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segunda-feira, 11 de maio de 2009

A vida após a morte não utópica completamente utópica.

Estava eu a conversar com uma amiga pela internet discutindo o assunto descontraído normal de qualquer pessoa regular: O fim da vida e a existência humana; quando iniciei a dissertar sobre o que seria o pós-vida ideal, que inicialmente seria algo não utópico, diferente das visões atuais de céu e inferno.
Com tal premissa, a criatividade me levou a projetar o que para mim, é o pós-vida, o modelo de existência ideal:
O Eterno Aprender.
O Eterno Aprender consiste em uma coexistência de eternidade e finitude, materialidade e espiritualismo exacerbado e impossível de se provar através da razão. Minha "proposta" é que ao fim da vida humana se termina um tempo de existência vivente, voltando a uma existência espiritual onde todos os mistérios do universo e de tudo o que se pode e não se pode imaginar, muito além do mero conhecimento humano, é dado para quem quiser estudar, absorver imensurável conhecimento, tendo o espírito o poder de saciar toda a curiosidade humana, sem dependências biológicas e sem interesses humanos de reprodução ou sociabilidade. Uma existência dedicada a absorver em um compartimento superior ao cérebro humano e aos canais de mielina uma quantidade literalmente infinita de conhecimento, sendo tal aquisição o único prazer dos espíritos.
As "bibliotecas" magistrais de conhecimento são privadas do conhecimento puramente sensorial de organismos de nossa galáxia ou de outras. Portanto, quando espíritos dedicam-se ao ato de conhecer algo em particular, estes têm a oportunidade de invocarem-se em criaturas diversas do universo - iniciando existências viventes - que já viveram ou ainda virão a viver; pois o tempo na existência espiritual não é trabalhado e compreendido como pelos seres humanos, e estes seres então, tomam corpos de variadas criaturas que estão a nascer, amebas, plantas ou animais terrestres, ou criaturas inimagináveis pelo ser humano que habitam o universo; sempre, ao morrer novamente em suas vidas, nutrir o universo com a energia do conhecimento adquirido, porém, não possibilitando tal conhecimento para os outros espíritos, que terão também de encarnar em seres viventes para compreender sensorialmente suas existências.
A força superior, se existir, é a entidade que absorve o conhecimento espiritual obtido em existências viventes pelos finitos espíritos existentes. Não seria algo condicionado a uma só forma de vida ou a um gênero, ou espécie, seria algo abstrato até mesmo para os espíritos, o único verdadeiro mistério para os espíritos imortais.
Tal existência infinita, porém, é condicionada a cada espírito optar por perder o conhecimento universal adquirido ao nascer em um ser vivente, portanto sem memória estes adaptam o infinito à compreensão finita.
O Eterno Aprender seria algo surreal, abstrato demais para ser compreendido por humanos ou pela ciência, tampouco geraria humanos de fardas ganhando dinheiro por citações de livros sobre tal teoria.
Ofereço uma teoria do que seria uma infinidade não tediosa, por assim dizer, e também não ligada à forma humana, que é apenas um dos infinitos seres viventes do universo, e não requer sua pós-vida julgamentos dos espíritos quanto a atitudes quando humano e sujeito à forma humana de pensar e se organizar em sociedades. Os espíritos, nós, teríamos apenas o julgamento próprio quando atingíssemos a verdade plena e o conhecimento absoluto, sendo a ética humana de meros milhares de anos de história apenas uma parte infinitesimal do conhecimento sobre o relacionamento entre espíritos e o que os cerca, nas existências viventes e na existência infinita espiritual.

É basicamente isso. Pretendo voltar a atualizar o Divagações e terminar após meses de intervalo muitos contos inacabados.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Score, e mais algumas coisinhas.

Segue meu score da primeira e segunda fase da UFPR, considero um score muito bom levando em consideração que sou treineiro e não estou na idade de entrar em faculdade.
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Ah, e as outras coisinhas, bom, ontem descobri que meu pai tinha conseguido score suficiente para passar em uma faculdade pública em São Paulo, quando ele prestou, anos e anos atrás, mas por medo de não passar acabou fazendo inscrição em uma particular e um ano depois veio para Curitiba, e posso dizer tranquilamente que se ele tivesse feito a escolha certa na hora eu não existiria.
Isso foi só para dar a noção de como nossa existência é não só um acaso mas como é frágil em termos de acontecimentos. Claro, talvez 50% da minha genética estaria em outro filho de minha mãe, considerando que ela me teve em uma idade normal de reprodução, mas os outros 50% provavelmente não teriam atingido a vida.
Não espero atingir religiosos com essa divagação, tanto como se eu começar a especular e especular poderia dizer que se meu avô tivesse um par de tetas eu teria três avós, e se vaca voasse chovia leite.
Esse artigo começou com a idéia de ser um artigo curto, doce ilusão, citando meu companheiro Agenor de Miranda Araújo Neto: "Sempre fui perfeito para fazer discursos longos. Fazer discursos longos sobre o que não fazer. Que é que eu vou fazer?*". Mas a base do artigo é realmente uma idéia forte. Quais são as chances de que nossos dois pares de 23 cromossomos terem se encontrado? Quais são as chances de realmente nos tornarmos vida ao invés de puro carbono, o mesmo do grafite e do diamante?
Não só nossas estruturas de ossos e músculos são frágeis como também nossa pré-existência em razão da existência em si.
Não pense de forma errônea, a vida não é um acaso, considerando o Universo como algo infinito era somente questão de tempo até a vida surgir, em um ambiente ou outro, um planeta ou outro, mas a nossa existência, como indivíduo**, é nada mais do que um acaso, um magnífico acaso.

*Cazuza - Boas Novas.
**Estranhamente a palavra "indivíduo" não significa cidadão, significa algo como "indivisível", algo que perde sua finalidade se dividido, um copo por exemplo é um indivíduo, e essa palavra foi perfeita para se usar na frase pois cria a sensação de pura existência, sem usar de noção de vida ou elemento da sociedade.

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