", documentário que fala, entre outras podres, de como a Globo ajudou a instaurar o regime militar no Brasil, não cobriu revoltas contra o regime militar em seus jornais da época e como tirou o regime do Brasil quando lhes veio a convir. Mas se vocês acham que estamos mal, no reinado de Edir Macedo será muito pior. Muito mesmo.&lt;br /&gt;Atualmente o dono (ou dono majoritário, não me recordo) da Record, Edir Macedo, tem aquela rede pequenina de templos, a Igreja Universal de Reino de Deus, que existe em mais países que o McDonalds, e ele transforma em torno de 70% do capital recebido da Igreja Universal, capital que vêm &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem impostos&lt;/span&gt;, em patrimônio da Record, ou seja, patrimônio dele. Em um prazo de meros anos nós teremos a maior rede de televisão brasileira cultuando prece e praticando exorcismo. Viva o Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Disponho para vocês uma &lt;a href="http://anderssauro.com/cotidiano/fotos-da-marimoon-pelada/"&gt;análise da Marimoon&lt;/a&gt; com coisas interessantes como o fato de ela ser comunista e vender bijuterias em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;, e cursar faculdade de moda.&lt;br /&gt;**Teclei "emo blog" no google para achar isso, prometo a vocês que eu não tinha esse link horrível anteriormente.&lt;br /&gt;***Entenda-se segundos como os abaixo dos primeiros, sem considerar se são os segundos, terceiros, quartos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Update&lt;/span&gt;: Na noite de sábado de carnaval o SBT exibiu um dos filmes da trilogia O Senhor Dos Anéis, fugindo da programação normal da época, de samba e genitálias, e deve ter conseguido uma audiência alta, aí está um segundo lugar que não se esforça em se manter em segundo, apesar dos "A Praça é Nossa" e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7695435759890880482?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7695435759890880482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7695435759890880482' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7695435759890880482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7695435759890880482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/02/futilidade-o-esforo-dos-segundos.html' title='A futilidade, o esforço dos segundos e a Record.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7551403749948830607</id><published>2008-01-27T23:51:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:00:58.772-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='josé de alencar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dolo'/><title type='text'>Penso logo escrevo / Como e porque sou conflitante*.</title><content type='html'>Segue minha nova descrição de perfil:&lt;br /&gt;Escrevo com dolo** sincero. Dolo esse que me arranca os escrúpulos e idolatra a expressão. Dolo que improvisa meu direito de opinião, esse passando a se barrar somente a limites legais e não a visões de terceiros ou ao tempo da voz. A minha escrita ultrapassa a voz onde o meu pensamento reverbera infinitamente, entre mentes conhecidas e desconhecidas, entre a criação e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;depois&lt;/span&gt;, e não somente no tempo único da voz sem eco ou reprodução.&lt;br /&gt;E nesse hábito, saudável, eu diria, o pensamento contínuo se marca na consequência e no autor, que contempla sua obra como parte de si, tal como vejo meu contentamento sobre minha escrita da mesma forma de que o &lt;a href="http://divagacoesps.blogspot.com/2008/01/torta-de-abacaxi.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem de paletó&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; vê contentamento em sua prática, ou &lt;a href="http://divagacoesps.blogspot.com/2008/01/o-condenado.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o condenado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; vê contentamento em sua liberdade.&lt;br /&gt;E nessa análise da obra vejo que o fruto dessa pode tardar a vir, mas que o êxtase é instantâneo e ao mesmo tempo duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Fiquei em dúvida quanto ao melhor título e empreguei os dois, o primeiro dispensa descrição e o segundo é menção a obra "Como e porque sou romancista", de José Alencar, que tratava de sua escrita romântica com romantismo, da mesma forma que eu trato minha escrita como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conflitante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;**Em termos legais "dolo" significa a intenção e o consentimento da negligência, da fraude (como o homicídio doloso, de dolo diferencia do culposo, de culpa), nesse artigo eu o uso como o consentimento da ação de pensar e escrever, que leva a palavra "sincero" para esclarecer que não vem da intenção de fraudar, e sim de expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7551403749948830607?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7551403749948830607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7551403749948830607' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7551403749948830607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7551403749948830607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/penso-logo-escrevo-como-e-porque-sou.html' title='Penso logo escrevo / Como e porque sou conflitante*.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3715402617228005116</id><published>2008-01-23T15:52:00.001-02:00</published><updated>2008-05-10T22:29:44.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bomba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='explosivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torta de abacaxi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rotina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paletó'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praça'/><title type='text'>A torta de abacaxi.</title><content type='html'>"Amor, você trouxe a torta de abacaxi que eu gosto?" Falou alto sua mulher, saindo do banheiro com a toalha em seus cabelos, irrompendo em um baque os pensamentos do homem, que só pensava no livro, questionando se havia montado certo o dispositivo.&lt;br /&gt;O homem relutou, dizendo estar cansado de seu trabalho, queria descansar, mas sua mulher insistiu que ele saísse para ir buscar a tal torta. Não era surpresa, ele sabia o que o aguardava, tinha premeditado a situação. Vestiu seu paletó e começou a andar, e enquanto saía de seu quarto sentia a ansiedade se tornando presente em seu corpo.&lt;br /&gt;Detestava o homem sua casa, seu covil particular, mas pouco se importava, iria se sentir bem em alguns minutos. Tentou trocar algumas palavras com sua filha antes de sair, tentativa falha, já que essa tinha toda a sua atenção presa a seu computador e toda a vida que esse continha. E o homem não se via em sua filha da mesma forma que não se via naquela casa, mas isso pouco importava naquela hora.&lt;br /&gt;Saiu da casa e ao fechar da porta viu que nada mais o impediria, já havia traçado seu objetivo para aquela noite e não mudaria seu cronograma. Sentou-se em seu carro, sua ansiedade agora crescia, e ele dirigiu até a praça perto de sua casa, como planejara.&lt;br /&gt;Então o homem saiu de seu carro e andou até um banco da praça, onde sentou, observando atento o movimento ao redor, e foi quando avistou o banco que estava procurando com os olhos, do outro lado da praça, e viu um homem sentado no banco em questão, um homem de terno, lendo um jornal. Por um momento pensou: "Um homem como eu." Mas logo concluiu que isso era um tanto improvável.&lt;br /&gt;Então, como havia previsto, ele levou a mão ao bolso e tirou o pequeno controle, controle que havia montado algumas horas antes, suas mãos tremendo não de medo, e sim de excitação, como as mãos de uma criança prestes a receber um presente. E então ele mirou brevemente o controle com os olhos e apertou seu botão.&lt;br /&gt;O som da explosão ecoou pela pequena praça, os homens e as mulheres que estavam perto do local, que agora pouco lembrava o banco de madeira que um dia foi, transitavam para longe do mesmo e se perguntavam, alguns aos gritos, o que havia acontecido.&lt;br /&gt;E o homem de paletó observou todos os acontecimentos. Não se importava com a explosão, tampouco com a vítima no banco da praça, "pessoas morrem todos os dias", pensava. O sangue e os destroços tinham lá sua beleza, sua arte, mas sua excitação verdadeira ainda não o tinha atingido.&lt;br /&gt;E foi então que ele observou as dezenas, talvez centenas de pessoas que transitavam como zumbis por aquela praça, em suas rotinas cegas. Todas elas, sem exceção, haviam sido atingidas pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; da noite, todas elas haviam recebido um baque em suas consciências, aquelas pessoas que andavam com pressa, pensando no trabalho, na família, escravas de suas próprias rotinas impensadas, todas elas haviam recebido uma estória a contar, uma nova perspectiva de vida, um motivo a faltar o trabalho, mas principalmente, todas elas haviam recebido uma surpresa, e o homem de paletó viu o presente que ele havia dado a todas essas pessoas, e isso o encheu de contentação, mais do que isso, ele se viu repleto de uma sensação de missão cumprida.&lt;br /&gt;Mas o homem de paletó não podia pensar no espetáculo que causara a todas aquelas pessoas, ou como aquilo o fazia sentir-se bem, tampouco podia pensar no livro sobre explosivos que se encontrava em sua pasta, ele tinha de aproveitar aquele momento por só mais alguns segundos, somente mais alguns segundos de prazer e liberdade, antes de ir comprar a tal torta de abacaxi e voltar para a sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3715402617228005116?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3715402617228005116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3715402617228005116' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3715402617228005116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3715402617228005116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/torta-de-abacaxi.html' title='A torta de abacaxi.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-8167896521705656108</id><published>2008-01-19T03:35:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:01:51.067-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baladinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='garagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='público alvo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinuca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entre-eras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estabelecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empreendedor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empreendedorismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empresário'/><title type='text'>O entre-eras e bastante empreendedorismo.</title><content type='html'>Estou atualmente num bloqueio de criatividade então não me resta opção que não seja falar do entre-eras que é a minha geração, nessa época atual, que é o que está na minha cabeça ultimamente. É difícil me expressar nesse assunto em específico pois são muitas idéias que se entreligam por linhas impensáveis (isso mesmo, impensáveis), mas vou tentar me explicar.&lt;br /&gt;O que é o entre-eras? Bom, o entre-eras especificado é o vácuo que existe na vida social de um indivíduo normal (leia-se, que não segue a manada, mais detalhes nos próximos parágrafos) na faixa etária de 14 a 17 anos atualmente na sociedade e pela sociedade, um exemplo bom é dizer como a fase entre você fazer um aniversário num McDonalds e um aniversário "no bar". Essa fase é atualmente uma condição desses indivíduos de não serem mais as crianças que já foram e os adultos que virão a ser, inibidos, esses, na condição de serem menores de idade, entre outras.&lt;br /&gt;Deixe-me exemplificar melhor: Hoje em dia se um grupo de amigos de 16 anos quiser sair para jogar sinuca de duas uma, ou eles vão a um bar onde seja "proibido" a entrada de menores, correndo o risco de levar uma "batida" da polícia local ou eles vão a um estabelecimento familiar, como um Boliche &amp;amp; Sinuca e se sujeitam a estar em um ambiente possivelmente inferior. Também se o mesmo grupo resolve sair para um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pub&lt;/span&gt; (estilo de ambiente social parecido com um bar, muito famoso na Inglaterra), por exemplo, acabam se deparando com a frase de praxe: "Somente acompanhado dos pais".&lt;br /&gt;Não é de hoje que o brasileiro tem uma visão empreendedora defasada, mas existem tantos investimentos para públicos-alvo distintos e mesmo assim essa população de pré-universitários que possuem um poder monetário relativamente alto através de dinheiro dos pais ou mesmo de trabalho, da faixa da classe média/média alta não possuem a devida atenção do mercado.&lt;br /&gt;Acordem empreendedores, esse povo de 14 a 17 anos está precisando de um lugar para simplesmente ir e conversar! Hoje em dia essa faixa tem entre seus programas-comuns festas no estilo de "Clube do tal lugar", "Festa de não-sei-aonde", onde esses jovens pagam R$20,00 , R$30,oo , R$40,00 para ir num lugar dançar músicas diversificadas e "ficar" com jovens do outro ou do mesmo sexo e eu já pensei que eu era o único a achar que eu não pertencia a esse mundo infantil e sujo, que eu não achava isso algo legal, em querer simplesmente sair para conversar com amigos, mas hoje vejo que muitos conhecidos meus tem essa mesma visão, esse mesmo desejo de serem tratados como adultos e não como crianças.&lt;br /&gt;Fazer um estabelecimento de sucesso não é difícil, "taí" uma abordagem muito simples de atingir esse público alvo, o empreendedor compra um imóvel simples e coloca um nome de fachada igualmente simples, nada que pareça muito "arrumadinho" como "Garagem" ou "Canto do Jovem" com a descrição: "Organizamos eventos para jovens entre 15 e 20 anos". Pronto, acabou, você já tem um sucesso em suas mãos, esses jovens que costumam ser tratados como crianças e impedidos de ir a estebelecimentos para maiores utilizariam essa noção de - falsa - liberdade para gastar dinheiro em eventos como aniversários sem a "familiarada" ou comemorações em geral entre amigos, basicamente, o lado social de um típico bar para uma outra faixa etária ignorada pelo mercado e cheia de capital a gastar.&lt;br /&gt;O que eu não vejo de grupos de amigos que saem de colégios e que querem sair ou que querem sair no fim de semana ou na época de férias e querem se reunir em um local tranquilo para passar um tempo não é pouco, isso que eu não estudo em um colégio particular, onde estão os verdadeiros gastadores, esses com certeza estão procurando um lugar pra passar - e gastar - o tempo.&lt;br /&gt;E voltando ao empreendimento, o mantimento desse local seria algo muito simples, o jovem chegaria e pediria por exemplo "Eu quero fazer um aniversário, quero uma mesa de sinuca e dardos" ou "Quero uma festa para mim e minhas amigas, poder acender uns incensos e - sei lá - tomar chocolate quente". Pronto, você tem uma idéia de empreendimento, pelo simples ato de tratar um jovem como um adulto, você vai, move a mesa de sinuca, a mesa de pebolim, o jogo de dardos, o fliperama, ou seja lá qual for o tema que o cliente escolher do armazém nos fundos do local e no fim da noite você coloca de volta, ponto final.&lt;br /&gt;É incrível como se pode utilizar termos de responsabilidade em um negócio como esse para lidar diretamente com o cliente pedindo a sua assinatura e a dos pais, sendo que os pais não precisam estar presentes no dia do evento. Tais termos também podem ser usados para que se algum maior compareça em um evento esse possa assinar que as bebidas alcoólicas que virão a mesa/salão serão para ele, e a partir disso o estabelecimento perde a responsabilidade legal de para onde vão as bebidas, ou seja, se um garoto sair de lá vomitando a culpa é de quem assinou, muito simples.&lt;br /&gt;Outra opção de estabelecimento para essa faixa etária seria um pub organizadinho, bem decorado, com mesas e locais bastante separados e com sofás, para deixar os clientes com uma sensação caseira e em uma parte da mesa uma daquelas entradas USB e entradas de cd/dvd comunicando com o som para a mesa, com o volume regulado pelo estabelecimento, claro, onde o cliente chega, coloca o seu mp3 ou o seu cd/dvd e escuta suas próprias músicas, de forma que não escute as do vizinho, pronto! Esse diferencial já é suficiente para fazer um ambiente popular, o mesmo diferencial que fará com que seus clientes comentem e divulguem o local, ou seja, pronto, você já tem um sucesso em suas mãos, sendo para atrair o público universitário ou o mais jovem.&lt;br /&gt;Falta para o empresariado brasileiro esse ato de pensar a frente de suas cabecinhas fechadas, é incrível como uma idéia dessas pode dar certo, principalmente o lance do USB, se um bar/pub na cidade fizesse isso e garantisse essa liberdade para o cliente eu não daria 6 meses até que a idéia se dispersasse por outros estabelecimentos em toda a cidade (e eu ficaria muito orgulhoso e manteria esse artigo para provar minha autoria, claro).&lt;br /&gt;Está na hora dos jovens notarem que não precisam ir para "baladinha" para se divertir, está na hora dos empresários brasileiros perceberem que esse público alvo está gastando dinheiro em lojinha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shopping&lt;/span&gt; e baladinha sem graça e precisando de um lugar para se reunir, está na hora do brasileiro começar a abrir a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo acabou sendo mais empreendedorismo e menos entre-eras, mas acredito que teve lá sua beleza. Ainda peço para quem lê que poste comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-8167896521705656108?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/8167896521705656108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=8167896521705656108' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8167896521705656108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8167896521705656108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/o-entre-eras-e-bastante.html' title='O entre-eras e bastante empreendedorismo.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-2668354411528556704</id><published>2008-01-14T17:26:00.002-02:00</published><updated>2009-09-15T02:02:23.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coincidência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pontuação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acaso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ufpr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='score'/><title type='text'>Score, e mais algumas coisinhas.</title><content type='html'>Segue meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;score&lt;/span&gt; da primeira e segunda fase da UFPR, considero um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;score&lt;/span&gt; muito bom levando em consideração que sou treineiro e não estou na idade de entrar em faculdade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img84.imageshack.us/my.php?image=imagem2vz3.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://img84.imageshack.us/img84/8929/imagem2vz3.th.jpg" alt="Free Image Hosting at www.ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e as outras coisinhas, bom,  ontem descobri que meu pai tinha conseguido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;score&lt;/span&gt; suficiente para passar em uma faculdade pública em São Paulo, quando ele prestou, anos e anos atrás, mas por medo de não passar acabou fazendo inscrição em uma particular e um ano depois veio para Curitiba, e posso dizer tranquilamente que se ele tivesse feito a escolha certa na hora eu não existiria.&lt;br /&gt;Isso foi só para dar a noção de como nossa existência é não só um acaso mas como é frágil em termos de acontecimentos. Claro, talvez 50% da minha genética estaria em outro filho de minha mãe, considerando que ela me teve em uma idade normal de reprodução, mas os outros 50% provavelmente não teriam atingido a vida.&lt;br /&gt;Não espero atingir religiosos com essa divagação, tanto como se eu começar a especular e especular poderia dizer que se meu avô tivesse um par de tetas eu teria três avós, e se vaca voasse chovia leite.&lt;br /&gt;Esse artigo começou com a idéia de ser um artigo curto, doce ilusão, citando meu companheiro Agenor de Miranda Araújo Neto: "Sempre fui perfeito para fazer discursos longos. Fazer discursos longos sobre o que não fazer. Que é que eu vou fazer?*". Mas a base do artigo é realmente uma idéia forte. Quais são as chances de que nossos dois pares de 23 cromossomos terem se encontrado? Quais são as chances de realmente nos tornarmos vida ao invés de puro carbono, o mesmo do grafite e do diamante?&lt;br /&gt;Não só nossas estruturas de ossos e músculos são frágeis como também nossa pré-existência em razão da existência em si.&lt;br /&gt;Não pense de forma errônea, a vida não é um acaso, considerando o Universo como algo infinito era somente questão de tempo até a vida surgir, em um ambiente ou outro, um planeta ou outro, mas a nossa existência, como indivíduo**, é nada mais do que um acaso, um magnífico acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Cazuza - Boas Novas.&lt;br /&gt;**Estranhamente a palavra "indivíduo" não significa cidadão, significa algo como "indivisível", algo que perde sua finalidade se dividido, um copo por exemplo é um indivíduo, e essa palavra foi perfeita para se usar na frase pois cria a sensação de pura existência, sem usar de noção de vida ou elemento da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-2668354411528556704?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/2668354411528556704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=2668354411528556704' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2668354411528556704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/2668354411528556704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/score-e-mais-algumas-coisinhas.html' title='Score, e mais algumas coisinhas.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-768476243836593632</id><published>2008-01-12T21:22:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:02:40.739-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infectados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinéfilo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sanatório'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os 12 macacos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anti-evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu sou a lenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lobotomia'/><title type='text'>Em terra de cego quem tem olho é... conflitante.</title><content type='html'>Hoje eu vi o filme "Eu Sou A Lenda", onde o personagem principal está sozinho em um mundo devastado por um vírus que matou 90% da população e deixou a maioria restante em sintomas similares ao da raiva. O interessante do filme para mim não foi isso, não que o filme seja ruim, foi que em uma cena, um humano (se é que esse tem o direito de portar tal palavra) infectado, raivoso e doentio como os outros que apenas mordiam e pulavam em vítimas, soltou alguns cachorros também infectados e igualmente  transtornados para atacarem seu alvo, e naquele momento notei que esses seres infectados compartilhavam entre si uma convivência similar a humana, a mesma convivência notada em outras partes do filme onde esses seres apresentavam traços de liderança e estratégia.&lt;br /&gt;Aí que veio a divagação, e quando vem ela tarda a sair embaladinha e arrumadinha nessas palavras que você está lendo. O personagem do filme analisava o comportamento dos humanos infectados como uma anti-evolução social, algo como uma anti-evolução humana, e é aí que me pergunto: o quanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nós&lt;/span&gt; estamos infectados?&lt;br /&gt;Pense por um momento que no meio de São Paulo capital surgisse um homem que aparentasse como outro qualquer, mas que andasse de forma lenta, não tivesse pensamentos ambiciosos ou agressivos, e fosse muito, muito calmo. Agora pense que esse homem fosse atravessar uma rua altamente movimentada para tomar um café do outro lado, ou que ele resolvesse sentar na mesma rua para ver o sol se pôr. Qual seria a nossa reação a tal atitude? Ou melhor: qual seria a visão dele de nossas atitudes?&lt;br /&gt;No melhor cenário ele seria ao menos arrastado para longe da rua, no pior ele seria assassinado por não funcionar no tic-tac do sistema. E como ele veria isso, veria da mesma forma que vemos esses seres ficcionais do filme, infectados? Raivosos? Anormais?&lt;br /&gt;Uma vez me falaram a tal frase que muitos já devem ter ouvido:&lt;br /&gt;Em terra de cego quem tem olho é rei.&lt;br /&gt;E nessa análise, quem possui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o olho&lt;/span&gt;? Nós ou o nosso visitante super calmo? Quem tem a razão ou a superioridade moral para falar em como o outro deve agir, ou seja, quem tem o poder de julgar?&lt;br /&gt;Primeiramente vou esclarecer que não acho que estamos infectados de forma alguma, falei de forma hipotética, e em segundo lugar: essa anedota está completamente errada, quem tivesse o olho nunca, nunca seria rei, como os outros veriam essa visão, como a entenderiam?&lt;br /&gt;Outro filme que também deve ser levado para essa divagação (para quem ainda não sabe eu sou um cinéfilo*) se chama "Um Estranho no Ninho" e trata de algumas estórias que se passam em um manicômio na década de 1960, onde ainda se praticava a lobotomia, que é basicamente pegar um doente mental considerado agressivo e realizar uma incisão em seu córtex frontal para que ele se torne manso, ou seja, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;abrir um buraco&lt;/span&gt; na cabeça de um doente para que ele se torne um retardado, perca a abilidade mental de falar, pensar e urinar no vaso sanitário, entre outros. Quantas pessoas perderam suas faculdades mentais por essa prática no tempo em que ela foi considerada correta? Aliás quantos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;doentes&lt;/span&gt; perderam suas faculdades mentais?&lt;br /&gt;Não só a prática da lobotomia é uma prática imoral, quantas pessoas sãs ficaram todas as suas vidas presas em manicômios por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thinking outside the box&lt;/span&gt;**? Um exemplo disso foi o homem considerado louco que acreditava na existência de germes e falava deles e as doenças que esses germes podiam causar, claro, alguns séculos depois descobriram que o homem estava certo, mas até lá ele já estava morto e já havia passado sua vida trancafiado (fato falado no filme "Os 12 macacos", um filme muito bom, muito misterioso).&lt;br /&gt;A que ponto chega a capacidade humana de julgar por sua prepotência e pseudo-superioridade moral? Temos realmente o direito de dizer quem é louco e quem é são? A história nos diz que não, que podemos muito bem estar errados. Temos o direito de utilizar nossa idéia de superioridade moral pra transformar a Terra como bem quisermos sem se importar com os outros moradores ou mesmo com os outros humanos? Nesse quesito a própria lógica diz que não. Por exemplo, nós temos uma ciência que já chegou a descobrir que os outros mamíferos possuem um sistema nervoso similar ao nosso, e ainda assim colocamos um cabo USB na cabeça de um felino pra saber se o último lote de ração está agradando ou não, desconsiderando o fato que sabemos que está causando dor! E além disso sabemos por lógica que a natureza viveria sem nós, e que eles são mais merecedores da vida do que nós que somos destruidores natos, mas continuamos a destruir e a reproduzir.&lt;br /&gt;Não se engane, somos todos cegos, eu inclusive, o título foi só para chamar atenção e citar a idéia do texto, e claro, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ceguisse&lt;/span&gt; tratada é relativa. Não somente somos cegos como ainda vedamos o que temos de visão, nesse caso mentalidade e consciência, constantemente, a fim de justificar atos que sabemos que são errados, desde queimar gasolina tendo consciência do aquecimento global até a utilização de bombas nucleares.&lt;br /&gt;Não proponho que ninguém se rebele agora, que vire contra a humanidade, nao proponho nem que entendam tudo o que eu quis expressar, só tenho o desejo de que você leitor veja a vida de forma diferente, aliás quem sabe se um de vocês não tenha um olho enquanto todos os outros sejam cegos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que coloquei o contador de visitas no meu site tenho alguma noção da divulgação dos meus artigos, e peço para quem chegou a esse link e teve paciência para ler um post por inteiro que faça a gentileza de postar um comentário, que são o instrumento que me incentivam a postar.&lt;br /&gt;Ontem foi o aniversário da minha comentadora oficial, e como um presente adicional escrevi esse post com idéias anti-violência a animais para que ela possa comentar a vontade.&lt;br /&gt;E também para quem me conhece peço que não comentem falando meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Cinéfilo: amante do cinema.&lt;br /&gt;**A expressão americana &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thinking outside the box&lt;/span&gt; significa algo como "pensar fora do normal, do previsível", utilizada para incentivar criatividade.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;© Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-768476243836593632?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/768476243836593632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=768476243836593632' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/768476243836593632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/768476243836593632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/em-terra-de-cego-quem-tem-olho.html' title='Em terra de cego quem tem olho é... conflitante.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-3140840108112142938</id><published>2008-01-06T21:53:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:04:06.689-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bureau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toyota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grand K'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kg'/><title type='text'>Toyota salvando o planeta e o fiasco do Grand K.</title><content type='html'>Quem nunca soube do chamado Prius, o automóvel verde, o carro das celebridades e dos que querem um mundo menos poluído, e não foi atingido por uma certa revolta, uma incerteza de que a montadora fazia esse espírito verde, essa imagem da não-poluição somente para ganhar dinheiro, sendo que a montadora japonesa tem o carro mais vendido do mundo, o Corolla, que deve poluir um bocado. Mas de qualquer forma hoje meus amigos, eles me convenceram, eles são mesmo verdes!&lt;br /&gt;Ao folhear a revista Veja* eis que deparo com tal reportagem de que o gerente de controle de qualidade da produção do Prius, na montadora Toyota na província de Aichi, no Japão, morreu por excesso de trabalho (Edição de 9 de jan., página 78). E pergunto-me, como, como uma empresa que se diz verde, ambiental, realizaria o ultraje, o crime, por assim dizer, que seria colocar um homem trabalhando mais de 80 horas extras (horas extras é eufemismo, ele e outros trabalhadores entravam em turnos sem remuneração, em completo voluntariado no maior estilo "ou trabalha ou é rua") todo mês por seis meses até que esse caísse fulminando em pleno expediente, às 4 horas da manhã e não mais levantasse?&lt;br /&gt;Ora, é claro que a única explicação lógica não é que a empresa capitalista se aproveita de seus funcionários para diminuir o custo de seus produtos ao mesmo tempo que se aproveita de seu público ambientalista para vender um conceito, pois o Prius não é elétrico, é um semi-elétrico e sim que a única explicação lógica é que a Toyota em seu âmago de sua consciência ambiental passou a assassinar seus funcionários!&lt;br /&gt;Vejam que genial, pra que investir em carros menos poluentes, sendo que seus funcionários utilizam energia todo o dia, produtos químicos, garrafas pet e isso tudo carregando o símbolo da Toyota e manchando sua reputação, vamos matá-los! Cada funcionário morto é uma quantidade de energia que não será queimada diariamente, uma quantidade de alimentos que não será consumida!&lt;br /&gt;Eu até imagino o diretor da Toyota japonesa em uma entrevista com a mídia mundial, falando de suas ações com frases como "Aquele puto nem assistiu Uma verdade Inconveniente**" ou "Maldito, nem se deu ao trabalho de utilizar o Google Preto***!" e quando questionado sobre ações futuras seus olhos sonhadores brilhariam e ele falaria coisas como "O próximo passo é assassinar nossos clientes, não com bombas nos Prius, é muito CO2 na atmosfera, colocaríamos agulhas com HIV nos bancos, agulhas reaproveitáveis, claro" tudo isso antes de se jogar de sua janela ao final da entrevista, como ato de revolta a toda a energia que já tinha gasto em sua vida.&lt;br /&gt;Você acha isso impossível? No Japão já devem estar espalhando cartazes com fotos do Prius em frente a florestas e os dizeres "Você é o próximo" e "Precisamos de funcionários, mande-nos seu currículo e gasto diário de KW".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o sarcasmo já disse tudo do assunto, mas agora passando para outro, na mesma revista, fiquei espantado com a matéria de que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grand K&lt;/span&gt;, o cilindro metálico que representa 1Kg guardado a sete chaves no Bureau Internacional de Pesos e Medidas na França está perdendo peso!&lt;br /&gt;O Ser humano é um ser tão peculiar que no auge de sua modernidade, matemática e física, criou uma instituição com o intuito de guardar tal incrível cilindro que é a referência para balanças no mundo todo, e o cilindro perdeu peso! Será que não vêem o quão patético é isso?!&lt;br /&gt;Outros dados da reportagem dizem que o mesmo Bureau havia criado um objeto metálico para representar o metro, e que seria difundido no mundo, e no século XX começou-se a buscar uma definição para o metro que "não dependesse de um artefato físico e que fosse baseada numa constante fácil de reproduzir", e então estabeleceram o metro como "a distância percorrida pela luz, no vácuo, no intervalo de um segundo dividido por 300 milhões".&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Tenho de lhes dizer Bureau, vocês realmente trouxeram a simplicidade!&lt;br /&gt;E agora com o fiasco do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grand K&lt;/span&gt; estão procurando algo que o substitua, eu iria repassar aqui as coisas super simples que estão querendo atribuir como um Kg, como a quantidade de átomos de silício numa esfera de cristal, mas a mudança da noção do metro já dá pra dar idéia dos projetos desses franceses malucos. E é nessa hora que eu vejo minha garrafinha de água de 1 litro na geladeira, olho pra um lado, olho pra outro, e penso "Não, não, não aceitariam, seria simples demais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sim, eu tenho vergonha de dizer que leio uma revista que faz fortuna em esquerdismo barato, nessa edição, no caso, foi uma reportagem de duas páginas sobre o botox da primeira-dama...&lt;br /&gt;**Uma Verdade Inconveniente é um filme dirigido e apresentado por Al Gore que fala do aquecimento global.&lt;br /&gt;***Google Preto é dentre os milhares de filhos do ambientalismo anti aquecimento global, o mais patético. Vem da idéia de que se o google tivesse um fundo preto a diminuição dos 15KW por pesquisa no Google ia salvar o mundo. E acreditem, há uma &lt;a href="http://www.pretog.com/"&gt;versão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; © Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-3140840108112142938?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/3140840108112142938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=3140840108112142938' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3140840108112142938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/3140840108112142938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/toyota-salvando-o-planeta-e-o-fiasco-do.html' title='Toyota salvando o planeta e o fiasco do Grand K.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-1052305030134987614</id><published>2008-01-05T14:22:00.001-02:00</published><updated>2008-06-01T01:44:16.839-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Henrique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambição'/><title type='text'>O Condenado.</title><content type='html'>Henrique nascera em meio a um mundo turbulento, e este pouco se lembrava de sua infância, estava vivendo em uma escola interna, indicada por sua mãe, que tratava Henrique como um rei, e o forçava a ter uma criação de rei.&lt;br /&gt;Muitas vezes Henrique entrava numa guerra interna, tal como os semideuses de suas estórias de tempo de escola, onde disputavam o Henrique amoroso, que aceitava sua mãe e a vida imposta por ela, e o Henrique rebelde, que desprezava o mimo e o amor, e a vida programada que teriam, e é esse segundo, o rebelde, o livre, que deu o apelido de "Condenado" ao primeiro, que seria condenado a ter a vida que a mãe lhe impusesse.&lt;br /&gt;Os anos passaram e Henrique estava passando agora para o melhor colégio de sua região, mas a ele pouco importava. Quando estava em suas aulas não dava atenção a seus mestres, e não se dedicava a nada nas dependências de suas instituições, e às vezes, nas noites de insônia, era tomado por aquela voz prudente do garoto rebelde, que o dizia para abandonar aquela vida, para ser livre e correr pelas cidades, procurando sua verdadeira vocação, e Henrique não acreditava ser rico em espírito e coragem para tomar essa vida, e foi afastando tal voz até que não mais a escutasse.&lt;br /&gt;Pouco a pouco, o garoto aprendeu a aceitar aquela vida, em meio à nobreza e a burguesia, e aprendeu "jogar o jogo". Logo estava rumando para a melhor instituição de bacharelado das redondezas, e novamente não estava espantado ou feliz por tal acontecimento, somente deixou acontecer.&lt;br /&gt;Os anos se passaram e Henrique viu a si mesmo recebendo um diploma, e olhando os sorrisos inertes dos mestres a que tanto desprezava, que não conhecia e não admirava, e novamente o garoto, agora homem, passou mais uma fase em meio ao desleixo, à indiferença. A alegria veio a seu encontro após tantos anos, ao pensar o que o aguardava em sua cidade natal, e decidiu ir a seu encontro.&lt;br /&gt;Ao chegar à sua cidade notou que sua mãe, bastante conhecida em meio aos habitantes, aparentava não ter feito nada nos últimos 18 anos além de contar a todos sobre o filho prodígio que tinha, como ele freqüentava os melhores ensinos e como era dedicado e genial. Contava a todos como ele viria da união dela com um nobre forte e sábio, e Henrique não se surpreendeu ou tampouco veio a calar tal mentira, novamente estava aceitando uma fatia de vida embalada e entregue por sua mãe.&lt;br /&gt;Não tardou até Henrique atingir a política, mal precisava falar em grandes eventos ou congregações, sua presença como o genial Henrique, o estudioso, o imensurável, já era o suficiente para garantir seu respeito, e Henrique caminhou cada vez acima, ganhando cargos e contatos, que como tudo em sua vida eram tratados com indiferença, e não lhe causavam surpresas.&lt;br /&gt;Henrique beirava seus 28 anos quando começou o rumor de que estava em época de se casar, e o mesmo assentiu, como toda a sua vida o fez, e logo foi apresentado a uma moça de origem honrosa, e novamente aceitou essa nova vida, tratando sua esposa com frieza, com a mesma indiferença de todo o resto, mas agora era um homem de família e ao se questionar o porquê de sua indiferença, de sua frieza, crescia um lado incompleto em seu coração, como um vazio que não tardaria a consumi-lo por inteiro, e pela primeira vez em sua vida Henrique estava com medo, e não sabia o que fazer, não lhe passavam nova "fatia de vida" a cumprir, novos estudos a fazer, Henrique estava no controle de sua vida e isso o amedrontava profundamente.&lt;br /&gt;Não tardou até chegar à sua sabedoria que um estado vizinho estaria sendo comandado por um irmão de sangue seu, e Henrique experimentou dessa vez ódio, ódio por sua mãe nunca ter lhe contado de seu irmão, e ódio pelo mesmo ter atingido tanto poder quanto ele.&lt;br /&gt;Henrique pensava em seu irmão e somente nele, e como faria para superá-lo, e ao passar dos meses o ato de pensar e pensar se transformou pouco a pouco em missão, e a missão se transformou pouco a pouco em obsessão.&lt;br /&gt;Já estava no comando de sua cidade, não havia cargo superior a ocupar, e sua família já tinha sido presenteada com filhos, mas Henrique não se importava, a frieza com que tratava suas obrigações era agora desleixo, e este já não se importava com seu povo e suas solicitações, ou sua esposa e seus pedidos, tampouco não havia comparecido ao enterro de sua mãe. Pouco a pouco sua obsessão por seu irmão devorou tudo o que ele havia atingido, sua esposa fugiu e levou seus filhos, o povo enraivecido o tirou do poder, e Henrique beirava o fundo do poço.&lt;br /&gt;Quando esqueceu por um segundo de sua obsessão, por um mísero segundo, tomou consciência, e viu que estava sentado nas pedras da cidade que um dia havia comandado. Passaram-se alguns minutos, ou horas, ou segundos, Henrique já não sabia, e para sua surpresa, quando analisou tudo que havia perdido ele foi tomado por um forte contentamento, um contentamento viral, que o dominava por dentro e o deixava leve, leve como se pudesse voar. Henrique tentou chegar à raiz de seu contentamento, e então pensou. Seria o vazio interior que presenciara na época de seu casamento? Não, não podia ser, e então se afundou em seus pensamentos e descobriu o que inconscientemente já sabia há muito tempo. Viu com clareza aquele menino rebelde de sua infância, que olhava para a sua cara e ria, o chamando de "Condenado", debochando de Henrique e sua criação em mimo, e a vida que lhe tinha sido presenteada, e nunca obtida por trabalho ou esforço próprio.&lt;br /&gt;Henrique tomou um novo estado de vida, onde compreendia cada lado do seu ser, a criação da ilusão do seu irmão, que trouxera sua ruína, e como odiava toda a vida que um dia teve, e agora o menino rebelde era homem crescido, e Henrique já era rico em espírito e coragem para poder traçar sua vida como bem entendesse. Sabia ele que naquele dia, embora velho, desgastado e pobre de riquezas, ele estava pronto para começar uma vida nova, como se tivesse acabado de sair do ventre de sua mãe, que tanto amava e odiava, e decidiu que na manhã seguinte ele iria procurar sua vocação, sua missão de vida, mas agora, naquele momento de lucidez, ele deixou-se tomar por contentamento, e apreciou cada segundo de sua queda e como havia sucedido em sua primeira e verdadeira missão, a primeira que não tinha sido dada ou cumprida para ele, e aquele contentamento passou a ser forte, forte como um touro dentro de Henrique, e ele tinha certeza, como nunca antes, que poderia ser o que quisesse, estudar a ciência que lhe ocorresse e viajar ao reino que lhe conviesse, e não haveria ninguém forte o suficiente para impedi-lo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pretog.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; © Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-1052305030134987614?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/1052305030134987614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=1052305030134987614' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1052305030134987614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/1052305030134987614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2008/01/o-condenado.html' title='O Condenado.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-8886004718585031350</id><published>2007-12-31T02:01:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:04:26.887-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='INTJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='INFJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Teste de mente.</title><content type='html'>Leitor, te pergunto agora, você nunca se sentiu surpreso por um horóscopo? Não, vocês não leram errado e não, não transformarei o blog em algo que divulga signos e astrologia. O que eu vi, leitor, é digamos, um horóscopo que faz sentido. Me passaram esse &lt;a href="http://www.humanmetrics.com/cgi-win/JTypes2.asp"&gt;link&lt;/a&gt; por "êmeésseêne" com o pretexto de ser um "teste de tipo psicológico" e eu o fiz (para quem quiser se aventurar é preciso saber inglês ou ter grandes conhecimentos da arte anciente do Google Ferramentas de Idiomas). Em todo caso, o teste é cheio de perguntas como "Você é abalado por sentimentos fortes?" ou "Você gosta de planejar antes de tomar ação" e ao final de 70 e tantas perguntas quando você já está cansado de responder coisas tão diretas e com respostas entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;YES&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;NO&lt;/span&gt; sem meio-termo ele te diz que tipo psicológico você tem.&lt;br /&gt;Por exemplo, o meu foi, em português, algo como uma pessoa introvertida intuitiva emocional julgatória, e aí que está o surpreendente, o site dispõe de visões do seu tipo psicológico por profissionais da área (agora, se você me perguntar se são psicólogos ou cobradores de ônibus que resolveram se fazer de letrados eu não sei dizer) que acabam por dizer coisas que realmente são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;você&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Da mesma forma que uma pessoa se surpreende quando lê características do seu signo, que são, logicamente, vagas, o teste de t.p. apresenta a sua mente de uma forma extremamente correta, dizendo quais são suas abilidades e costumes (a minha, do INFJ, diz que eu tenho a abilidade de planejar e prever, e certos costumes que também se encaixam na minha personalidade).&lt;br /&gt;O engraçado, e talvez até mais digno de um post do que o "Teste de mente." em si, foi que ao fazer novamente o teste, o resultado veio que eu seria INTJ, colocando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thinking&lt;/span&gt; ("pensador") no lugar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; (emocional) e logicamente, ao fazer o teste pela terceira vez eu notei que tal diferença viria de perguntas como "Você é seriamente abalado por sentimentos fortes?", ou "Você baseia suas decisões com base em sentimentos?" e era justamente essas perguntas que eu não sabia responder. Em sumo, colocando a idéia num sentido de maior relevância:&lt;br /&gt;Eu sou mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mente&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coração&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Eu passsei algum tempo daquela noite pensando nisso, e não, não pense em emocional somente como paixões, mas sim como tudo que envolve sentimentos à frente da razão, e acabei por responder novamente o teste de forma mais sincera possível e obtive meu resultado, desnecessário de ser colocado aqui. O que você deve saber, leitor, é que talvez, ao estar respondendo tais perguntas você também se depare com tais questões, que na minha opinião, são de suma importância para uma saúde e compreensão mental.&lt;br /&gt;O teste também dispõe de pessoas famosas que tem o mesmo t.p. que você, e no meu caso, quem se importa que Nelson Mandela pensa como eu? Jerry Seinfeld é quem me deixou honrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog agora contém também links que acabei por colocar como "Outras Viagens", onde se destaca o blog do meu amigo Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores, mesmo que talvez poucos, tenham uma ótima virada de ano e um 2008 cheio de divagações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; © Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-8886004718585031350?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/8886004718585031350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=8886004718585031350' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8886004718585031350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/8886004718585031350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2007/12/teste-de-mente.html' title='Teste de mente.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-7616747244731275375</id><published>2007-12-26T21:19:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:04:41.135-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fuck'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papai noel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>O que é o natal brasileiro?</title><content type='html'>Primeiramente coloco aqui que não, vocês não atrasaram ao post, eu que atrasei no tema. Vamos analisar*, o que é o natal para o Brasil? Vamos ignorar a importância econômica dos trabalhadores mal instruídos que gastam seus 13ºs em presentes para suas famílias impulsionadas pelo "espírito natalino" capitalista. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não! &lt;/span&gt;O que deve ser discutido é o que é o natal, e não a consequência dele.&lt;br /&gt;A imagem proporcionada do natal vem de países desenvolvidos, Estados Unidos, pra falar um português claro, com seus filmes do estilo "Meu papai é noel 19". O engraçado é que nos Estados Unidos da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fucking &lt;/span&gt;América** o natal, veja só, faz sentido. Não só faz sentido por eles terem poder monetário de gastar R$100,00 numa boneca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Barbie &lt;/span&gt;ou R$200,00 numa pista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;HotWeels &lt;/span&gt;(não, também não vejo sentido nesses preços) e sim por eles estarem no inverno, justificando roupas largas em seus personagens e o ato de se "empanturrar" de comida na data comemorativa, sendo que os mesmos têm de acumular gordura para sobreviver ao inverno, isso tem inclusive origem simbólica, a mesma lógica da comilança do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thanksgiving &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(dia de "ação de graças")&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Mas vamos ver por um momento o que é o natal de uma família brasileira. Primeiramente, os mesmos começam uma fase de idolatração a um personagem que tinha lá sua origem num &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Nicolau_Taumaturgo"&gt;bispo acolhedor de pobres e quem sabe até miraculoso&lt;/a&gt; mas que acabou por se tornar um velho gordo que veste vermelho &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papai_Noel#O_mito_da_Coca-Cola"&gt;por campanhas do refrigerante americano Coca-Cola que altera sua imagem desde 1931&lt;/a&gt;, esquecendo do pseudo-real motivo do natal, o nascimento de Jesus. Logo após idolatrarem tal ídolo moderno começam a pensar em "arranjos de natal", que se resumem em enfeites coloridos para suas janelas e preparações para a festa de natal. Depois de todo o estresse natalino dos arranjos vêm as festas que se resumem a pessoas que geralmente não se dariam bem umas com as outras sendo falsas e fingindo se gostar no que chamam de "magia do natal" - ótima também para vender refrigerantes e outros bens de consumo - e claro, ingerindo alimentos altamente gordurosos no meio do verão, o que terá muito possivelmente consequências ruins. Depois vem o ritual dos presentes, que é a artimanha que faz com que as crianças e adolescentes amem o natal e esperem pelo próximo. Isso tudo, claro, acompanhado do coitado do personagem natalino usando vestes densas no verão.&lt;br /&gt;Bom, se depois dessa visão crua você não veja o natal como a festa ilógica e estressante como eu então talvez não haja mais salvação, você foi envolto pela "magia do natal"(ha ha) ou talvez você não tenha uma mente tão podre e realista como a minha. De qualquer forma, feliz natal meu companheiro leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Depois de intensa dúvida, minha amiga Ana me deixou claro que "analisar" não se escreve com "z".&lt;br /&gt;**Uma pesquisa divulgou que de cada quatro palavras faladas por um jovem americano uma é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fuck&lt;/span&gt; ou uma variação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fuck&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pretog.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; © Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-7616747244731275375?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/7616747244731275375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=7616747244731275375' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7616747244731275375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/7616747244731275375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2007/12/o-que-o-natal-brasileiro.html' title='O que é o natal brasileiro?'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7456053801232811223.post-5313806437405112028</id><published>2007-12-21T21:54:00.001-02:00</published><updated>2009-09-15T02:04:46.488-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ignorância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vaga'/><title type='text'>O primeiro. Quem sabe de muitos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Primeiramente, devo dizer que comecei com a idéia revolucionária de começar um blog no dia de domingo, quando tive uma reviravolta emocional na minha vida e sabia que tudo pra frente seria bom e belo, além de me sentir um novo homem, bem, leve e revigorado e queria passar para todo o mundo o meu sentimento e minha alegria de viver, o que não foi possível por uma carne de churrasco que me deixou doente num estado "cama-banheiro-medidor de febre" por três ou quatro dias. Mas não vamos falar de tal ironia patética de que como uma pessoa que fica doente raras vezes ao ano tem uma doença após um momento desses e sim o que me levou a fazer o tal blog hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Muitas coisas podem fazer uma pessoa raciocinar, começar a pensar, mudar de idéia ou reforçar as próprias em estado eufórico, o que me levou a esse instrumento de comunicação em massa hoje foi a ignorância de uma amiga, que me deixou em estado de pensamento eufórico. Sabe quando você descobre que aquela pessoa que você conhece há algum tempo  é traidora, podre, imoral ou qualquer coisa que o valha, bom, hoje descobri que uma amiga minha é ignorante. Muito ignorante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vou deixar vocês, meros leitores frutos do tédio das férias não-viajadas, entrarem no clima de minha situação. Eu primeiramente entrei no vulgarmente chamado "emeésseêne" e vi no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;nick&lt;/span&gt; de uma amiga a mensagem "Caloura UTFPR curso X" e resolvi parabenizá-la, e perguntei se não teria chance de ela ir para a UFPR, a minha universidade. Bom, para poupá-los da narração de uma conversa longa, &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;vou resumi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;r em poucas palavras: A menina me respondeu que ela tiraria somente a carteirinha da UFPR para que pudesse almoçar no chamado R.U., para quem não conhece, o Restaurante Universitário &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;é o lugar onde possivelmente seja comercializada a refeição mais barata do planeta, R$1,30, para os alunos da U&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;FPR, mais especificamente para os mais corajosos, e que ela faria a matrícula em seu curso para não ter de pagar um almoço de preço normal, ou seja, meus amigos contribuintes, nós estamos condenados a pagar almoço para essa menina pelos próximos meses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que me deixa indignado nisso tudo é a ignorância(ignorância como muitos acham não é burrice, é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;ignorar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; fatos contraditórios às suas crenças, muito praticada por religiosos que se metem a cientistas) da menina, que veja, vai queimar uma vaga de uma universidade federal, e quando eu perguntei o porque de tal idiotice ela me respondeu: "mas qm vai entrar nessa vaga?? provavalmente um filinho de posita"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;posita&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; viria do curso/colégio Positivo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E isso me leva a segunda indignação, a de que muita gente tem esse ponto de vista ignorante. Gente, acordem, colégios particulares não injetam conhecimento no aluno, e se o aluno está lá é porque alguém na família dele trabalhou pra que ele esteja lá. E &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;não! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Capital(R$) não é algo obtido dos burgueses malvados através de exploração e corrupção dos coitados, é obtido do trabalho, na maioria absoluta das vezes é legítimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Hoje meus amigos, vivemos num país onde as minorias são favorecidas pelo Estado, com cotas que premiam alunos pela sua cor e origem pobre e onde, pelo menos no Paraná, os melhores colégios são públicos. Vamos dar um fim a ignorância, vamos dar um fim a achar certo botar um aluno cotista numa faculdade quando o mesmo possivelmente nem terminará o curso, vamos dar um fim a achar errado que um aluno esteja num colégio particular sendo que seus familiares trabalharem para garantir sua entrada, e vamos dar um fim, principalmente, a uma pessoa fazer uma idiotice como queimar uma vaga de uma universidade se apoiando em ideais ignorantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Bom, por hoje é isso, e prometo deixar o blog menos sério e mais descontraído, e se vocês se perguntam como a minha amiga respondeu as minhas acusações e as minhas opiniões, bom, ela falou algo como "ah eu conheço dois amigos que fizeram isso", bom, é esse tipo de pensamento que o Brasil precisa, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Update&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;: A minha amiga voltou atrás em fazer a matrícula após descobrir um restaurante a "dois e pouco" de uma amiga dela, mas vou manter o post porque tenho certeza, certeza absoluta que haja pessoas que pratiquem isso que ela ia praticar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pretog.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; © Todos os direitos reservados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7456053801232811223-5313806437405112028?l=montantedasideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montantedasideias.blogspot.com/feeds/5313806437405112028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7456053801232811223&amp;postID=5313806437405112028' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5313806437405112028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7456053801232811223/posts/default/5313806437405112028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montantedasideias.blogspot.com/2007/12/o-primeiro-quem-sabe-de-muitos.html' title='O primeiro. Quem sabe de muitos.'/><author><name>Conflitante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00708728021256417896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
